PSD Setúbal defendeConstrução da nova ponte com as componentes rodoviária e ferroviária
Bruno Vitorino, líder distrital do PSD, interroga-se sobre “o momento escolhido” pela Quercus para tomar posição pública sobre esta matéria.

Por Jornal Rostos
"Os argumentos ambientais da Quercus são manifestamente incompletos e desajustados da realidade da Área Metropolitana de Lisboa (AML). A Quercus, estendeu uma passadeira vermelha ao Governo, facilitando o anúncio duma decisão que teria de ser devidamente fundamentada" – é a opinião expressa pelo líder social-democrata.
Garantir acessibilidades de forma idêntica
É sabido que em breve será efectuada a divulgação, por parte da Secretária de Estado dos Transportes, sobre as opções tomadas sobre esta matéria.
Entretanto, Bruno Vitorino entende que “é necessário garantir acessibilidades de forma idêntica ao território.” da AML.
"É um passo indispensável para garantir um futuro socialmente justo e ambientalmente adequado, pois um território só pode ter objectivos de sustentabilidade se for tratado de forma equitativa e tiver as mesmas condições de partida, o que não se passa hoje na Área Metropolitana de Lisboa" – refere a nota de Bruno Vitorino.
Um desenvolvimento desigual e socialmente injusto
O presidente da Distrital de Setúbal do PSD recorda que, no final do ano passado, o Governo anunciou investimentos na ordem dos 140 milhões de euros em acessibilidades para a Margem Norte da Área Metropolitana de Lisboa, reforçando as ligações rodoviárias com Lisboa, contrastando com a ausência de investimento feito na Margem Sul.
"Esta diferença de tratamento tem como consequência um desenvolvimento desigual e socialmente injusto que é preciso inverter. Não recordamos, nessa altura, qualquer contestação ao anúncio do Governo" – sublinha o dirigente social democrata.
Não é intelectualmente sério, nem é defender uma política ambientalmente sustentável
Bruno Vitorino considera que as medidas necessárias e urgentes, a tomar na Área Metropolitana de Lisboa, que visam o cumprimento de Quioto e a intervenção concertada para que se possam minimizar os efeitos nas alterações climáticas.
"Todos os territórios da Área Metropolitana de Lisboa devem contribuir para este objectivo de igual forma. Analisar este problema somente no tocante à componente rodoviária da nova travessia sobre o Tejo, não é intelectualmente sério, nem é defender uma política ambientalmente sustentável" – refere o líder da Distrital de Setúbal do PSD, que também é o vereador com o pelouro do Ambiente na Câmara do Barreiro.
Bruno Vitorino, na nota enviada para a nossa redacção, garante que o PSD "irá continuar a defender, por questões económicas, ambientais e de desenvolvimento territorial integrado, a construção da nova ponte com as componentes rodoviária e ferroviária".













