Amílcar Romano versus “Jornal do Barreiro”Amílcar Romano afirmou que “desconfiava” dos nossos métodos de trabalho.
Contactámos a redacção do “Jornal do Barreiro” no sentido de esclarecermos as razões de tais factos.
Aqui fica o esclarecimento da Chefe de Redacção do JB, Filipa Domingos, e a entrevista referenciada.

Por Jornal Rostos
Recebemos na nossa redacção da candidatura de Amílcar Romano uma entrevista que não terá sido terá publicada pelo “Jornal do Barreiro”.
Refere a nota da candidatura que o “JORNAL DO BARREIRO” “DESCUIDADO”NÃO PUBLICOU- COMPORTAMENTO TENDENCIOSO”
Não cumprindo o que comigo tinham acordado
Acrescenta a nota da candidatura de Amílcar Romano que – “O jornal do Barreiro solicitou-me que respondesse a cinco questões, para serem publicadas conjuntamente com as respostas do outro candidato à CPC.
Não cumprindo o que comigo tinham acordado, e apesar de eu ter enviado as respostas que aqui registo, publicaram apenas as do outro candidato, com a justificação de que o jornal contrariamente ao normal, esta semana sai para as bancas à quinta-feira.”
A entrevista é enviada para o “Rostos” sublinhando – “deixo à vossa consideração para que ajuízem tal comportamento”.
Nesse sentido contactámos a redacção do “Jornal do Barreiro” que nos enviou o comentário que divulgamos integralmente.
"Lamentamos o sucedido, sobretudo porque o Sr. Amílcar Romano confessou-nos não ter tido tempo para responder"
Ex.mo Senhor Sousa Pereira
Director do Rostos - Barreiro
Serve a presente carta para esclarecer o ponto de vista do Jornal do Barreiro face às declarações do candidato à Comissão Concelhia Política do PS Barreiro, Amílcar Romano.
Em 55 anos de vida o Jornal do Barreiro marcou e continua a marcar pela positiva no concelho do Barreiro. Há décadas que a nossa postura de informar e esclarecer os barreirenses sobre os assuntos da terra, se pauta por princípios éticos e deontológicos de liberdade de imprensa, direito à opinião, isenção e imparcialidade. Não ferir susceptibilidades e dar sempre nota do contraditório, sobretudo no que toca a matérias de carácter político, sempre foi uma preocupação e uma atitude da qual o Jornal do Barreiro se pode orgulhar.
Desde o início da campanha política, no âmbito das eleições internas do Partido Socialista do Barreiro, que o nosso órgão de informação procurou estar presente em todas as iniciativas levadas a cabo pelos dois candidatos à Comissão Política Concelhia, sempre que para tal fomos convidados. Facto que explica desde já as várias notícias que têm sido publicadas no Jornal do Barreiro no que toca a iniciativas realizadas pelo candidato Luís Ferreira.
Tal deve-se ao facto de, durante a campanha, apenas termos sido convidados para estar presentes na Apresentação da Candidatura do Sr. Amílcar Romano, tendo sido excluídos quer do Debate realizado no dia 11 de Março na Biblioteca Municipal, quer da Inauguração da sua Sede, quer na Apresentação da Lista às Secções do Lavradio e Barreiro. Atitude que não compreendemos e que lamentamos.
Posta esta introdução, que não consideramos de “somenos importância”, pois revela uma atitude no mínimo “estranha” por parte de um candidato que deveria ter interesse em noticiar as suas actividades de campanha junto do órgão de comunicação social mais antigo do Barreiro, passamos a explicar o que aconteceu.
O Jornal do Barreiro foi contactado pelo candidato Luís Ferreira, ao final da manhã de Segunda-Feira, dia 20 de Março, no sentido de saber qual seria a possibilidade do nosso órgão de comunicação social lhe fazer uma breve entrevista a poucos dias das eleições.
Perante tal sugestão, como Chefe de Redacção, aceitei o pedido e tomei a decisão de no mesmo dia entrar em contacto com o Sr. candidato Amílcar Romano, via telefone, com o intuito de o convidar para responder a algumas questões no mesmo âmbito, por via e-mail, e que teriam de ser entregues até Quarta-Feira, dia 22 de Março, data do fecho da edição.
