Saltar para o conteúdo
Bastidores

Eleições Partido Socialista - SetúbalVítor Ramalho considera essencial reforçar ideias “tendo uma visão de conjunto e não de “capelinhas”

“Não existindo no próximo mandato da Federação, de dois anos, quaisquer eleições autárquicas ou legislativas, será possível, se quisermos, aprofundarmos a nossa intervenção. Intervenção que deve ser suportada em causas, estabelecendo prioridades, reforçando o ideário e tendo uma visão de conjunto e não de “capelinhas” - sublinhou Vítor Ramalho, na apresentação da sua candidatura à liderança do PS no Distrito de Setúbal.

7 min de leitura
Eleições Partido Socialista - Setúbal Vítor Ramalho considera essencial reforçar ideias “tendo uma visão de conjunto e não de “capelinhas”

Por Jornal Rostos

Na apresentação da sua candidatura a Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, Vítor Ramalho, salientou que “os partidos políticos são os pilares da democracia e o PS é um partido estruturante da nossa democracia.
Sucede que a democracia não se limita ao dever-direito dos cidadãos elegerem os seus representantes. A democracia é mais do que isso, por implicar o dever e o direito dos cidadãos participarem na vida colectiva e interessarem-se pela causa pública.
O interesse pela causa pública deve assentar em projectos e em ideias, sendo os cidadãos agentes das transformações para a concretização desses projectos.
É por isso que é tão importante o debate das ideias, centrado em projectos, sendo obrigação dos militantes partidários darem o exemplo.
Quer isto dizer que me candidato a presidente da Federação do PS do Distrito de Setúbal com esse exclusivo propósito”.

O PS partido de valores, fraterno e solidário

“Não concorro contra nenhum ou nenhuma militante. Concorro por um projecto, assente em ideias, num debate que desejo fraterno, para reforço e auto-estima da militância partidária e para afirmação da credibilização do PS no Distrito e na sociedade, com quem devemos ter uma relação mais estreita.
Temos agora, em resultado das vertiginosas transformações do mundo, após a queda da bipolaridade, a gestação para um novo mundo, que desejamos melhor. Mas este novo mundo, exactamente por estar em gestão, tem muitos contornos de incerteza, põe em causa valores e alimenta interesses egoístas, sob o primado do dinheiro e com um pano de fundo liberal.
O PS, enquanto partido de valores, fraterno e solidário, e com ele os seus militantes, tem assim o dever de contribuir, onde quer que os militantes se encontrem e, naturalmente, nas estruturas partidárias, para influenciarem positivamente o futuro” – sublinhou Vítor Ramalho.

Setúbal m distrito de trabalho onde o coração bate à esquerda

“O debate das ideias – repito – é essencial e é ele que está subjacente à declaração de princípios e aos estatutos do PS, que informam os militantes e são a bússola para a acção, como repetidamente tem sido afirmado pela direcção do partido e pelo secretário-geral José Sócrates.
A Federação a que me candidato, do distrito de Setúbal, que é um Distrito muito vasto, com treze concelhos e que engloba o litoral alentejano e a península de Setúbal, exige o nosso melhor.
O país e os nossos concidadãos, aliás, vêem Setúbal como um distrito de trabalho, onde genericamente o coração bate à esquerda e, nesse batimento, o PS tem beneficiado do sufrágio maioritário nas eleições legislativas. Isso já não ocorre nas eleições autárquicas, sucedendo mesmo que, neste último sufrágio, o PS, ao perder três Autarquias, se viu confinado a apenas três Câmaras – Alcácer do Sal, Grândola e Montijo” – acrescentou o candidato à liderança distrital do PS.

Reforçando o ideário e tendo uma visão de conjunto e não de “capelinhas”.

“Não existindo no próximo mandato da Federação, de dois anos, quaisquer eleições autárquicas ou legislativas, será possível, se quisermos, aprofundarmos a nossa intervenção. Intervenção que deve ser suportada em causas, estabelecendo prioridades, reforçando o ideário e tendo uma visão de conjunto e não de “capelinhas”.
Para isso, é necessário que forjemos a unidade em torno de princípios e de valores, gerando uma unidade de pensamento que garanta a unidade de acção e valorizando o trabalho colectivo sobre o individual.
Conheço muito bem o distrito de Setúbal, acompanhei e acompanho inúmeros projectos criadores de riqueza, sou deputado eleito pelo Distrito e também membro da Assembleia Municipal do Seixal. Os agentes económico-sociais sabem bem disso” – salientou Vítor Ramalho.

