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Bastidores

PS Setúbal afirma“Está preparado para se submeter ao escrutínio da vontade popular”

No comunicado da Federação do Partido Socialista do Distrito de Setúbal, refere-se que, na Câmara Municipal de Setúbal, o PCP agarra o “poder a qualquer preço.”
O PS considera que é incompreensível que o PCP tenha “dois pesos e duas medidas” porque – “em Lisboa, onde não tem o poder alinha – e bem - com a exigência de eleições intercalares para a Câmara. Em Setúbal, porque não quer largar o poder, assobia para o lado, desrespeitando os eleitores.”

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PS Setúbal afirma “Está preparado para se submeter ao escrutínio da vontade popular”

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral do Secretariado da Federação do Partido Socialista do Distrito de Setúbal

A SITUAÇÃO DA CÂMARA DE SETÚBAL E A POSIÇÃO DA FEDERAÇÃO DO PARTIDO SOCIALISTA

O PCP impôs, há menos de um ano, a renuncia dos mandatos do presidente da Câmara de Setúbal, Carlos de Sousa e do vereador do urbanismo, Aranha Figueiredo, ambos seus militantes.

A exigência das renúncias foram tratadas na Comunicação Social pelo PCP, antes de qualquer informação a todos os eleitos e sem qualquer explicação aos eleitores.

O PS declarou na altura que o comportamento do PCP escondia não só o descalabro da gestão da Câmara, que é assegurada pelo PCP há mais de cinco anos, mas também com uma prática reveladora de graves irregularidades. De facto, apesar do reequilíbrio financeiro que a Câmara beneficiou, no tempo em que Manuela Ferreira Leite foi ministra das finanças, a dívida da Câmara é hoje o dobro daquela que o PS há mais de cinco anos deixou. Com o PS houve obra feita, diga-se o que se disser. Com o PCP a ausência de obra está à vista de todos. Estamos perante uma situação de ingovernabilidade na Câmara.

O decurso do tempo confirmou a análise do PS.
Os militantes do PCP, a quem este exigiu a renúncia dos mandatos, foram constituídos arguidos, por actos praticados no exercício das funções autárquicas, tal como foi a presidente da Câmara, entretanto nomeada pelo PCP para o cargo. A responsabilidade política deste facto é exclusiva do PCP que, como se sabe, tem a gestão da Câmara.

Face à gravidade dos factos é incompreensível que o PCP tenha perante eles, dois pesos e duas medidas. Em Lisboa, onde não tem o poder alinha – e bem - com a exigência de eleições intercalares para a Câmara. Em Setúbal, porque não quer largar o poder, assobia para o lado, desrespeitando os eleitores.

O PS, ao denunciar este estado de coisas, reafirma que está preparado para se submeter ao escrutínio da vontade popular. Porque respeita e não teme o eleitorado. O PCP não tem esta postura e por isso se agarra ao poder a qualquer preço.

Setúbal, 7 de Maio de 2007

Pelo Secretariado da Federação,
O Presidente
Vítor Ramalho

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