Depois da resposta afirmativa do Sr. Amílcar Romano, o Jornal do Barreiro enviou ao seu cuidado um pequeno texto que continha cinco questões, para além de explicar que ambos os candidatos iriam sair na mesma página, responder às mesmas questões e com o mesmo número de caracteres. Com todos estes pressupostos assegurados, o Jornal do Barreiro recusa-se a aceitar as declarações que nos acusam de sermos “parciais e adoptarmos posturas tendenciosas”. Se tal fosse nossa intenção teríamos apenas realizado uma entrevista ao Sr. candidato Luís Ferreira, que se voluntariou para tal, e nem sequer teríamos entrado em contacto com o Sr. candidato Amílcar Romano.
Uma vez enviadas as questões, na Segunda-Feira, dia 20 de Março, pelas 18:00 horas, o Jornal do Barreiro ficou a aguardar resposta. Chegada Quarta-Feira (dia de fecho que não é habitual, mas se deve a questões de férias) em que o Jornal tinha de ser enviado para a Gráfica entre as 12.00 e as 13:00 horas, a Chefe de Redacção tentou contactar pela única maneira possível, via telefone, o Sr. candidato Amílcar Romano, pelas 10:00 horas, no sentido de o avisar que com urgência a redacção aguardava o envio das respostas até às 12:00 horas, visto que a edição estaria na rua já na Quinta-Feira, dia 23 de Março e não no dia habitual que costuma ser Sexta-Feira.
A chamada não foi atendida, mas foi deixada uma mensagem de voz que explicava a situação acima referida. Até às 12:00 horas nada chegou aos endereços electrónicos da redacção e o Jornal, lamentavelmente, teve de seguir obedecendo a critérios rigorosos de prazos estabelecidos. Digo “lamentavelmente”, porque a nível pessoal, como Chefe de Redacção gostaria de ter entregue aos nossos habituais leitores os pareceres opostos dos dois candidatos e não apenas um.
Pelas 16:30 horas o Sr. candidato Amílcar Romano entrou em contacto com a redacção informando-nos de que acabara de enviar as respostas. Uma vez comunicada a situação, o Sr. candidato dirigiu-se-nos num tom algo exaltado acusando o Jornal do Barreiro de, entre outras coisas, lhe ter “feito uma armadilha, que aliás já estava à espera.”
Não compreendendo esta atitude, e desconhecendo o conteúdo de uma acusação tão grave, o Jornal do Barreiro estranha que o Sr. candidato tenha respondido afirmativamente ao pedido da nossa entrevista, uma vez que segundo afirmou, “desconfiava” dos nossos métodos de trabalho. De qualquer modo, e porque somos imparciais, explicámos o porquê da ausência das respostas do candidato na edição impressa, e o porquê de só vir um testemunho (do Sr. candidato Luís Ferreira).
Apesar de fechada a edição impressa, propusemos ao Sr. Amílcar Romano que a entrevista que tinha acabado de enviar seria colocada na integra no portal electrónico do Jornal do Barreiro, juntamente com a do outro candidato. Proposta que foi de imediato recusada pelo Sr. Amílcar Romano.
Não querendo alongar mais esta questão, volto a frisar que tivemos todo o interesse em ouvir as duas partes interessadas, e que não podemos ser acusados de não ter avisado da hora do fecho do Jornal, porque foi feito um contacto e deixada uma mensagem. Aliás, o Sr. Amílcar Romano referiu ter o seu telemóvel pessoal ligado 24 horas por dia. Se assim fosse, cremos que teria visto a tentativa de contacto feita às 10:00 horas de Quarta –feira, antes das 12:00 horas (hora de fecho).
Recordo que foram enviadas apenas cinco questões aos dois candidatos que deveriam ser respondidas de forma sucinta, às quais o Sr. Luís Ferreira, logo na Segunda-Feira, nos respondeu..
Em suma, lamentamos o sucedido, sobretudo porque o Sr. Amílcar Romano confessou-nos não ter tido tempo para responder antes de Quarta-Feira. Contudo teve tempo para em menos de 24 horas ter escrito uma carta difamatória para outros órgãos de comunicação social sobre o Jornal do Barreiro.
Gratos pela concessão do direito de resposta, envia os melhores cumprimentos.
Filipa Domingos
Chefe de Redacção
DIVULGAMOS A A ENTREVISTA NÂO PUBLICADA
1) J.B - Principal razão pela qual se candidatou?
