PCP SetúbalUnidade de Saúde de Vale da Amoreira - Moita - confrontada com um difícil quadro de instabilidade

Por Jornal Rostos
“O Grupo Parlamentar do PCP realizou recentemente uma visita à Unidade de Saúde de Vale da Amoreira, equipamento de enorme importância para as populações, que veio qualificar a capacidade de resposta da rede de cuidados primários de saúde daquela Freguesia e do Concelho da Moita. Trata-se de uma proposta defendida ao longo dos anos pelos utentes da saúde e pelo PCP e seus eleitos, quer no Poder Local quer na Assembleia da República, e cuja concretização representou uma importante conquista.
O Distrito de Setúbal defronta-se com uma enorme carência de médicos, em particular no tocante aos cuidados primários de saúde. A Freguesia de Vale da Amoreira não é excepção, existindo cerca de 4500 utentes inscritos na Unidade de Saúde sem médico de família (numa freguesia com cerca de 12.000 habitantes, muitos dos quais permanecendo inscritos no Centro de Saúde da Baixa da Banheira).” – referem os deputados do PCP, em requerimento que apresentaram na Assembleia da República.
Unidade tem sido confrontada com um difícil quadro de instabilidade
“A este nível, e segundo a informação transmitida pela Coordenadora desta Unidade de Saúde e pelo Director dos Centros de Saúde em que a Unidade está integrada, o quadro que está actualmente perspectivado é de 4 médicas em permanência (das quais duas de carreira, especialistas em medicina familiar, e duas de clínica geral contratadas) a que se juntam algumas horas por semana outros médicos vindos do Centro de Saúde da Baixa da Banheira (dois médicos a 6 horas e um a 3 horas).
Da explicação que nos foi dada, constatamos que esta Unidade tem sido confrontada ao longo do tempo com um difícil quadro de instabilidade no regime de contratação de pessoal, marcado pela precariedade dos vínculos laborais. Tal situação é profundamente negativa, quer quanto aos direitos destes profissionais, quer quanto à prestação de cuidados de saúde às populações, já que, como se sabe, a intervenção primária exige uma estabilidade no acompanhamento aos utentes que não é possível neste quadro de precariedade.” – acrescentam os deputados comunistas.
Não se revela mais grave graças ao esforço dos profissionais
“Este quadro complexo e exigente, que só não se revela mais grave graças ao esforço e ao empenho dos profissionais desta Unidade (médicos, técnicos, enfermeiros e administrativos) impede que se alcance em pleno a capacidade de resposta que seria possível obter com este serviço. A sua participação na vida da comunidade e a sua articulação com as diversas entidades locais poderiam resultar num êxito maior, caso a falta de médicos fosse atendida de forma efectiva pelo Governo.” – sublinham no requerimento os deputados do PCP.
No requerimento que apresentaram na Assembleia da República, os deputados do PCP, perguntam ao Governo, através do Ministério da Saúde: “ Para quando está prevista a contratação de médicos de família para a Unidade de Saúde de Vale da Amoreira, em condições de estabilidade profissional?” e interrogam, igualmente - “Para quando está prevista a concretização dos arranjos exteriores da Unidade de Saúde de Vale da Amoreira?”













