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Bastidores

Empresários do PCP Setúbal sublinhamPortugal líder europeu no aumento das falências

“A taxa do IVA a 21% é das mais elevadas dos países da zona euro e constitui um grande factor de estrangulamento, das Micro e Pequenas Empresas.” – salienta um comunicado da Comissão Regional de Setúbal dos Micro, Pequenos e Médios Empresários do Partido Comunista Português.

“A redução brutal do poder de compra dos portugueses é preocupante e sente-se cada vez mais o retraimento das populações na compra de bens essenciais.” – referem os empresários do PCP.

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Empresários do PCP Setúbal sublinham Portugal líder europeu no aumento das falências

Por Jornal Rostos

“A nível nacional as Micro, Pequenas e Médias Empresas representam mais de 98% do universo empresarial distribuindo-se esta percentagem por 81% para as Micro, 14% para as Pequenas e 3% para as Médias, e em termos de emprego absorvem 61% do emprego no nosso País.
Na região e no País as Micro e pequenas Empresas enfrentam na sua actividade enormes dificuldades, resultantes da recessão económica das políticas governamentais que têm conduzido à crescente monopolização de actividades e mercados.
No plano político o Governo enche a boca com a importância que as Micro, Pequenas e Médias Empresas têm para o País, no emprego, na produção interna, no tecido económico local e das Regiões, mas esse discurso, esfuma-se e não tem efeitos práticos ou medidas tendentes à defesa dos interesses das Micro, Pequenas e Médias Empresas.” – refere um comunicado da A Comissão Regional de Setúbal dos Micro, Pequenos e Médios Empresários do Partido Comunista Português.

Medidas que nos empurram para o abismo

“A taxa do IVA a 21% é das mais elevadas dos países da zona euro e constitui um grande factor de estrangulamento, das Micro e Pequenas Empresas.
O PEC – Pagamento Especial por Conta – imposto assente na base das receitas e não dos lucros, recai fundamentalmente, sobre as Micro e Pequenas Empresas, obrigando-as a pagar a taxa mínima de 1.250€, mesmo que não tenham lucros ou até prejuízos.
Apesar de todos os protestos o Governo PS/Sócrates persiste com este injusto e tão contestado imposto.
Os encargos bancários tornam-se insuportáveis, enquanto a evolução dos grandes grupos financeiros põem a claro a brutal contradição entre a “saúde” da Banca (que regista ano após ano crescimento dos lucros fabulosos, os cinco maiores bancos portugueses, CGD, BCP, BES Santader/Totta e BPI, lucraram no primeiro trimestre de 2007 algo como 8,7 milhões de euros por dia) e a “doença” da generalidade das outras áreas económicas, em particular das Micro e Pequenas Empresas.” – acrescenta o comunicado do PCP.

Protestar enquanto é tempo

“Os empresários comunistas chamam a atenção para as graves consequências que o desenvolvimento da política económica e social do actual Governo PS tem para as Micro e Pequenas Empresas, os trabalhadores e o País.
A redução brutal do poder de compra dos portugueses é preocupante e sente-se cada vez mais o retraimento das populações na compra de bens essenciais.
O País precisa de uma política que defenda e valorize a produção nacional, que promova o investimento público, que estimule o mercado interno, que proteja sectores estratégicos da economia nacional e apoie as MPME, tal como acontece em Espanha.
Portugal tornou-se o líder europeu no aumento das falências no seio da UE.
Para inverter esta situação, para impedir que muitos de nós possamos cair no desemprego, é preciso estar com quem está connosco.
O PCP com o objectivo de apresentar propostas em defesa das Micro e Pequenas e Médias Empresas, levou a cabo uma audição parlamentar na Assembleia de República com Associações de todo o País e realizou um Encontro Nacional de Micros, Pequenos e Médios Empresários no passado mês de Junho em Alcochete.
O PCP apela aos empresários das MPME da Região, que mostrem o seu descontentamento, intensifiquem a luta, para que exijam uma alternativa de desenvolvimento e justiça social para Portugal e para a Região.” – refere a finalizar a Comissão Regional de Setúbal dos Micro, Pequenos e Médios Empresários do PCP.

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