A.R. - A candidatura que se vinha perfilando de forma camuflada, não oferecia garantias de responder às actuais necessidades de reorganização do PS Barreiro, gerando mesmo muita controvérsia nos militantes, pela carga frentista que a caracterizava, ou seja: sensibilidades do partido que dificilmente conseguirão assegurar o espírito de unidade indispensável e necessária. Neste contexto, a minha candidatura baliza-se pelas seguintes razões:
1.A insistência de muitos camaradas em apresentar a minha candidatura à CPC, por considerarem que eu reúno as condições para alcançar o grande objectivo de reorganização do partido;
2. Dar continuidade ao projecto do PS, que teve inicio em 1997 e se consolidou na gestão da Câmara entre 2002 e 2005, definindo a MARCA da diferença, relativamente à gestão comunista.
3. Por respeito à memória de Aires de Carvalho, que foi o grande protagonista e responsável pelos sucessos alcançados em 1997 com Leal da Silva tendo ficado a 167 votos da conquista da Câmara, e em 2001 com Emídio Xavier, realizando o sonho da vitória.
2) J.B – Opinião pessoal como tem decorrido esta campanha?
A.R. - Esta campanha é desde já, um primeiro passo de mobilização do partido para sustentar os objectivos que se nos colocam pela frente.
Permitiu o contacto com muitos militantes que se encontravam isolados e à margem da vida do partido; permitiu realizar debates alargados e mais restritos sobre as várias soluções a implementar no futuro; permitiu clarificar algumas das razões porque não fomos vitoriosos em 2005, que a generalidade dos camaradas identificou na falta de retaguarda política do partido, no apoio à gestão da Câmara e dos executivos das freguesias.
Foi um processo de mobilização e de revitalização dos militantes e do partido, que lhes permite naturalmente uma opção de voto tranquila e responsável.
3) J.B – No momento quais são as principais dificuldades de que o Barreiro padece?
A.R. - As maiores dificuldades que se têm observado no funcionamento do PS, decorrem da deficiente comunicação com os militantes, ausência de debates sobre várias temáticas, que acaba por penalizar a intervenção política do partido. O facto das sedes se manterem fechadas, sem regularidade de horários de abertura, limita a relação dos militantes com o partido, e por outro lado, são geradoras de relações negativas ou pouco afirmativas para a concretização das estratégias definidas pelos órgãos dirigentes.
4) J.B – Principais linhas estratégias que defende para melhorar?
A.R. - As estratégias de organização do partido devem assentar em primeiro lugar, numa maior responsabilização de órgãos dirigentes, não só através de reuniões regulares, mas também num processo de avaliação sistemático dos objectivos anteriormente definidos.
Deverá existir uma maior articulação e cooperação com os secretariados das secções do Barreiro, Lavradio e dos Trabalhadores da autarquia.
Apoiar o processo de criação da secção de Stº António, Palhais e Coina.
Criar gabinetes que enquadrem um maior número de militantes e de quadros do partido, de acordo com a sua experiência política e profissional, para reflectir e aprofundar questões de várias áreas de intervenção politica e apresentar propostas e soluções aos vários órgãos do partido.
Criar núcleos de freguesia e bairro que promovam um maior conhecimento e contacto entre militantes e simpatizantes, formal e informalmente, que potencie e valorize a sua intervenção politica, nomeadamente um maior acompanhamento da vida das diferentes comunidades do nosso concelho.
Realizar debates bimestrais sobre temáticas que reflictam o quotidiano do nosso concelho, e promover a realização de uma folha informativa a divulgar por todos os militantes.
Assumo o compromisso pessoal de encontrar um novo espaço de sede, até se resolver em definitivo a situação da sede do Barreiro.
Apoiar a concretização dos projectos deixados pela gestão do PS, verdadeiras âncoras de desenvolvimento do Barreiro, e renovar a confiança dos barreirenses.
5) J.B – O que podem o militante esperar de si caso vença?
A.R. - A união do partido, no respeito pelas diferentes sensibilidades politica, enquadrando-os nos diferentes órgãos e grupos de trabalho a criar.
Defendo intransigentemente os valores da ética política, de solidariedade e de cooperação de todos os socialistas, em relação estreita com todos os barreirenses.
Todos os militantes me conhecem e sabem que podem contar com a minha experiência, a minha capacidade de trabalho e total disponibilidade para continuar a afirmar o projecto do PS Barreiro.
Defendo intransigentemente os interesses do Barreiro, na sua afirmação ao nível distrital e de área metropolitana de Lisboa.
Pretendo afirmar o Barreiro numa Bandeira do Partido Socialista.













