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Bastidores

Presidente do PS Setúbal afirma“Ser solidário com o Governo não é ser subserviente”

Em declarações ao jornal “Diário de Noticias”, Vítor Ramalho, Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista refere que no PS “há debilidade de ideário”.

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Presidente do PS Setúbal afirma “Ser solidário com o Governo não é ser subserviente”

Por Jornal Rostos

Vítor Ramalho, refere o “Diário de Noticias” considera que o PS e o Governo vivem um momento complexo e não tem dúvidas em afirmar que no PS “há debilidade de ideário”.
Na opinião expressa por Vítor Ramalho, “O pensamento estratégico sobre a afirmação de Portugal no mundo”; a “definição de quais os sectores estratégicos da economia que devem estar ou não nas mãos do estado”; a “concepção do próprio Estado” são algumas das matérias que “implicam uma precisão muito clara do papel do mercado e do papel do próprio Estado”.

Atento ao pulsar da sociedade

“Ser solidário com o Governo não é ser subserviente” – salienta Vítor Ramalho ao DN.
“A direcção do partido tem tudo a ganhar se perceber que ali ( Federação de Setúbal) tenho que ter politicas de solidariedade para com o Governo, mas estar atento ao pulsar da sociedade e transmitir com lealdade o que sinto” – sublinha o Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista.

Em Setúbal nós nunca receámos o povo

Vítor Ramalho refere que no próximo dia 28 de Junho, Vieira da Silva, vai discutir com os militantes do PS do Distrito de Setúbal, assuntos relativos à Segurança Social, matéria esta que não tem grande popularidade no distrito de Setúbal.
“Vou habituar os membros do Governo a ter consciência de que em Setúbal nós nunca receámos o povo. Temos convicções e sabemos que é necessário ouvi-lo” – salienta Vítor Ramalho.
Segundo o líder distrital do Partido Socialista “se se descura o partido, a prazo será muito sério”.

A “crise da esquerda” é global

“Quando a política é muito fria, em momentos recessivos isso é complicado. É preciso dar muita atenção ao PS” – salienta o Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista.
Na sua opinião, segundo refere ao DN, a “crise da esquerda” é global.
“A matriz em que a esquerda se apoiava não deixa de ser tocada por um fenómeno impressionante, em que o poder financeiro e económico à escala global se está a sobrepor ao poder político” – salienta Vítor Ramalho.

Subalternização do ideário dos partidos

“Este quadro inteiramente novo tem levado, na sua essência, a um pendor genericamente pragmático dos partidos de esquerda e à subalternização do ideário dos partidos de tal forma que, em muitas situações, é difícil percepcionar o que distingue um partido da direita social-democrata de um partido de esquerda de matriz socialista” – sublinha Vítor Ramalho, que acrescenta – “a concepção liberal e materialista” que prevalece no mundo “choca profundamente com a alma que este povo se forjou”.

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