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Bastidores

Bloco de Esquerda - BarreiroPromove Colóquio sobre "1907-1943 Alfredo da Silva, a CUF e as lutas operárias"

No âmbito do programa "100 anos de lutas: o outro lado da CUF", que o Bloco de Esquerda vai levar a efeito, entre Junho de 2007 e Maio de 2008, realiza-se, hoje, dia 6 de Junho, pelas 21,30 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, o primeiro colóquio, de um ciclo de cinco, subordinado ao tema "1907-1943 Alfredo da Silva, a CUF e as lutas operárias".

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Bloco de Esquerda - Barreiro Promove Colóquio sobre "1907-1943 Alfredo da Silva, a CUF e as lutas operárias"

Por Jornal Rostos

Neste colóquio, promovido pelo Bloco de Esquerda, intervirão Álvaro Arranja (Historiador especialista em História do Movimento Operário), Fernando Almeida (Sociólogo. Professor Adjunto da Escola Superior de Educação de Setúbal), João Madeira (Historiador. Investigador de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa) e Júlia Leitão de Barros (Historiadora. Professora na Escola Superior de Jornalismo de Lisboa).

A Memória do Barreiro da iniciativa popular

“Entre Junho de 1907 e Junho de 1908 começaram a funcionar as primeiras instalações fabris do que viria a ser o complexo fabril da CUF do Barreiro.São os 100 anos da CUF e de tudo o que ela significou para várias gerações da população trabalhadora do Barreiro e da Margem Sul em geral.
Nestas comemorações não pode ficar por convocar a Memória do “outro lado” da CUF e do Barreiro. A Memória das lutas operárias da CUF de 1919 e 1920 ou das greves de Julho de 1943, durante o fascismo; a Memória do que foi viver, durante muitos anos, num Barreiro envenenado pela poluição fabril ou ocupado pela GNR, aboletada nas próprias instalações da CUF; a Memória do que foi o grupo Mello, das suas estreitas ligações com o regime salazarista ou da sua colaboração com a polícia política na perseguição e prisão dos que denunciava como “agitadores” e “subversivos”; a Memória do Barreiro da iniciativa popular, do extraordinário trabalho das colectividades no campo da educação, da cultura e do desporto; a Memória da luta da oposição antifascista barreirense no MUD do pós-guerra, nas eleições presidenciais de 1958, na CDE de 1969 e do ocaso marcelista. E também sobrará espaço para reflectir sobre o Barreiro depois da CUF: o Barreiro da especulação imobiliária ou das pessoas e da sua aspiração a uma cidade digna de ser vivida?
É nesse “outro lado” das comemorações dos 100 anos da CUF que o Bloco de Esquerda se propõe participar.
É disso que trata o ciclo de colóquios que o BE leva a efeito a partir de Julho de 2007 e para o qual contamos com o testemunho de antigos trabalhadores da CUF ou vizinhos do Barreiro e o contributo de historiadores, economistas e outros especialistas qualificados nas matérias a versar.” – sublinha o Bloco de Esquerda, serem os objectivos desta iniciativa destinada assinalar os 100 anos da CUF.

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