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Bastidores

PCP Moita1º de Maio jornada de mobilização para a Greve Geral

A Comissão Concelhia da Moita do Partido Comunista Português, refere que “a política actual conduz ao desemprego e ao aperto do cinto da maioria dos portugueses e aposta no encerramento de serviços públicos” e sublinha que “é necessário continuar a luta, fazer deste 1º de Maio uma grande jornada com vista à mobilização para a Greve Geral de dia 30 de Maio”.

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PCP Moita 1º de Maio jornada de mobilização para a Greve Geral

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral do comunicado da Comissão Concelhia da Moita do PCP, resultante da sua reunião de 26 de Abril de 2007.
A Comissão Concelhia da Moita do PCP refere que “analisou a situação política vivida em Portugal e considera que:

1- A política actual conduz ao desemprego e ao aperto do cinto da maioria dos portugueses e aposta no encerramento de serviços públicos, que deveriam ser universais e por isso acessíveis a todos o que é contrário ao estabelecido na Constituição da República Portuguesa que o nosso Presidente da República jurou defender;

2- Esta situação é agravada com a institucionalização do trabalho sem direitos, com o ataque aos vínculos do trabalhadores e com políticas tais como flexisegurança, que mais não significa do que despedimentos selvagens. Afirmam os capitalistas e os seus serventuários que efectuando despedimentos criam-se novos empregos, expressão curta mas com longa contradição, que é usada para apregoar o progresso mas que na prática conduz a um agravamento das desigualdades;

3- Ao mesmo tempo que o povo se vê confrontado com um dos poderes de compra mais reduzidos da Europa e que sente que este é cada vez mais diminuto, os quatro maiores grupos económicos do país auferiram 5300 milhões de euros, ou seja, dez mil euros de lucro por minuto. É esta a escolha feita pelo governo: apertar o cinto a quem trabalha, aprofundando cada vez mais o fosso entre ricos e pobres;

4- É urgente mudar esta política. Depois de muitos alertas feitos pelos trabalhadores e de muitos “ouvidos moucos” do governo, quem depende do trabalho manifestou-se nas ruas para ver se assim o governo os ouvia melhor. A 12 de Outubro de 2006, 120 000 portugueses exigiram nas ruas de Lisboa uma mudança de políticas, por uma vida melhor. Esta manifestação foi um alerta, um “cartão amarelo” ao governo que entendeu a mensagem e que recuou um pouco nas suas medidas injustas. Mas esse pequeno recuo ainda não foi de encontro às necessidades dos trabalhadores e população e assim, a 2 de Março de 2007 150 000 manifestantes lutaram para que se invertesse o rumo da política de direita. A esta grande jornada de luta o governo ainda não respondeu com uma mudança de políticas, continuando na senda da desregulamentação do trabalho, do ataque aos serviços públicos e aos vínculos laborais, à negociação colectiva e no ataque aos direitos das populações e dos trabalhadores;

5- Assim é necessário continuar a luta, fazer deste 1º de Maio uma grande jornada com vista à mobilização para a Greve Geral de dia 30 de Maio, greve necessária e justa e que materializa a vontade dos trabalhadores que, fartos das actuais políticas, estão em luta pela dignificação do trabalho na defesa dos seus direitos laborais, por uma vida melhor;

Moita, 26 de Abril de 2007

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