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Bastidores

JP Setúbal promove formação sobre“Florestas, prevenção e combate a incêndios”

Em plena época de fogos florestais, a Comissão Politica Distrital da Juventude Popular de Setúbal participou numa acção de formação, subordinada ao tema “Florestas, Prevenção e Combate a Incêndios”, que decorreu em Santiago do Cacém.

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JP Setúbal promove formação sobre “Florestas, prevenção e combate a incêndios”

Por Jornal Rostos

“O local, onde decorreu a supra referida acção, revela por si só, a atenção com que a CPD acompanha todas as temáticas relacionadas com a política ambiental, bem como a data da mesma acção denota o repudio com que a referida estrutura continua a assistir anualmente à perda de espaços florestais, no nosso país (fruto dos incêndios que se verificam no Verão).” – refere uma nota daquela organização enviada para a nossa redacção.

Fundamental apurar as responsabilidades

“Outro fenómeno que se verifica anualmente é o facto de a culpa morrer solteira, no tocante a estes crimes; é fundamental apurar as responsabilidades dos agentes, no sentido de se evitar males futuros, que podem derivar da ideia de impunidade. Sobre esta matéria foi abordado o enquadramento penal das situações de incêndio nas matas, em que claramente a moldura penal é bastante diminuta (1 a 8 anos), não sendo justificável o facto de no nosso ordenamento jurídico ser brando, para casos que chocam tanto ou mais com a moral, como a pedofilia. Muito importante terá de ser a reflexão que deve existir, por parte dos nossos governantes, quer em torno da moldura penal para os crimes sexuais, sobretudo a pedofilia (que traumatizam vítimas inocentes), quer em relação a incendiários; não obstante ter de o ser absolutamente severa para ambos os actos.” – salienta Ana Correia, Vogal da Comissão Politica Distrital de Setúbal Juventude Popular.

165000 postos de trabalho dependem da floresta

“Em momento posterior, concluiu a CPD que a floresta tem hoje uma relevância, que vai bem além da perda do “pulmão” português. Relevância essa que passa ao lado, não só do cidadão comum, como ao lado da classe politica. Existem hoje actualmente 165000 postos de trabalho que dependem directamente da floresta (essencialmente no domínio do comércio de cortiça), bem como a floresta representa a matéria-prima de 30% das exportações portuguesas. Releva assim a floresta uma importância vital num momento em que o Governo continua a afirmar existir uma crise económica. Por outras palavras, não pode o Estado Português continuar a assistir anualmente ao ataque do poderio económico que a floresta representa” – refere a nota enviada por Ana Correia, Vogal do Ambiente e Turismo da CPD da JP de Setúbal.

Obrigação de limpeza da mata

“Os elementos práticos que possibilitam que os ataques à floresta atinjam proporções incomensuráveis foram também alvo de ponderação, pela CPD.
Num primeiro plano foi identificada a falta de aceiros como causa desta situação, que naturalmente se verifica em virtude da obrigação de limpeza da mata incumbir aos proprietários e o valor desta ser superior ao valor comercial do próprio terreno.
Em segundo plano, verifica-se na mancha florestal portuguesa essencialmente a existência de pinheiros (flora de reconhecida fácil combustão) de uma forma continuada.
Urge intercalar esta mancha contínua com outras espécies florestais, tais como a azinheira (de combustão mais difícil) evitando assim o alastramento do incêndio e uma intervenção mais eficaz dos soldados da paz. Como tal, não pode a CPD deixar de apoiar a ideia de que as matas devem ser constituídas por mais do que uma espécie vegetal, para dificultar as queimas inconsequentes que se verificam” – salienta a Juventude Popular de Setúbal.

“Reflorestação” num pequeno acto simbólico

“A toda esta situação acresce que, cada vez mais, a população, em especial crianças e idosos, sofrem de doenças pulmonares e que a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é um problema grave mais evidente no seio das populações citadinas. Este facto deve-se à falta de oxigénio, ou “ar puro”, o que não o que queremos para o nosso futuro e para o nosso distrito, tão conhecido pelas zonas “verdes” que possui.
Por último, cabe notar que esta comissão vai agendar para o final da época de incêndios uma “reflorestação”, num pequeno acto que mostrará a grandiosidade dos que representam as matas e florestas. Desta forma, enquanto gesto simbólico, terá como significado o seu renascimento, pelas mãos dos nossos jovens.
Há coisas que não se compram, há coisas que não voltam…” – sublinha a finalizar a vogal do Ambiente e Turismo da CPD da JP de Setúbal, Ana M. B. Correia.

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