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Bastidores

Partido Socialista Setúbal“O PS apoia a política do Governo, mas não dispensa o debate interno”

Salientou Augusto Santos Silva, no decorrer de um Plenário de Militantes do Partido Socialista, do Distrito de Setúbal, que “os indicadores actuais apontam que estamos no caminho certo, com o cenário da recessão afastado e a economia a começar a dar sinais de recuperação, especialmente através do aumento dos valores da exportação, o crescimento do desemprego foi contido e a economia tem conseguido criar novos empregos.”

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Partido Socialista Setúbal “O PS apoia a política do Governo, mas não dispensa o debate interno”

Por Jornal Rostos

Decorreu, em Setúbal, um plenário de militantes do Distrito de Setúbal, que contou com a presença de Augusto Santos Silva.
A mesa, foi presidida por Vítor Ramalho, Presidente da Federação do PS Setúbal, e contou com a presença ,para além de Augusto Santos Silva, de Catarino Costa, Presidente da Concelhia do PS Setúbal, Catarina Marcelino, Presidente do Departamento das Mulheres Socialistas de Setúbal, Teresa Almeida, membro do Secretariado da Federação de Setúbal e Eduardo Cabrita, Presidente da Mesa da Comissão Política Distrital do PS Setúbal.

Debate na vida interna do partido.

Vítor Ramalho iniciou o plenário agradecendo a vinda de Augusto Santos Silva ao Distrito e também às largas dezenas de militantes presentes.
Na sua intervenção salientou que desde que os novos Órgãos da Federação tomaram posse várias iniciativas foram realizadas: a vinda de Valter Lemos, que assume funções de Secretario de Estado da Educação, Vieira da Silva, dirigente socialista e actual Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social e, no Barreiro, Maria Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação.
Referiu, ainda, que estão em preparação outras iniciativas para o mês de Setembro e manifestou que “esta metodologia de trabalho permite promover a unidade do partido num período em que não irão decorrer actos eleitorais e preparar novos alicerces para um futuro próximo”.
Vitor Ramalho concluiu a sua intervenção referindo que o próximo Congresso Nacional contará com a Federação de Setúbal para fazer dele um importante momento de debate na vida interna do partido.

Um compromisso com os portugueses

Sob o lema “Resposta do PS para os Desafios da Sociedade Portuguesa”, Augusto Santos Silva iniciou a sua intervenção relembrando, “o que resultou das eleições de Fevereiro de 2005 não foi só uma vitória eleitoral, foi, muito mais, um compromisso com os portugueses, que irá até Outubro de 2009.
Segundo Augusto santos Silva, este compromisso insere 3 aspectos fundamentais, referiu: “chegar a 2009 com a contenção das contas públicas e o controlo do défice orçamental, que deverá situar-se, nessa altura, abaixo dos 3%, sem o recurso a engenharia contabilística e financeira”; “chegar a 2009 com a economia a crescer”, e, um terceiro compromisso, “ver o emprego a crescer”.
Sublinhou que “esses são compromissos claros, sem qualquer maquilhagem e é com base neles que os portugueses irão julgar o governo e o PS em 2009.”

Combater o défice estrutural da qualificação

Salientou ainda Augusto Santos Silva, que “os indicadores actuais apontam que estamos no caminho certo, com o cenário da recessão afastado e a economia a começar a dar sinais de recuperação, especialmente através do aumento dos valores da exportação, o crescimento do desemprego foi contido e a economia tem conseguido criar novos empregos.”
Na sua intervenção destacou que aos 3 importantes compromissos referidos existe um conjunto de objectivos políticos importantes e que se podem agrupar em 5 grandes áreas de intervenção: “modernizar a economia através de vários projectos, como é o caso do plano tecnológico”; “melhorar a qualificação, combater o défice estrutural da qualificação, como a importante revolução que se está a realizar na educação e ensino superior”.

Introduzir no sistema político indicadores qualitativos

Referiu, igualmente, a necessidade de “melhorar o nível e a qualidade da protecção social e, exemplo disso, é o combate à pobreza através do complemento de solidariedade social e a intenção em implementar a 3.ª geração de políticas sociais e também melhorar o padrão de protecção da população ao nível da saúde”;, assim como “introduzir no sistema político indicadores qualitativos, como o princípio da limitação dos mandatos, princípio da representação mínima obrigatória de um dos géneros (a chamada lei da paridade) nas listas, ambas propostas aprovadas na Assembleia da Republica. Em breve serão apresentadas propostas de alteração das leis eleitorais para a Assembleia da Republica e Autarquias”.

Qualificação da designada “formas de vida”

A finalizar, Augusto Santos Silva, perspectivou, a importância da “qualificação da designada “formas de vida” através da recentemente aprovada lei da procriação médica assistida e futuramente será apresentada legislação sobre a utilização de células estimarias e a revisão do código para, entre outras alterações, proteger melhor as vitimas de violência doméstica.”

Reforçar o envolvimento e participação dos militantes

Augusto Santos Silva abordou, por outro lado, a realização do Congresso Nacional do Partido Socialista, que deverá ocorrer em Novembro e, afirmou, que “este será um momento importante para a união do PS e para reforçar o envolvimento e participação dos militantes na renovação do partido e no programa do governo na procura de resposta aos novos desafios”.

De acrodo com a nota que recebemos do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, em seguida, foi dada a palavra aos militantes presentes, os quais, segundo refere a nota, “saudaram a iniciativa e a presença de Augusto Santos Silva e os esforços realizados pelo Governo, bem como solicitaram alguns esclarecimentos sobre medidas realizadas e em curso.”
No final, Augusto Santos Silva salientou que “o PS é um partido que quer ter influência na sociedade portuguesa e por isso mesmo o PS tem um programa político claro e está determinado na constituição de um futuro melhor para os portugueses”
“O Governo tem vindo a desenvolver um conjunto de políticas, algumas abordadas hoje aqui, que são uma marca de esquerda com uma nova ambição para Portugal” disse, Augusto Santos Silva, acrescentando, “ que “o PS apoia a política do Governo, mas não dispensa o debate interno nem o contributo dos militantes para a definição da sua estratégia, dai a importância destes plenários”.

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