Bloco de Esquerda Barreiro“A actuação política local tem sido dominada, como a nível nacional, pela obsessão do défice”
O Bloco de Esquerda, considera “claramente negativo o balanço, pois ainda estamos longe da existência de uma linha estratégica no terreno que altere os aspectos mais negativos da cidade.”

Por Jornal Rostos
“Faz hoje um ano sobre a tomada de posse do executivo CDU.
O BE Barreiro não tem por hábito andar a criticar por tudo e por nada a actuação das estruturas autárquicas.
Prefere fazer uma intervenção mais ponderada, juntando os prós e os contras, porque balanço é precisamente o peso diferencial entre uns e outros.
Qualquer governante, independentemente do nível a que se situe, tem sempre aspectos positivos e negativos na sua actuação.
Também o executivo CDU liderado por Carlos Humberto não foge à regra.
O BE Barreiro considera algumas actividades do executivo como positivas, embora reconheça que não chegam para inverter a situação negativa em que a cidade se encontra.” – salientou aos jornalistas, Mário Durval, da Comissão Concelhia do Bloco de Esquerda.
Reconhecemos que algumas coisas foram positivas
“Reconhecemos que é impossível pegar numa cidade com problemas graves de vivência urbana, com um desenvolvimento urbanístico catastrófico, e no prazo de um ano resolver aquilo que não foi resolvido ao longo de três décadas.
Não era isso que pedíamos a Carlos Humberto. Apenas desejaríamos que ao fim de um ano de mandato fosse clara para os munícipes a ideia de cidade que este executivo quer desenvolver – Como vai crescer a malha urbana, qual a ideia de cidade em torno da qual se estruturam a maioria das actividades, que futuro para a vida cultural e desportiva, etc.
E não estamos a falar de actividades avulso, mas de estratégia e de opções de médio e longo prazo, pois é essa visão que nos tem faltado no governo da cidade.
Reconhecemos que algumas coisas foram positivas: os vários projectos do pelouro do Ambiente que aproveitam fundos comunitários, a continuação, embora atrasada, dos trabalhos do Plano Municipal de Ambiente, o facto de se ter avançado com o Polis, etc.” – refere o Bloco de Esquerda.
Definição de uma política de cidade e uma perspectiva estratégica
“No entanto, é entendimento do BE Barreiro que é claramente negativo o balanço, pois ainda estamos longe da existência de uma linha estratégica no terreno que altere os aspectos mais negativos da cidade.
Toda a actuação política local tem sido dominada, como a nível nacional, pela obsessão do défice.
O município pressionado pelo governo, sente-se sem capacidade de iniciativa tendo adoptado o “discurso da tanga” como desculpa para se eximir à definição de uma política de cidade e uma perspectiva estratégica para a cidade.” – acrescenta a Comissão Concelhia do Bloco de Esquerda.
Ouvir é positivo, mas participação é co-decisão
“A criação do pelouro da cidadania e participação não demonstrou até agora uma mais valia efectiva para além da audição das pessoas nas várias freguesias.
Ouvir é positivo, mas participação é co-decisão, é influência efectiva na definição das políticas e, até agora não vimos qualquer reflexo na vida da cidade no que diz respeito às “opções participadas”. Aguardamos com expectativa os seus efeitos.” – refere o BE.
PDM continua congelado ou em hibernação
“Não vimos ainda qualquer modificação nas linhas gerais de desenvolvimento da cidade.
A malha urbana continua a alastrar de forma desordenada, o PDM continua congelado ou em hibernação, não se vê política para a redução da poluição ambiental no centro da cidade, não existe uma política transparente de apoio aos clubes e associações recreativas e desportivas.
Quanto aos serviços autárquicos não se nota qualquer alteração significativa na sua eficiência e a política de pessoal não é expressa nem clara.” – refere a finalizar o Bloco de Esquerda.













