Bloco de Esquerda SetúbalAssoreamento e Poluição de Caldeira nos Limites dos Concelhos do Montijo e Moita
Em requerimento apresentado na Assembleia da República, dirigido ao Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, a Deputada Alda Macedo, do Bloco de Esquerda, expressa as preocupações sobre o “assoreamento e Poluição de Caldeira nos Limites dos Concelhos do Montijo e Moita”.

Por Jornal Rostos
“As embarcações tradicionais do rio Tejo constituem um importante marco cultural e turístico do País, representando um valioso património da história naval e das gentes das zonas ribeirinhas do Tejo, sobretudo nas situadas no Distrito de Setúbal.
Aqui existem várias associações navais que pugnam pela manutenção e valorização destas embarcações, de belos ornamentos e formas, que ainda hoje navegam no rio Tejo.
A Associação Naval Sarilhense (ANS), localizada na freguesia de Sarilhos Pequenos, no concelho da Moita, dedica-se a este trabalho de manutenção e divulgação destas embarcações, desenvolvendo várias actividades lúdicas e de turismo, bem como de ocupação dos tempos livres de jovens e idosos.
Um dos principais factores que afectam as actividades náuticas desempenhadas por este clube é o rápido assoreamento dos esteiros e das caldeiras existentes.” – salienta o requerimento do Bloco de Esquerda.
A poluição da caldeira aumenta sem que resolva este problema
“A caldeira que se situa nos limites dos concelhos da Moita e do Montijo, ligando as freguesias de Sarilhos Pequenos e Sarilhos Grandes, encontra-se bastante afectada por grave assoreamento e pela poluição que aflui dos esgotos de ambos os concelhos.
O assoreamento deve-se à comporta de ligação da caldeira ser arcaica e ter problemas de segurança, não permitindo o adequado escoamento das águas. O desenho da comporta provoca um efeito de escoamento em “delta”, o que não ajuda à drenagem, auto-limpeza e respectivo desassoreamento do esteiro/cala fronteiro às instalações da ANS.
A própria estrutura (dique) que aloja a comporta apresenta bastantes sinais de ruptura e falta de manutenção, e várias fissuras permitem uma permeabilidade indesejável numa estrutura com este fim e afectam a sua solidez.
Apesar de existir um protocolo assinado entre a Câmara do Montijo e o proprietário responsável pela comporta, para permitir o regular funcionamento da caldeira, este problema persiste e agrava-se. Também a poluição da caldeira aumenta, sem que as autarquias responsáveis desenvolvam iniciativas para resolver com celeridade este problema.
O desassoreamento e a despoluição desta zona irá permitir um melhor desenrolar das actividades lúdicas ligadas às embarcações tradicionais do rio Tejo, assim como valorizar este valioso património natural e cultural.” – refere a deputada Alda Macedo.
Valor patrimonial das embarcações tradicionais do rio Tejo
No requerimento a Deputada do Bloco de Esquerda, solicita ao Ministério, que esclareça : “Que medidas vai o Ministério adoptar para regularizar o funcionamento da caldeira em causa, por forma a contrariar o seu assoreamento e poluição e permitir a sua navegabilidade?” e também, pergunta – “Reconhece o Ministério o importante valor patrimonial, cultural e turístico das embarcações tradicionais do rio Tejo?”.
“Como prevê o Ministério actuar para que se continue a desenvolver o trabalho de restauro e conservação destas embarcações, bem como as actividades lúdicas e recreativas e elas associadas que valorizam o rio Tejo?” – é outro esclarecimento solicitado pela deputada do Bloco de Esquerda, Alda Macedo.













