Bloco de Esquerda – Barreiro apostaAssumir a liderança da oposição no concelho

Por Jornal Rostos
A Comissão Política Concelhia do Barreiro do Bloco de Esquerda pretende como objectivos estratégicos desenvolver as seguintes linhas de acção :redinamizar o Bloco, reforçar a intervenção política e liderar a oposição.
Considera a Concelhia do Bloco de Esquerda que “ao passar um ano sobre as eleições autárquicas e alguns meses sobre a eleição da concelhia chegou o momento do BE Barreiro fazer um balanço sobre este tempo de participação nos órgãos autárquicos e na vida da nossa cidade”, nesse sentido vai promover, hoje, dia 10 de Novembro, pelas 21,30 horas, uma reunião de Aderentes e Simpatizantes, com a presença de Mariana Aiveca, Deputada da Assembleia da República.
Política local dominada pela obsessão do défice
“Toda a actuação política local tem sido dominada, como a nível nacional, pela obsessão do défice.
O município pressionado pelo governo, sente-se sem capacidade de iniciativa tendo adoptado o discurso da tanga como desculpa para se eximir à definição de uma política de cidade e uma perspectiva estratégica para a cidade.
A criação do pelouro da cidadania e participação não demonstrou até agora uma mais valia efectiva para além da audição das pessoas nas várias freguesias. Ouvir é positivo, mas participação é co-decisão, é influência efectiva na definição das políticas e, até agora não vimos qualquer reflexo na vida da cidade no que diz respeito às “opções participadas”.
Não vimos ainda qualquer modificação nas linhas gerais de desenvolvimento da cidade. A malha urbana continua a alastrar de forma desordenada, o PDM continua congelado ou em hibernação, não se vê política para a redução da poluição ambiental no centro da cidade, não existe uma política clara de apoio aos clubes e associações recreativas e desportivas.
Quanto aos serviços autárquicos não se nota qualquer alteração significativa na sua eficiência e a política de pessoal não é expressa nem clara. Nunca foi apresentado o balanço de entradas e saídas de pessoal.” – é análise que o Bloco de Esquerda faz da situação política local.
Propostas mais polémicas devem-se à iniciativa do Bloco
“Apesar da nossa intervenção em todas as Assembleias Municipais ter sido no geral boa, a verdade é que não fomos sempre com proposta que nos desse a liderança da oposição.
Mesmo assim, algumas das propostas mais polémicas devem-se à iniciativa do Bloco, como foi o caso da política para o IMI.
Nas Assembleias de Freguesia a nossa intervenção foi mais ligeira apesar de na freguesia do Barreiro ainda termos liderado um confronto político aceso, o qual deu posteriormente lugar a uma reunião com a população. Foi ainda tentada uma reunião com a população do Lavradio, que falhou.
Neste período a nossa intervenção independente fez-se na campanha para as presidenciais, onde tivemos bons resultados, na distribuição de propaganda no centro da cidade em diversas ocasiões, na participação na MEI e por último na Marcha pelo emprego.
Também elementos da concelhia intervieram na imprensa local, e por vezes com polémica, através de artigos em que se identificavam como elementos do Bloco, mas ainda através de declarações e entrevistas sobre vários problemas locais. Faltou-nos, para além deste tipo de intervenções, acções de intervenção na rua e estruturar propostas mais elaboradas em alternativa aos órgãos autárquicos.” – esta em linhas gerais a avaliação do Bloco de Esquerda da sua intervenção ao nível do concelho do Barreiro.
Défice de liderança política deve-se ao funcionamento deficiente da concelhia
“Conclui-se assim que a nossa acção política apesar de não ser negativa, teve alguma descontinuidade e falta de coesão interna.
Apesar de termos um programa político para a cidade não tomámos a iniciativa em ocasiões que o exigiam e não criámos os factos políticos que a nossa responsabilidade política no concelho nos impunha.
Este défice de liderança política deve-se ao funcionamento deficiente da concelhia, com insuficiente discussão política e com falta de assunção das tarefas por parte dos vários camaradas desde a coordenação política, aos restantes grupos de trabalho.
O facto de os camaradas com maiores responsabilidades políticas terem uma multiplicidade de tarefas apenas serve de atenuante, tal como a inexperiência nas autarquias, mas não justifica a falta de dinâmica durante um período algo arrastado.” – sublinha o Bloco de Esquerda na análise da sua acção interna partidária.
Medidas para assumir a liderança da oposição
Na sua reunião de amanhã, com militantes, simpatizantes e aderentes, o Bloco de Esquerda do Barreiro, sublinha que “para além da intervenção do ponto de vista nacional, onde vamos ter neste fim de ano e princípio de 2007 o referendo sobre a despenalização da IVG” deverá estruturar a sua intervenção local em torno das seguintes propostas:
1. Transformar em proposta política as opções estratégicas para a cidade:
a. Fazer da participação dos cidadãos uma alternativa não contemplativa
b. Pedir contas sobre a ideia de cidade e a partir da nossa alternativa da lei das finanças locais combater as opções pró-betão. O PDM não pode apontar para uma cidade de 200.000 habitantes.
c. Explorar as opções anti-ecológicas e poluidoras da actual opção de cidade, apresentando alternativas.
2. Criar condições para estudar melhor a actuação da Câmara e das outras autarquias e fazer uma oposição mais activa através de propostas alternativas.
3. Redefinir responsabilidades na comissão concelhia e criar dinâmicas próprias a cada grupo de trabalho no sentido de melhor distribuição de tarefas.
4. Desencadear as seguintes actividades de iniciativa concelhia até final deste ano:
a. Plenário de aderentes, amigos e simpatizantes para discussão do documento de balanço
b. Elaborar campanha do referendo a nível concelhio e desencadear as iniciativas adequadas ao contexto local e integrando-as com as iniciativas regionais e nacionais.
c. Lançar programa de contactos com as estruturas mais representativas das várias freguesias.
d. Realização de um fórum sobre urbanismo e ordenamento do território, conjunto com a Moita, já perspectivado desde Junho e que nos ajude na alternativa ao PDM (Transferível para depois do referendo).













