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Bastidores

PCP Setúbal exigeReforço de médicos e dos cuidados de saúde primários do Concelho de Santiago do Cacém

. Inexistência de uma maternidade ocorrendo por ano mais de 20 partos em ambulâncias

“A insensibilidade face aos problemas existentes, o encerramento do SADU, a situação do Hospital do Litoral Alentejano é a expressão de uma lógica economicista de encerramentos e pressões para a privatização que põem em causa o Serviço Nacional de Saúde e o direito à saúde que a Constituição da República Portuguesa consagra” – sublinhou o deputado Francisco Lopes, numa intervenção na Assembleia da República.

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PCP Setúbal exige Reforço de médicos e dos cuidados de saúde primários do Concelho de Santiago do Cacém

Por Jornal Rostos

Francisco Lopes, deputado do PCP, eleito pelo distrito de Setúbal, numa intervenção na Assembleia da República sublinha que – “a petição sobre o “Reforço de Médicos e de Cuidados de Saúde Primários do Concelho de Santiago do Cacém” da iniciativa da Comissão de Utentes trata uma questão da maior actualidade e importância para as populações.
O PCP saúda a iniciativa e destaca os seus objectivos de reforço de profissionais de saúde, em particular médicos de família, de criação de um Centro de Saúde em Vila Nova de Santo André e de um Serviço de Atendimento de Doentes Urgentes.
Entretanto, desde o momento que a petição foi entregue, os problemas não foram resolvidos (mantêm-se 40% de utentes sem médico de família) e foram criadas novas dificuldades com a acção destrutiva do Serviço Nacional de Saúde promovida pelo Governo.”

Neste período o Governo encerrou o SADU de Santiago do Cacém

“Neste período o Governo encerrou o SADU de Santiago do Cacém.” – sublinha Francisco Lopes, acrescentando que – “A população perdeu o serviço de atendimento a doentes urgentes sobrecarrega-se o serviço de urgência do Hospital do Litoral Alentejano, agravando a situação existente neste serviço e obrigam-se os utentes ao pagamento de uma taxa mais cara, passa de 3,30, para 7,75 euros.
O Centro de Saúde e as Extensões de Saúde têm dificuldade de responder às funções que o SADU desempenhava nomeadamente na triagem de doentes, na importante resposta de primeira intervenção e nas situações agudas do fim-de-semana.”

Com o encerramento do SADU estão a ser feitas menos 1200 consultas por mês

“Acresce que as distâncias e a organização dos transportes públicos, com uma ligação ao Hospital do Litoral Alentejano muito mais deficiente que a existente à sede do Concelho, cria dificuldades extremas à população sem meios próprios de transporte e com poucos recursos. Muitas vezes o único transporte é o táxi.
O Governo diz e o Grupo Parlamentar do PS fazendo de câmara de eco repete, que melhorou o atendimento com a distribuição de médicos do SADU pelas extensões de saúde, mas aconteceu exactamente o contrário. Com o encerramento do SADU estão a ser feitas menos 1200 consultas por mês e ficam sem consulta em média mais 40 utentes por dia.” – salienta Francisco Lopes.

Inexistência de uma maternidade ocorrendo por ano mais de 20 partos em ambulâncias

“Está claro. A situação está pior. Pior no centro e extensões de saúde e pior no Hospital do Litoral Alentejano.
A situação do Hospital é marcada por carências em vários serviços com meses de espera para alguns exames médicos e está mesmo em risco de ruptura com a precariedade laboral a atingir níveis inimagináveis. De um total de 173 enfermeiros, 109 (quase dois terços) têm vínculos precários instáveis. Apenas 64 têm vínculo à função pública. O que cria um problema de fixação destes profissionais na região e o risco de colapso de funcionamento do Hospital, caso os enfermeiros em situação precária encontrem emprego nas zonas de onde são oriundos.
O Litoral Alentejano sofre ainda as consequências da inexistência de uma maternidade, ocorrendo por ano mais de 20 partos em ambulâncias” – sublinha o deputado do PCP.

Razão tem a população para se manifestar em defesa do Serviço Nacional de Saúde

“A insensibilidade face aos problemas existentes, o encerramento do SADU, a situação do Hospital do Litoral Alentejano é a expressão de uma lógica economicista de encerramentos e pressões para a privatização que põem em causa o Serviço Nacional de Saúde e o direito à saúde que a Constituição da República Portuguesa consagra.
Razão tem a população para se manifestar em defesa do Serviço Nacional de Saúde.
Acrescida razão tem o PCP para se solidarizar com a sua luta e as suas aspirações.” – refere a finalizar o deputado do Partido Comunista Português.

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