Criação de um Conselho Consultivo de reflexão e aconselhamento

“Não podia nem devia assim refugiar-me, cómoda e egoisticamente, na defesa de interesses próprios, não ponderando favoravelmente o desafio para que concorresse à Federação, desafio esse que me foi lançado por mais de cem militantes de quase todas as concelhias. Ao aceitar o desafio, quero contar com todos os militantes, sem excepção, unindo o que deve ser unido.
O distrito de Setúbal é – repito – vasto e complexo. Proponho-me, por isso, responder aos objectivos que se impõem, articulando a organização com aquilo que deve ser feito.
Isso, a meu ver, alcança-se através dos mecanismos de auto-regulação da Federação, que os estatutos possibilitam, reforçando os órgãos existentes e alargando-os. Assim, em íntima conexão com as concelhias e secções, proporei a criação de um Conselho Consultivo de reflexão e aconselhamento, gabinetes de estudo, linhas directas de apoio ao militante e aos autarcas, com uma Convenção anual destes, o aconselhamento jurídico, a valorização e divulgação das actividades profissionais de mérito dos militantes e o fomento do convívio e, com ele, da formação” - foram reptos lançados por Vítor Ramalho na paresentação da sua candidatura.

Uma relação de intercâmbio regular com Espanha

“Tudo isto, que a título de mero exemplo se invoca, deverá articular-se com objectivos para o “exterior”, ou seja, para a sociedade envolvente, através da ideia “Pensar o Distrito” e de uma outra “Ouvir o Cidadão”, com o incremento de visitas a empresas, estruturas associativas do mundo empresarial e do trabalho, organizações não governamentais, etc. De par com estes objectivos, porque somos europeus, mas também universalistas e tolerantes, assentaremos, nesta concepção de estarmos, a acção para uma relação de intercâmbio regular com o nosso partido homólogo em Espanha, da nossa família socialista, através de uma região espanhola a ponderar. Do mesmo modo, devemos fazer isso com instituições do mundo da nossa língua comum, porque tal também reforça os instrumentos de aproximação que aproveitarão, vantajosamente, a múltiplos domínios.
Naturalmente que estes objectivos deverão assentar, no que à direcção do partido, ao Governo e aos deputados respeita, numa informação ascendente e descendente, por forma a que a essência dela seja fluida, em todos os sentidos, e clara” – salientou Vítor Ramalho.

Um partido livre, de homens e mulheres livres

“Questão que não é menor, tem a ver com a dimensão e a heterogeneidade do Distrito, integrado pela península de Setúbal e pelo litoral alentejano, qualquer delas a exigirem reforço de auto-sustentabilidade. Daí a importância de, neste quadro, devermos considerar a especificidade diferenciada de uma e de outra, a implicar uma coordenação adequada para o litoral alentejano e a partir dele, com reforço das próprias forças, e em que tudo se verterá, de forma clara, na moção que brevemente apresentarei e que apoiará a minha candidatura.
Este objectivo é, aliás, também essencial e responde também aos debates em curso sobre a reorganização do território, independentemente do momento que vier a ser adoptado.
É sabido que vivemos um momento muito complexo, a justificar medidas restritivas e reformas profundas.
O partido, e com ele a Federação do Distrito de Setúbal, não podem deixar de estar à altura dos desafios que temos e teremos pela frente, difíceis, reforçando a sua coesão interna, relacionando-se mais e melhor com o exterior e com os cidadãos e assumindo-se como um partido aberto e acolhedor. Honrando a nossa memória e legando aos mais jovens essa honra, de pertencerem a um partido estruturante da democracia, de futuro e com futuro. Um partido livre, de homens e mulheres livres, que lutou e luta pela igualdade a todos os níveis, incluindo a igualdade do género, não apenas na forma, mas sobretudo na substância.” – referiu o candidato à liderança dos socialistas de Setúbal.

Trabalharmos em reforço da acção governativa

“É esta, penso, a melhor e a única forma de agirmos para servir o interesse colectivo e de trabalharmos também, em reforço da acção governativa, sob a liderança de José Sócrates, com frontalidade, informando e sendo informado, transmitindo o pulsar dos anseios das populações e dos militantes e estando atento às medidas que se tomam e às suas repercussões.
Este é o nosso contributo para o debate de ideias e, com ele, para o bem do Partido Socialista, dos militantes e do distrito de Setúbal” – salientou a finalizar Vítor Ramalho na apresentação da sua candidatura a Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção