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Bastidores

PS Setúbal acusaPCP entende ter o direito de se substituir à vontade popular

Vítor Ramalho, Presidente do Secretariado da Federação Distrital do PS denuncia “que o PCP entende ter o direito de se substituir à vontade popular, tirando e pondo na Câmara quem bem entende, ao arrepio do sufrágio e contra ele” e sublinha que o PS não pode “deixar de exigir que sem mais demoras e por respeito devido aos eleitores, que o PCP esclareça de uma vez por todas, com transparência, clareza e verdade o invulgar procedimento que assumiu, que é um precedente grave num Estado democrático.”

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PS Setúbal acusa PCP entende ter o direito de se substituir à vontade popular

Por Jornal Rostos

“O PCP exigiu e conseguiu que dois dos quatro eleitos pela sua lista para a Câmara de Setúbal, que tem nove elementos no executivo, apresentassem a renúncia aos respectivos mandatos. Em consequência saem, nada mais nada menos que o presidente Carlos Sousa e o vereador do urbanismo, Aranha Figueiredo, dois dos mais importantes lugares em qualquer Câmara e o primeiro eleito mesmo directamente pelo povo, para o referido lugar de presidente” – refere o comunicado do Presidente do Secretariado da Federação do PS do distrito de Setúbal.
Perante este acontecimento o Secretariado da Federação Distrital de Setúbal do PS tomou a seguinte posição : “exigir que, sem mais demoras, o PCP torne transparentes e claras as razões da imposição das renúncias aos mandatos, uma vez que os eleitores têm esse direito, merecem ser tratados com respeito e o PCP tem o dever de o fazer.”

Evidenciar a fraude à lei de exigência das renúncias dos mandatos

Por outro lado denuncia “a postura do PCP, que exige a renúncia dos mandatos dos seus mais importantes eleitos não sem que, através do seu mais alto responsável os considere “homens sérios, honestos e com obra feita” o que, sendo uma contradição é uma humilhação para os que saem e uma subjugação para os que ficam. Situação tanto mais inaceitável quanto o PCP alegar defender o trabalho colectivo sobre o individual” e, igualmente “ decide “evidenciar a fraude à lei de exigência das renúncias dos mandatos, uma vez que estes só podem ter lugar por livre e espontânea manifestação de vontade dos eleitos, sem pressões e jamais por imposições partidárias.”

Endividamento existente e a situação financeira não têm paralelo com o passado

No mesmo comunicado acrescenta – “Chamar a atenção que o PCP dirige a Câmara de Setúbal há cinco anos e o endividamento existente e a situação financeira não têm paralelo com o passado, pese embora a propaganda em contrário que parece colher efeitos em todos os que embarcam nessa mesma propaganda e não acompanham a realidade” e sublinha “ a propósito do enorme endividamento existente, estranhar ainda que o PSD, quando esteve no poder central tivesse acordado com a Câmara que esta procedesse a um saneamento financeiro, apesar de ser a sétima Câmara do país com maior capacidade de endividamento.”, recordando que “desse acordo PSD / PCP resultou para a Câmara a entrada de milhões de euros.”

Incompetência para a gestão autárquica

O Secretariado da Federação do PS informa que decide “saudar o reconhecimento que o PCP faz finalmente da sua incompetência para a gestão autárquica.” E acrescenta que – “infelizmente, o PCP vai ter que fazer outros reconhecimentos em Câmaras do distrito, de que tem a maioria, seja por uma bater o record nacional de endividamento, seja porque outra foi objecto recente de um relatório do Tribunal de Contas por irregularidades praticadas.”

Um precedente grave num Estado democrático.

A finalizar o Secretariado da Federação Distrital do PS refere “Denunciar ainda que o PCP entende ter o direito de se substituir à vontade popular, tirando e pondo na Câmara quem bem entende, ao arrepio do sufrágio e contra ele” e sublinha que – “o PS não pode, por tudo o exposto, deixar de exigir que sem mais demoras e por respeito devido aos eleitores, que o PCP esclareça de uma vez por todas, com transparência, clareza e verdade o invulgar procedimento que assumiu, que é um precedente grave num Estado democrático.
A finalizar salienta que “o PS também não aceitará que persista a ingovernabilidade da Câmara a que o PCP deu causa.”

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