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Bastidores

PS Setúbal acusaCDU agravou o endividamento da Câmara em 40 milhões de euros

O Secretariado da Concelhia de Setúbal do Partido Socialista em comunicado, refere que “não pode a nova presidente nem o PCP/CDU pretender que a Oposição viabilize todas as propostas quando não é capaz de demonstrar que as mesmas são positivas para o município”, por outro lado, salienta que a gestão CDU “em pouco mais de 4 anos já agravou o endividamento da Câmara em 40 milhões de euros.”

4 min de leitura
PS Setúbal acusa CDU agravou o endividamento da Câmara em 40 milhões de euros

Por Jornal Rostos

Refere o PS Setúbal que “em 2003, na sequência de um processo muito polémico, a Câmara celebrou um contrato para a limpeza pública do Concelho, com a empresa IPODEC, válido por 3 anos.
Em 5 de Abril do corrente ano, a maioria PCP/CDU da Câmara apresentou uma proposta de abertura de novo concurso internacional, para os próximos 4 anos, com o valor base de 10,97 milhões de euros (resposta dos concorrentes até 30 de Junho).
Confrontada pelos Vereadores do PS com o atraso no lançamento do concurso, a maioria PCP/CDU prometeu decisão para a reunião da Câmara de 23 de Agosto. Promessa não cumprida.
Em 20 de Setembro, na reunião da Câmara, para grande espanto de toda a Oposição, apresentaram uma proposta de anulação do concurso, dizendo que a Câmara tinha feito contas e iria passar a fazer novamente a recolha e a limpeza pública com meios próprios, para o que teria de adquirir uma série de equipamentos e admitir dezenas de trabalhadores. Confrontada pela Oposição com a falta de fundamentação, a maioria PCP/CDU retirou a proposta de anulação do concurso.
Na reunião seguinte, em 3 de Outubro, voltaram a apresentar a mesma proposta, mais uma vez não devidamente fundamentada. Não trazia qualquer estudo económico que a justificasse e tinha erros grosseiros nos cálculos apresentados – o que foi claramente demonstrado pela Oposição e reconhecido pela maioria PCP/CDU.
Na falta de justificação adequada, os Vereadores do PS e do PSD votaram contra e a proposta de anulação do concurso chumbou.”

Voto contra da Oposição trará grandes prejuízos para a Câmara

Acrescenta ainda que – “Posteriormente, veio a nova presidente e os Vereadores PCP/CDU, em conferência de imprensa, numa linguagem demagógica, dizer que o voto contra da Oposição trará grandes prejuízos para a Câmara.
O que é falso.
Mais, não pode a nova presidente nem o PCP/CDU pretender que a Oposição viabilize todas as propostas quando não é capaz de demonstrar que as mesmas são positivas para o município. E mais uma vez ficaram sem resposta uma série de questões importantes:

1- Porque lançaram o concurso tão tarde e atrasaram tanto a decisão sobre o mesmo?
2- Porque ocultaram informação disponível desde meados de Agosto e só a disponibilizaram à Oposição na véspera da decisiva reunião da Câmara?
3- Porque não apresentam um estudo económico correcto, com bases reais e números verdadeiros?
4- Como foi possível abrirem um concurso pelo valor base de 10,97 milhões de euros e depois recusam 10!!!propostas de concorrentes de reconhecida capacidade técnica, várias de valor muito inferior, nomeadamente a mais baixa de 6,67 milhões de euros, ou seja, 40% mais barata que o valor base do concurso?
5- Como querem fazer acreditar que podem comprar novos equipamentos a crédito e admitir tantos novos trabalhadores, quando isso é incompatível com o contrato de reequilíbrio financeiro?

PCP/CDU tem de esclarecer à população de Setúbal

O comunicado do PS finaliza referindo – “Não será que tudo isto se destina apenas a protelar o concurso de modo que a IPODEC, há 3 anos a fazer o serviço – e que custou, sem qualquer justificação credível, mais 1,2 milhões de euros que outro então concorrente custaria – continue a fazer, a limpeza de Setúbal por mais 1, ou 2, ou mais anos, apenas por renovação automática e sem concurso público que eventualmente poderia não ganhar?
É isto que o PCP/CDU tem de esclarecer à população de Setúbal, em vez de inventar mentiras e desculpas para ocultar, com manobras demagógicas, a incapacidade e o despesismo da sua gestão que, em pouco mais de 4 anos já agravou o endividamento da Câmara em 40 milhões de euros.”

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