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PS Setúbal defendeCampanha pelo sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez

. Referendo não é uma causa partidária mas sim uma causa social

. O Partido Socialista surge neste debate político dando liberdade individual aos seus militantes

“O Partido Socialista em geral e a Federação de Setúbal em particular defendem que a despenalização da IVG é um passo fundamental para tornar uma prática, que não deixa de existir por ser proibida, numa prática segura que tem em conta a igualdade de oportunidades e a saúde das mulheres portuguesas” – salientou Catarina Marcelino, Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal, em conferência de imprensa.

5 min de leitura
PS Setúbal defende Campanha pelo sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez

Por Jornal Rostos

Catarina Marcelino, Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal, em conferência de imprensa divulgou um documento sobre o “Referendo - Interrupção Voluntária da Gravidez”, o qual é subscrito pelo Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal, pela Federação de Setúbal do PS e pela Federação da JS de Setúbal.

Partido Socialista é favorável à despenalização da IVG

Salienta-se no documento que – “O Partido Socialista é favorável à despenalização da IVG, e tomará posição pública na defesa do “Sim”.
Esta posição é acompanhada pelo Secretário-Geral do PS, José Sócrates, e por vários dirigentes nacionais entre os quais o Presidente da Federação de Setúbal Vítor Ramalho, a Presidente das Mulheres Socialistas de Setúbal Catarina Marcelino, o Presidente da Federação da JS de Setúbal João Barata, António Costa, Edite Estrela, Ana Gomes, Vieira da Silva, Eduardo Cabrita, Alberto Costa, entre muitos outros.
O Partido Socialista surge nesta matéria com uma posição de defesa da justiça social e da saúde das mulheres, defendendo não só a despenalização no sentido de terminar com os julgamentos por prática de aborto, mas também e sobretudo, com uma posição frontal no que respeita aos direitos, liberdades e garantias de cidadania, tratando as mulheres e as famílias portuguesas como iguais no acesso à saúde e à tomada de decisão, permitindo àquelas que não têm capacidade económica para se deslocarem ao estrangeiro, poderem praticar a IVG em Portugal, em consciência e em segurança.”

Partido Socialista dá liberdade individual aos seus militantes

“O Partido Socialista surge neste debate político, dando liberdade individual aos seus militantes aliás como sempre o faz, mas com uma posição clara enquanto Partido político, a favor da despenalização que, contrariamente à direita conservadora que assume uma postura hipócrita, como a apresentada pela Deputada Zita Seabra, corroborada por Paulo Portas, de suspensão das sentenças em tribunal, mas criando acções “educativas” sobre planeamento familiar onde estas mulheres terão de participar.
Esta proposta é de irresponsabilidade e desrespeito pelas mulheres que em Portugal recorrem à prática de IVG. Por um lado assume uma atitude paternalista sobre a vida destas pessoas, partindo do princípio de que a sua decisão foi tomada com base na ignorância e na incapacidade de “tomar conta das duas vidas”, por outro lado e ainda mais grave é a total ausência de resposta às mulheres que continuam a abortar sem condições de saúde e que continuam a entrar aos milhares nas urgências dos hospitais, mais de 10.000 em 2005, pondo em risco as suas vidas e ficando com danos físicos muitas vezes irreversíveis.” – sublinha o documento subscrito por todas as estruturas do Partido Socialista do Distrito de Setúbal.

Referendo não é uma causa partidária mas sim uma causa social

“Quanto à esquerda conservadora, o Partido Comunista, continua a insistir numa solução que passa por uma votação de proposta de Lei dentro da Assembleia da República não concordando com o referendo, apostando numa proposta autista, porque conhece a posição dos Partidos que são a favor da despenalização e que são claramente a favor do referendo, continuando a defender uma não solução não contribuindo de forma efectiva para a solução definitiva desta situação que penaliza tantas famílias portuguesas.
Apesar de uma orientação político partidária que o referendo está a tomar, a despenalização da IVG não é uma causa partidária mas sim uma causa social que, independentemente da área político partidária de cada um é, acima de tudo uma causa humana e social de interesse público que contará com todos e todas os que se quiserem juntar em sua defesa” – sublinhou Catarina Marcelino, o documento divulgado aos órgãos de comunicação social.
Uma campanha pelo sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez

Concertar acções com forças políticas e sociais

“O Partido Socialista em geral e a Federação de Setúbal em particular defendem que a despenalização da IVG é um passo fundamental para tornar uma prática, que não deixa de existir por ser proibida, numa prática segura que tem em conta a igualdade de oportunidades e a saúde das mulheres portuguesas, pelo que irão levar a cabo uma campanha pelo sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez até ás 10 semanas, estando a organizar acções de informação e esclarecimento por todos os concelhos do Distrito com participação de dirigentes nacionais do PS assim como acções de rua falando com as mulheres e os homens numa estratégia de proximidade.
O Partido Socialista apesar de fazer desta causa bandeira sua está disponível para concertar acções com forças políticas e sociais que comunguem do mesmo objectivo, a despenalização da interrupção voluntária da gravidez através de referendo” – salienta-se a finalizar.

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