PS BarreiroContinuaremos a defender a ideia de instalação do Projecto «Cidade do Cinema» no Barreiro
Refere a moção que a inviabilização do Projecto «Barreiro Cidade do Cinema» “por inércia ou falta de decisão atempada” significará, “não só o fechar desta “janela de oportunidade”, mas, também, uma enorme frustração colectiva para toda a população Barreirense!”

Por Jornal Rostos
Madalena Alves Pereira, primeira subscritora da Moção Sectorial “Barreiro Cidade do Cinema” que foi rejeitada pelo Congresso Nacional do Partido Socialista, salientou ao «Rostos» que a Comissão Politica Distrital de Setúbal apoiou, por unanimidade, esta moção.
Por outro, referiu desconhecer qualquer referência à deslocação deste projecto para Loulé, e salientou que os promotores continuam a apostar no Barreiro.
Governantes que conhecem o Distrito devem apoiar
“Os Governantes que conhecem bem o Distrito têm a obrigação de acarinhar este projecto, defendendo, evidentemente, o interesse público, mas não deixando de honrar a palavra que publicamente o Partido Socialista deu !
A sua inviabilização, por inércia ou falta de decisão atempada, significaria, não só o fechar desta “janela de oportunidade”, mas, também, uma enorme frustração colectiva para toda a população Barreirense !” – refere-se na moção sectorial « Barreiro Cidade do Cinema» apresentada no XV Congresso do Partido Socialista, onde foi rejeitada pelo Congressistas.
Moção rejeitada pelo Congresso
Madalena Alves Pereira, primeira subscritora da Moção Sectorial “Barreiro - Cidade do Cinema”, apresentada no XV Congresso Nacional do Partido Socialista, referiu ao «Rostos» as razões que terão originado que a Moção fosse rejeitada pelos congressistas.
Na sua opinião existem alguns factores que deram origem a esse facto, nomeadamente porque – “habitualmente, é tradição, que as moções sectoriais sejam aprovadas em bloco, sendo relegada a sua discussão para a Comissão Política Nacional, e, pela primeira vez, o Congresso decidiu discutir e votar, individualmente, cada uma das moções sectoriais”.
Ausência de Congressistas penalizou moção
Segundo salienta Madalena Alves Pereira, “a moção «Barreiro Cidade do Cinema» era apenas mais uma moção, entre mais de trinta que foram apresentadas ao Congresso, e, fruto das dinâmicas próprias do Congresso, da participação, a moção acabou por ser apresentada depois da meia noite, aliás foi a primeira moção apresentada depois da meia noite.
Nessa altura, já não haviam muitos Congressistas, estariam presentes sensivelmente uns 50 Congressistas.
Portanto, a moção é prejudicada pela falta de presenças no Congresso.”
A Delegada ao Congresso do Partido Socialista refere ainda que a votação da moção foi, igualmente, influenciada pelo facto que – “Há uma sensibilidade no sentido de, muitos militantes entenderem, que as moções sectoriais devem ser discutidas na Comissão Nacional e não no Congresso, que deve discutir as moções de orientação global.”
Projecto continua em análise para o Barreiro
Madalena Alves Pereira sublinha, entretanto que – “Esta moção, ou este projecto «Barreiro Cidade do Cinema», a defesa desta ideia, já foi aprovada noutros órgãos do Partido Socialista, nomeadamente na Comissão Política Distrital, onde foi aprovada por unanimidade e aclamação.
O facto de ter sido rejeitada pelo Congresso não nos fragiliza, a nós PS Barreiro e a nós militantes que subscreveram a moção, porque não foram só, curiosamente barreirenses, também foi subscrita por militantes de outras secções do país.
Por nós, continuaremos a defender a ideia de instalação do Projecto «Cidade do Cinema» no Barreiro.”
Comentámos com Madalena Alves Pereira a informação que chegou ao «Rostos» que este projecto estaria, eventualmente, a ser apreciado, neste momento, para ser desenvolvido no concelho de Loulé : “Não tenho conhecimento nenhum disso e tenho, pelo contrário, de contactos que entretanto foram mantidos com os mentores do projecto e com empresa, que continuavam a referir o Barreiro e, inclusivamente, com a própria Quimiparque continuavam a postar no Barreiro. Sobre Loulé não tenho conhecimento nenhum.”
Divulgamos o conteúdo integral da moção «Barreiro Cidade do Cinema» apresentada no XV Congresso do Partido Socialista e que foi rejeitada pelo Congresso.
