PCP SetúbalDenuncia utilização dos aterros da AmarSul para pôr em causa o direito à greve dos trabalhadores da ValorSul

Por Jornal Rostos
Refere o PCP que – “António Costa omite que os contactos feitos pela AmarSul receberam como resposta dos municípios da Península de Setúbal a defesa dos direitos dos trabalhadores da ValorSul que estão em greve, suscitando as maiores preocupações sobre o depósito de lixos de outras regiões nestes aterros, tendo em conta os seus impactos nas populações.
As informações de que dispomos revelam que Lisboa e Amadora estão a depositar lixos no aterro da AmarSul, com autorização expressa do Ministério do Ambiente, impondo tal decisão aos municípios da Península de Setúbal e aos seus representantes. Sabemos também que já há outros pedidos dos municípios de Vila Franca de Xira e Loures.”
Palavra de apoio aos trabalhadores da ValorSul
“Importa lembrar que a AmarSul é uma empresa multimunicipal, cujo accionista maioritário é o próprio Estado, através de uma empresa pública.
A propósito destes acontecimentos, o Executivo da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP, dirige uma primeira palavra de apoio aos trabalhadores da ValorSul em luta e manifesta o seu repúdio pelas atitudes do Governo, da AmarSul e das Câmaras Municipais de Lisboa, Amadora, Loures e Vila Franca de Xira que, com o objectivo de derrotar os trabalhadores em luta, se ingerem na gestão da AmarSul, tratando os municípios de Setúbal como se de um quintal seu se tratasse.” – acrescenta a nota do PCP.
Atitudes que põem em causa o tempo de duração dos aterros
“O respeito pelos direitos dos trabalhadores em greve, bem como a defesa do meio ambiente, exigem maior ponderação e bom senso na tomada de decisões.
Os aterros sanitários têm anos de utilização previstos, calculados de acordo com a previsível produção de lixos da população residente. Não podemos deixar de manifestar preocupação com atitudes que põem em causa o tempo de duração dos aterros.” – sublinha a finalizar o Executivo da DORS do PCP.













