PCP SetúbalHospital Garcia de Orta em Almada não tem médicos suficientes para assegurar os serviços de urgência
Sublinha Bruno Dias - “uma das maiores maternidades do País, está a transferir para outras unidades mulheres grávidas por não ter médicos suficientes para assegurar os serviços de urgência”

Por Jornal Rostos
“O Grupo Parlamentar do PCP tomou conhecimento que o Hospital Garcia de Orta (Almada), uma das maiores maternidades do País, está a transferir para outras unidades mulheres grávidas por não ter médicos suficientes para assegurar os serviços de urgência e a actividade normal de ginecologia/obstetrícia. Com excepção dos partos de grande emergência ou que envolvam demasiado risco, todos os restantes estão a ser encaminhados para outras unidades de Saúde, nomeadamente a Maternidade Alfredo da Costa e Hospitais de Santa Maria, Barreiro, Setúbal, São Francisco Xavier e Estefânia.
A falta de recursos está a fazer sentir-se desde há alguns meses, mas foi agravada na última semana com a época de férias. A situação já chegou ao conhecimento da Ordem dos Médicos que afirmou estar atenta ao cumprimento do número mínimo de especialistas nas equipas de urgência, para que seja assegurada a qualidade e a segurança dos partos.” – refere o deputado Bruno Dias, em requerimento que apresentou na Assembleia da República.
Um especialista e dois internos por não haver mais profissionais disponíveis
“No entanto, o que se verifica é que alguns Bancos de Urgência têm, em determinadas situações, apenas um especialista e dois internos por não haver mais profissionais disponíveis. Embora o Director Clínico do Hospital tenha afirmado à comunicação social que a situação deveria estar solucionada a partir de 28 de Julho, também admitiu que em Agosto o problema voltará a sentir-se.
Importa recordar que, no Debate sobre o Estado da Nação, realizado no passado dia 20 de Junho na Assembleia da República, o Primeiro-ministro afirmou com grande veemência que «A natalidade atingiu o seu valor mais baixo e é hoje muito preocupante. Não se trata apenas do recuo do número de nascimentos. A questão é que – todos os estudos o mostram – o número de filhos que as famílias têm hoje no nosso País é claramente inferior ao número de filhos que as famílias desejariam ter. Ora há aqui, inequivocamente, um dever de intervenção do Estado. Cabe ao Estado, sem dúvida, contribuir para criar condições para que possamos recuperar o ritmo de nascimentos.»- sublinha o deputado do PCP, eleito pelo Distrito de Setúbal.
Fim à transferência de mulheres grávidas para outras unidades hospitalares.
“Estamos claramente perante afirmações que se colocam em flagrante contradição com o evidente quadro, que se verifica no Hospital Garcia de Orta, de falta de condições para a realização do tão ambicionado aumento de partos.
Neste contexto o deputado Bruno Dias, no requerimento que apresentou na Assembleia da República, solicita ao Governo, através do Ministério da Saúde, que me informe do seguinte:”Quais as medidas urgentes que o Governo pretende desenvolver para que o Hospital Garcia de Orta possa dar resposta às necessidades da população, pondo fim à actual prática de transferência de mulheres grávidas para outras unidades hospitalares?”.