XV Congresso Nacional do Partido Socialista
MOÇÃO SECTORIAL
“Barreiro - Cidade do Cinema”
Poucos dias antes das últimas eleições autárquicas, o então Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, o nosso camarada Emídio Xavier, anunciava ao Barreiro, à Região e ao Mundo, os contornos de um projecto que, por múltiplas razões, se afigura estratégico para o Concelho do Barreiro, para o distrito de Setúbal e para o País.
Trata-se da “Cidade do Cinema”, ambiciosa iniciativa de criação de um complexo de estúdios de cinema e televisão, que ocuparia 30 hectares dos 234 que constituem o Parque Empresarial da Quimiparque, hoje uma área consideravelmente degradada mas com um enorme potencial de reconversão e reabilitação, situada num ponto estratégico do estuário do Tejo.
Tal projecto corresponde a um investimento previsto de mais de 200 milhões de euros e à criação de mais de 5.000 postos de trabalho de alta qualificação, maioritariamente na área das novas tecnologias de comunicação, bem como o emprego noutras áreas que induziria em toda a região.
Trata-se de um projecto âncora, no dizer do então Vice-Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Luís Pedro Cerqueira.
O Promotor é a empresa CDMI Productions, do luso-americano Carlos de Mattos que ocupa o lugar de líder de equipamento cinematográfico em Hollywood. Actualmente, produz para 78 canais televisivos nos Estados Unidos. Responsável pela produção de filmes como o Titanic, a CDMI Productions já recebeu dois Óscares e um Emmy.
A Cinemate é a primeira parceira portuguesa do projecto e Luís Pedro Cerqueira revelou, à data, que “há contactos com a PT Multimédia para atrair algo semelhante a uma cidade das telecomunicações, como existe em países do norte da Europa”.
Na altura, o anúncio deste propósito de investimento, para o qual foram necessárias muitas reuniões, um grande encontro de vontades, muita iniciativa política em prol do seu desenvolvimento, foi feito quase “timidamente”, para que não pudesse parecer uma “manobra” e última hora, apenas para efeitos eleitorais.
Infelizmente perdemos as eleições Autárquicas no Barreiro. Mas o projecto não morreu!
O actual Executivo da CDU, que diz apoiar convictamente tal iniciativa, já vem dizendo que “a bola está nas mãos do Governo”.
O empresário Carlos de Mattos, pondo a natural e legítima pressão no assunto, veio recentemente dizer, com grande repercussão pública, que o actual Presidente da Câmara é muito simpático, que facilita tudo, mas que a decisão, agora, tem que ser do Governo… E diz que “ é agora ou nunca”.
Entretanto, em França, arrancou recentemente a “Cité du Cinema”, dinamizado pelo Cineasta Luc Bésson. Este projecto, que tem metade da dimensão da “Cidade do Cinema”, reconverte uma antiga instalação de uma central de electricidade e foi considerada pelo Governo Francês como um dos 50 projectos prioritários daquele país…
Esta proposta de um Executivo Autárquico Socialista, apoiada, e bem, oportunamente, por um Governo Socialista, pela boca do Secretário de Estado-Adjunto da Indústria e da Inovação, Castro Guerra, assume importância estratégica para a Região e para Portugal, ao contribuir para a reconversão daquele que foi, outrora, o mais importante parque industrial da Península Ibérica, ao criar mais de 5.000 postos de trabalho e no que representa de colocação do País na vanguarda das indústrias de entretenimento da Europa.
Os Governantes que conhecem bem o Distrito têm a obrigação de acarinhar este projecto, defendendo, evidentemente, o interesse público, mas não deixando de honrar a palavra que publicamente o Partido Socialista deu !
A sua inviabilização, por inércia ou falta de decisão atempada, significaria, não só o fechar desta “janela de oportunidade”, mas, também, uma enorme frustração colectiva para toda a população Barreirense !
Nestes termos,
O XV Congresso Nacional do Partido Socialista, reunido em 10, 11 e 12 de Novembro de 2006, na Cidade de Santarém, delibera apelar ao Governo para que encare com atenção e o justo sentido de prioridade o desenvolvimento e concretização do Projecto “Barreiro - Cidade do Cinema”
1ª Subscritora, Maria Madalena Afonso Alves Pereira, militante nº 21739, secção do Barreiro













