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Bastidores

PCP SetúbalExige electrificação da Linha da CP Barreiro/Praias do Sado

. Linha do Sado perto de dez milhões de passageiros

“Como explica o Governo que, um ano depois da sua resposta ao segundo Requerimento do Grupo Parlamentar do PCP sobre esta matéria, permaneça este quadro de indefinição quanto às perspectivas concretas do projecto de electrificação da linha de caminho-de-ferro Barreiro – Praias do Sado?” – interrogam os deputados do PCP, em requerimento apresentado na Assembleia da República.

5 min de leitura
PCP Setúbal Exige electrificação da Linha da CP Barreiro/Praias do Sado

Por Jornal Rostos

A “Electrificação da Linha da CP Barreiro/Praias do Sado” foi tema de um requerimento apresentado na Assembleia da República pelos Deputados Bruno Dias e Francisco Lopes, do Partido Comunista Português

Perto de dez milhões de passageiros

“O Grupo Parlamentar do PCP foi contactado por representantes dos trabalhadores e utentes da Linha da CP entre o Barreiro e Praias do Sado, habitualmente designada por Linha do Sado, que nos alertaram para a necessidade de que a concretização do projecto para a existência de comboio eléctrico nesta linha não deve estar dependente de “intenções” sobre o plano para a alta velocidade ferroviária e a “Terceira Travessia do Tejo”.
É um facto conhecido que a chamada “Linha do Sado” tem um traçado próprio e envolve uma área populacional que necessita e se serve do transporte ferroviário. O crescimento do número de passageiros/ano entre 1999 e 2007, passando de cerca de cinco milhões para perto de dez milhões de passageiros, surge como um claro indicador do interesse das populações por este meio de transporte.” – salienta o requerimento dos deputados dos PCP.

Desactualização do material circulante

“No entanto, há muito que a desactualização do material circulante se apresenta como impeditivo a um crescimento ainda maior da sua utilização: são as entradas/saídas das carruagens com degraus muito estreitos e distanciados 40 centímetros da plataforma; são as portas exteriores que com frequência não se abrem para o desembarque de passageiros e em que apenas permite sair e entrar um passageiro de cada vez; é o perigo que representa quando as duas portas exteriores na ponta de cada carruagem permanecem abertas durante grande parte do percurso. Este é um obstáculo flagrante a uma maior atractividade deste transporte colectivo, com fortes implicações também ao nível dos passivos ambientais e do consumo de energias fósseis.” – é sublinhado.

Electrificação do troço Barreiro/Lavradio

“A este propósito, importa recordar que, na actual Legislatura, o Grupo Parlamentar do PCP por duas ocasiões suscitou o presente problema em Requerimentos dirigidos ao Governo. No último desses Requerimentos afirmámos: «subsiste a questão, também ela fundamental para o futuro desta Linha, do seu (tão tardio) processo de electrificação – particularmente no que diz respeito ao troço Barreiro/Lavradio. De facto, não seria admissível que toda uma obra de modernização da linha ferroviária, que durante tanto tempo, tantos incómodos tem causado aos utentes, ficasse por concretizar em função de um troço de dois quilómetros. Assim, tendo o Governo afirmado que “decorrem os estudos tendentes à implantação do projecto de catenária para o troço Barreiro – Lavradio”, importa saber qual o ponto de situação desses estudos.»
Face às questões então colocadas, o Governo respondeu apenas que «a Rede Ferroviária Nacional – REFER EP tem projectada a modernização da infra-estrutura no troço entre Barreiro e Praias do Sado, contemplando a renovação da plataforma de via, a realização de intervenções nas estações, a instalação de sinalização electrónica e a sua electrificação. Os investimentos referidos permitirão a exploração em tracção eléctrica dos comboios suburbanos Barreiro – Praias do Sado e do serviço de mercadorias para o Terminal da Quimiparque, no Lavradio, assegurando uma maior eficiência na oferta de transporte». Um ano depois desta resposta do Governo, a indefinição quanto a este projecto mantém-se.” – referem os deputados do PCP no requerimento apresentado no Parlamento.

Encerramento das estações desprotege significativamente os utentes

“Por outro lado, apresentando-se a aspiração do comboio eléctrico em toda a extensão da Linha do Sado como a questão principal, outras há, também elas importantes, a carecerem de atenção e esclarecimento.
A alteração dos horários desde o passado dia 22 de Abril, sem o necessário entendimento e articulação entre a CP e a SOFLUSA, provocou sérios incómodos aos utentes, que se traduziram em perdas de comboios por passageiros provenientes de Lisboa. Face aos protestos dos passageiros, a rectificação da CP retendo 5 minutos nos horários da partida do Barreiro em três comboios, é considerada pelos utentes como insuficiente, defendendo estes que tal correcção deverá ser aplicada aos restantes comboios.
Outro aspecto diz respeito à manutenção das estações abertas durante o horário de funcionamento dos comboios. A realidade é que o encerramento das estações desprotege significativamente os utentes, coloca as estações e máquinas como convite ao vandalismo e à destruição, de que resultam custos financeiros elevados e potencial perda de um número considerável de passageiros. Tal situação suscita a necessidade de uma presença efectiva da CP nas estações, garantindo em pleno a prestação do serviço que lhe está atribuído.” – sublinham os deputados do PCP.

Os deputados do PCP solicitam no requerimento apresentado que o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, informe do seguinte:

1. Como explica o Governo que, um ano depois da sua resposta ao segundo Requerimento do Grupo Parlamentar do PCP sobre esta matéria, permaneça este quadro de indefinição quanto às perspectivas concretas do projecto de electrificação da linha de caminho-de-ferro Barreiro – Praias do Sado?

2. Qual é exactamente o ponto de situação actual e perspectivas no futuro imediato para a citada intervenção? Existem alterações na programação deste projecto? Qual a articulação que sobre essa matéria tem sido desenvolvida com as autarquias locais?

3. Que medidas serão tomadas no curto prazo com vista à efectiva articulação intermodal dos horários dos transportes (principalmente o ferroviário e o fluvial), corrigindo os problemas apontados nos novos horários em vigor?

4. Que medidas serão tomadas no sentido da ma

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