MPT Setúbal criticaMau funcionamento dos Postos de Vigia aos Incêndios Florestais no Distrito de Setúbal
“No Distrito de Setúbal, os diversos postos de vigia florestal, que estão sob a alçada exclusiva da Guarda Nacional Republicana (Macieira -70.01, Almada - 57.02, Cercal do Alentejo – 63.02, Grândola - 70.02, Santiago do Cacém - 63.01, Setúbal – 57.01), têm funcionado aparentemente com algumas deficiências, facto que é incompatível com o enorme esforço que está a ser efectuado na prontidão ao combate aos fogos florestais.” – refere o deputado Luís Carloto Marques, eleito pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, nas listas do PSD.

Por Jornal Rostos
“No âmbito da estratégia de primeira intervenção de combate aos incêndios florestais, a detecção das ignições é de crucial importância, já que permite a transmissão ao CDOS respectivo de um conjunto de dados que possibilitam a localização e a caracterização do incêndio.
A importância do bom funcionamento dos postos de vigia, a formação dos vigilantes que aí operam, constitui um baixo investimento, quando comparado com os montantes envolvidos no dispositivo nacional de combate aos fogos florestais.
Desde este ano que a contratação de vigias florestais e formação dos mesmos é da competência do Ministério da Administração Interna, nomeadamente da Guarda Nacional Republicana.” – salienta o deputado do MPT.
Funcionado aparentemente com algumas deficiências
“No Distrito de Setúbal, os diversos postos de vigia florestal, que estão sob a alçada exclusiva da Guarda Nacional Republicana (Macieira -70.01, Almada - 57.02, Cercal do Alentejo – 63.02, Grândola - 70.02, Santiago do Cacém - 63.01, Setúbal – 57.01), têm funcionado aparentemente com algumas deficiências, facto que é incompatível com o enorme esforço que está a ser efectuado na prontidão ao combate aos fogos florestais.
Em causa estão postos, como o de São Luis (57.01) e de Cercal do Alentejo (63.02), que vigiam áreas de grande relevância florestal e ambiental.” – sublinha o deputado do distrito de Setúbal no requerimento que apresentou na Assembleia da República.
Incapacidade para manter a funcionar durante 24 horas
O Deputado do MPT, no requerimento que apresentou solicita ao Governo, através do Senhor Ministro da Administração Interna as seguintes informações: “Nos postos de vigia, que estão sob responsabilidade da Guarda Nacional Republicana, quantos vigilantes é que foram contratados? Quando é que foi assinado o contrato de trabalho? Quando é que começaram a exercer as suas funções? Que formação foi dada aos vigilantes florestais?”
Por outro lado questiona – “No decurso do respectivo contrato verificou-se atraso no pagamento dos seus ordenados? Se, ainda e durante o respectivo termo do contrato de trabalho, algum dos vigilantes florestais desistiu da sua função, alegando a falta de pagamento do seu ordenado?”
A finalizar Luís Carloto Marques pergunta : “Se se confirma que os postos de vigia 63.02 e 57.01, estavam a operar a 3 de Agosto com apenas um e três vigias respectivamente, ao invés de quatro vigias florestais permanentes? Quais são as razões que estão relacionadas com a incapacidade que o Ministério da Administração Interna revela para manter, durante 24 horas, os respectivos postos de vigia a funcionar?”













