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Bastidores

Explosão de prédio em SetúbalLNEC não encontrou quaisquer danos de natureza estrutural nos prédios

. A “Situação de Alerta” decretada pela Governadora Civil de Setúbal só será levantada quando estiver concluída esta intervenção de estabilização do prédio

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) não encontrou quaisquer danos de natureza estrutural nos prédios que circundam o nº 13 da Praceta Afonso Paiva, em Setúbal, onde no dia 22 de Novembro ocorreu uma explosão.

A informação foi transmitida esta manhã pelo director do Departamento de Estruturas do LNEC, João Almeida Fernandes, durante uma reunião que teve lugar no Governo Civil de Setúbal.

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Explosão de prédio em Setúbal LNEC não encontrou quaisquer danos de natureza estrutural nos prédios

Por Jornal Rostos

Foram vistoriados nove prédios que sofreram alguns danos com o sinistro, nomeadamente nas fachadas, mas que, do ponto de vista estrutural, «não inspiram preocupação», salientou Almeida Fernandes.
Na reunião, que contou com a presença da Governadora Civil de Setúbal, Eurídice Pereira, e da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, bem como de responsáveis do LNEC, da Protecção Civil Distrital, da PSP, da BEL (empresa do Grupo Teixeira Duarte que está a realizar a obra), da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal e dos representantes dos moradores, foi ainda feito o ponto de situação dos trabalhos de estabilização do edifício.

Situação de Alerta” será levantada após concluída a estabilização do prédio

Com a colocação e fixação da estrutura metálica na cobertura, operação que ficou concluída ontem, está eliminado o risco de colapso progressivo do prédio.
Iniciaram-se, entretanto, os trabalhos de remoção dos escombros, a que se seguirá a remoção dos pilares danificados e sua substituição por novas estruturas metálicas.
A “Situação de Alerta” decretada pela Governadora Civil de Setúbal só será levantada quando estiver concluída esta intervenção de estabilização do prédio – o que se prevê venha a acontecer no prazo máximo de duas semanas – e quando o LNEC entregar o relatório que confirmará que o edifício se encontra nas condições de segurança estrutural semelhantes às existentes antes da explosão. Nessa altura, o prédio será devolvido aos moradores para que se iniciem as obras de reconstrução.

Uma resposta célere à reconstrução do edifício

Para hoje à tarde está agendada uma reunião entre a Associação Portuguesa de Seguradores e as diversas seguradoras do prédio nº 13, afim de ser encontrada uma estratégia comum de actuação que permita economia de tempo e, consequentemente, uma resposta célere à reconstrução do edifício.
«Etapa a etapa, vamos conseguindo repor a normalidade, num processo que, independentemente de um ou outro aspecto que podemos sempre melhorar, tem sido fluido e, do meu ponto de vista, exemplar naquilo que é a missão das acções de prevenção e socorro», considera a Governadora Civil de Setúbal, Eurídice Pereira.

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