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Bastidores

Partido Socialista - BarreiroEleitos para resolverem os problemas e não para actuarem de forma prepotente

“Os feirantes da Verderena deram uma lição de civismo e cidadania a quem ambicionava que a Assembleia decorresse de uma outra forma. Resta-nos esperar que o executivo assuma finalmente a condução deste processo, na firme salvaguarda dos interesses dos comerciantes, fornecedores e clientes do Mercado.” – sublinha um comunicado do Gabinete de Imprensa do Partido Socialista do Barreiro.

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Partido Socialista - Barreiro Eleitos para resolverem os problemas e não para actuarem de forma prepotente

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral da Nota de Imprensa que nos foi enviada pelo Gabinete de Imprensa do PS Barreiro:

No seguimento da Assembleia Municipal realizada em 31 de Julho, os barreirenses têm assistido a um conjunto de reacções e notícias que impõem que o Partido Socialista esclareça os contornos exactos da decisão tomada pela Câmara Municipal de encerrar o Mercado da Verderena. O silêncio significaria pactuar com as manobras de intoxicação da opinião pública a que a actual maioria comunista já nos habituou.

1. A retoma dos terrenos da Verderena, propriedade do Futebol Clube Barreirense, foi votada na sessão de Câmara de 06/06/2007, tendo obtido apenas os votos favoráveis do PCP e do vereador João Soares, o qual deixou de representar o eleitorado socialista, face à sua demissão do PS em 2006. A decisão tomada implica, naturalmente, a extinção do mercado naquele local. Os nossos eleitos neste órgão autárquico manifestaram a sua preocupação com o impacto social desta medida, não podendo, todavia, impedir que o proprietário recuperasse a posse do que legitimamente lhe pertence.

2. No dia 18 de Julho, a direcção política do PS Barreiro reuniu com o representante dos comerciantes, obtendo a informação de que se encontravam asseguradas cerca de 3.400 assinaturas contra o fecho da feira, e que existiam contactos com o Bloco de Esquerda no sentido de ser promovida uma Assembleia Municipal extraordinária. As duas forças políticas responderam ao apelo da população, dado que se tornava cada vez mais evidente que o executivo camarário não pretendia encontrar qualquer tipo de solução para este problema. Consideramos abusivo que se venha agora falar em alianças ou em acordos obscuros, sobretudo vindo de quem gere o município através de um entendimento entre o PCP e o PSD, contrário à pureza ideológica que alguns tanto gostam de apregoar.

3. O facto de os feirantes terem recebido uma carta do vereador que lhes comunicou, laconicamente, a anulação da licença de venda ambulante é revelador da forma como se negligenciou o futuro de mais de uma centena de famílias. Só após muito esforço e insistência é que foi prolongada, por mais algum tempo, a manutenção da feira, apesar de o protocolo assinado em 1997 prever um prazo superior para que o Futebol Clube Barreirense readquirisse o direito pleno de utilização dos terrenos em causa.

4. Até esta data, a Câmara Municipal do Barreiro tem-se limitado a inviabilizar todas as propostas que lhe são apresentadas. Os vendedores já apresentaram várias alternativas à presente localização e, na última reunião da Assembleia Municipal, um elemento da bancada do PS apresentou também alguns caminhos para a solução deste problema. Por último, é do conhecimento público que o cidadão Cabós Gonçalves apresentou uma proposta devidamente estruturada de transferência do Mercado do Levante para a zona do Barreiro Velho, o que permitiria revitalizar esta zona da cidade e dar uma maior dignidade a uma actividade comum a muitas cidades portuguesas e europeias.

5. O senhor Presidente da Câmara insiste em responsabilizar os comerciantes pela procura de uma nova área onde possam trabalhar, demitindo-se das responsabilidades e funções que lhe foram atribuídas pelos barreirenses. Foi por isso que nos vimos na imperiosa necessidade de apresentar uma recomendação que recordasse aos actuais responsáveis que foram eleitos para resolverem os problemas do concelho, e não para actuarem de forma prepotente e autoritária.

Tem sido uma constante deste mandato as grandes preocupações com a cosmética política, em detrimento da resolução das dificuldades em que vivem muitos dos nossos conterrâneos. Com o passar do tempo, constatamos que a propalada participação começa a revelar a sua verdadeira face e assistimos ao regresso dos comportamentos autocráticos.

Continua por explicar a presença, em diversas reuniões, de um enorme aparato policial, composto predominantemente por elementos do Corpo de Intervenção. Não é aceitável que se recorra a mecanismos intimidatórios para condicionar uma discussão que deve ser sempre livre e participada.
Por tudo isto, consideramos que, no passado dia 31 de Julho, os feirantes da Verderena deram uma lição de civismo e cidadania a quem ambicionava que a Assembleia decorresse de uma outra forma. Resta-nos esperar que o executivo assuma finalmente a condução deste processo, na firme salvaguarda dos interesses dos comerciantes, fornecedores e clientes do Mercado.

Barreiro, 7 de Agosto de 2007
O Gabinete de Imprensa do PS Barreiro

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