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Bastidores

Encontro do PCP em AlmadaDefende um Arsenal do Alfeite público e moderno

. Integração na Lisnave dos 209 trabalhadores da Gestnave e da Erecta

No Encontro/Debate sobre a Industria Naval em Portugal, realizado em Almada, os trabalhadores comunistas da Indústria Naval, defendem “um Arsenal do Alfeite publico, moderno, ligado à marinha, ao serviço dos trabalhadores e do País, rejeitando a sua passagem a S A ou qualquer tentativa de privatização, em todo ou em parte.”

Por outro lado, defendem “um estaleiro da Mitrena com futuro, sem precariedade com trabalho com direitos para todos, o cumprimento do Protocolo de Acordo 97 e a integração na Lisnave dos 209 trabalhadores da Gestnave e da Erecta.”

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Encontro do PCP em Almada Defende um Arsenal do Alfeite público e moderno

Por Jornal Rostos

Realizou-se, no passado dia 10 de Novembro, em Almada, no âmbito da Conferência Nacional do PCP sobre Questões Económicas e Sociais, um Encontro/Debate sobre a Industria Naval em Portugal.
Esta iniciativa, contou com a presença de Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, juntou cerca de 40 pessoas ligadas à Industria Naval, nomeadamente, trabalhadores, representações de Instituições e Órgãos Representativos dos Trabalhadores do Sector.

Alterações legislativas apresentadas por governos ao serviço do capital

No Encontro foi aprovada uma Moção onde se sublinha que – “O processo de globalização capitalista que actualmente impera a nível mundial, sob o comando dos grandes grupos económicos, tem sido acompanhado de uma violenta e profunda ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e da população em geral, pondo em causa os avanços e progressos que foram construídos ao longo de décadas como resultado das lutas do movimento operário e da acção das forças progressistas e revolucionárias, que continuamente são postos em causa. Assim, têm vindo a acontecer em Portugal, sucessivas tentativas de desregulamentar o mercado de trabalho através de alterações legislativas sempre apresentadas por governos ao serviço do capital.”

Enfraquecimento e deterioração desta importante actividade

Acrescenta a moção aprovada no Encontro que - “o ataque sistemático e continuado ao sector da Indústria Naval em Portugal levou ao enfraquecimento e deterioração desta importante actividade, em vez de apostar no desenvolvimento de uma acção comum nos desafios marítimos, através do aproveitamento de toda a capacidade produtiva da Indústria Naval, com a renovação das frotas nacionais de Pesca, do desenvolvimento do transporte marítimo de qualidade e respeitador do ambiente, da exploração sustentável dos recursos hídricos, de uma política coordenada de vigilância e do reforço da segurança da Zona Económica Exclusiva (Z.E.E.) através do desenvolvimento de sistemas de previsão oceanográfica e da investigação científica marinha, na prevenção do uso abusivo das cotas de Pesca, do tráfico internacional de drogas e seres humanos, da promoção das indústrias tecnológicas marinhas e das actividades de lazer.”

Integração na Lisnave dos 209 trabalhadores da Gestnave e da Erecta

“No âmbito da Conferencia Nacional Sobre Questões Económicas, os trabalhadores comunistas da Indústria Naval, de norte a sul do país, apresentam alternativas e recusam a política da “inevitabilidade instalada”. Defendem um Arsenal do Alfeite publico, moderno, ligado à marinha, ao serviço dos trabalhadores e do País, rejeitando a sua passagem a S A ou qualquer tentativa de privatização, em todo ou em parte. Defendem um estaleiro da Mitrena com futuro, sem precariedade com trabalho com direitos para todos, o cumprimento do Protocolo de Acordo 97 e a integração na Lisnave dos 209 trabalhadores da Gestnave e da Erecta.
Nos estaleiros Navais de Viana do Castelo os trabalhadores exigem a continuidade da empresa publica, tendo em linha de conta a sua importância social como empregadora da região e exigem que seja alcançada uma posição importante a nível nacional e europeu, do projecto de construção, reparação e transformação de navios.” – sublinha a moção.

Necessidade urgente de um novo rumo

“Assim os trabalhadores comunistas da Industria Naval afirmam a necessidade urgente de um novo rumo e de uma nova política em defesa do sector da Indústria Naval e da economia Portuguesa, assim como dos direitos e interesses dos trabalhadores e do povo português.” – refere a finalizar a moção aprovada no Encontro promovido pelo PCP.

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