PS Setúbal defendeCampanha pelo sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez
. O Partido Socialista surge neste debate político dando liberdade individual aos seus militantes
“O Partido Socialista em geral e a Federação de Setúbal em particular defendem que a despenalização da IVG é um passo fundamental para tornar uma prática, que não deixa de existir por ser proibida, numa prática segura que tem em conta a igualdade de oportunidades e a saúde das mulheres portuguesas” – salientou Catarina Marcelino, Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal, em conferência de imprensa.

Por Jornal Rostos
Catarina Marcelino, Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal, em conferência de imprensa divulgou um documento sobre o “Referendo - Interrupção Voluntária da Gravidez”, o qual é subscrito pelo Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal, pela Federação de Setúbal do PS e pela Federação da JS de Setúbal.
Partido Socialista é favorável à despenalização da IVG
Salienta-se no documento que – “O Partido Socialista é favorável à despenalização da IVG, e tomará posição pública na defesa do “Sim”.
Esta posição é acompanhada pelo Secretário-Geral do PS, José Sócrates, e por vários dirigentes nacionais entre os quais o Presidente da Federação de Setúbal Vítor Ramalho, a Presidente das Mulheres Socialistas de Setúbal Catarina Marcelino, o Presidente da Federação da JS de Setúbal João Barata, António Costa, Edite Estrela, Ana Gomes, Vieira da Silva, Eduardo Cabrita, Alberto Costa, entre muitos outros.
O Partido Socialista surge nesta matéria com uma posição de defesa da justiça social e da saúde das mulheres, defendendo não só a despenalização no sentido de terminar com os julgamentos por prática de aborto, mas também e sobretudo, com uma posição frontal no que respeita aos direitos, liberdades e garantias de cidadania, tratando as mulheres e as famílias portuguesas como iguais no acesso à saúde e à tomada de decisão, permitindo àquelas que não têm capacidade económica para se deslocarem ao estrangeiro, poderem praticar a IVG em Portugal, em consciência e em segurança.”
Partido Socialista dá liberdade individual aos seus militantes
“O Partido Socialista surge neste debate político, dando liberdade individual aos seus militantes aliás como sempre o faz, mas com uma posição clara enquanto Partido político, a favor da despenalização que, contrariamente à direita conservadora que assume uma postura hipócrita, como a apresentada pela Deputada Zita Seabra, corroborada por Paulo Portas, de suspensão das sentenças em tribunal, mas criando acções “educativas” sobre planeamento familiar onde estas mulheres terão de participar.
Esta proposta é de irresponsabilidade e desrespeito pelas mulheres que em Portugal recorrem à prática de IVG. Por um lado assume uma atitude paternalista sobre a vida destas pessoas, partindo do princípio de que a sua decisão foi tomada com base na ignorância e na incapacidade de “tomar conta das duas vidas”, por outro lado e ainda mais grave é a total ausência de resposta às mulheres que continuam a abortar sem condições de saúde e que continuam a entrar aos milhares nas urgências dos hospitais, mais de 10.000 em 2005, pondo em risco as suas vidas e ficando com danos físicos muitas vezes irreversíveis.” – sublinha o documento subscrito por todas as estruturas do Partido Socialista do Distrito de Setúbal.
Referendo não é uma causa partidária mas sim uma causa social
“Quanto à esquerda conservadora, o Partido Comunista, continua a insistir numa solução que passa por uma votação de proposta de Lei dentro da Assembleia da República não concordando com o referendo, apostando numa proposta autista, porque conhece a posição dos Partidos que são a favor da despenalização e que são claramente a favor do referendo, continuando a defender uma não solução não contribuindo de forma efectiva para a solução definitiva desta situação que penaliza tantas famílias portuguesas.
Apesar de uma orientação político partidária que o referendo está a tomar, a despenalização da IVG não é uma causa partidária mas sim uma causa social que, independentemente da área político partidária de cada um é, acima de tudo uma causa humana e social de interesse público que contará com todos e todas os que se quiserem juntar em sua defesa” – sublinhou Catarina Marcelino, o documento divulgado aos órgãos de comunicação social.
Uma campanha pelo sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez
Concertar acções com forças políticas e sociais
“O Partido Socialista em geral e a Federação de Setúbal em particular defendem que a despenalização da IVG é um passo fundamental para tornar uma prática, que não deixa de existir por ser proibida, numa prática segura que tem em conta a igualdade de oportunidades e a saúde das mulheres portuguesas, pelo que irão levar a cabo uma campanha pelo sim à despenalização da interrupção voluntária da gravidez até ás 10 semanas, estando a organizar acções de informação e esclarecimento por todos os concelhos do Distrito com participação de dirigentes nacionais do PS assim como acções de rua falando com as mulheres e os homens numa estratégia de proximidade.
O Partido Socialista apesar de fazer desta causa bandeira sua está disponível para concertar acções com forças políticas e sociais que comunguem do mesmo objectivo, a despenalização da interrupção voluntária da gravidez através de referendo” – salienta-se a finalizar.













