JSD SetúbalPOLIS não serve os interesses dos Setubalenses
“Deverá ser objectivo fundamental do programa Polis corrigir erros urbanísticos do passado, demonstrando que é possível fazer intervenções de fundo em locais que estão totalmente ao abandono, dando assim uma nova vida, uma nova dinâmica aos mesmos.” – salienta a JSD Setúbal.

Por Jornal Rostos
A Comissão Política da Juventude Social Democrata de Setúbal efectuou a distribuição de um flyer ontem de manhã na baixa de Setúbal. onde refere que - “O programa Polis foi criado devido à crescente necessidade de requalificação urbana, resultado de décadas de crescimento urbano sem nexo. Ambiente e ordenamento tem de estar associados pois só assim é possível existir o equilíbrio necessário para um desenvolvimento saudável da cidade.
Por tudo isto deverá ser objectivo fundamental do programa Polis corrigir erros urbanísticos do passado, demonstrando que é possível fazer intervenções de fundo em locais que estão totalmente ao abandono, dando assim uma nova vida, uma nova dinâmica aos mesmos.”
Por outro lado sublinha a JSD que – “outro objectivo é demonstrar que é possível uma interacção entre autarquias e poder central (Estado) numa concertação de esforços, onde só os cidadãos terão a beneficiar.” – acrescentando que – “em suma o objectivo é promover melhorias significativas ao nível do bem-estar social e ambiental.”
Polis assenta em 4 desígnios estratégicos
“O programa Polis assenta em 4 desígnios estratégicos: Cidade verde; Cidade digital; Cidade do conhecimento e do entretenimento e Cidade intergeracionais.
A Cidade verde pressupõe um equilíbrio na gestão dos espaços verdes promovendo bem-estar social às populações;
Cidade digital implica não só a existência dos serviços, mas também a total disponibilidade dos mesmos em serviço das populações.
Sendo o conhecimento cada vez mais um “bem” fundamental é necessário a existência de infra-estruturas cientificas e tecnológicas, espaços culturais e de aprendizagem artística, de infra-estruturas de diversão que permitam a obtenção dos mesmos bem como a sua “manutenção”. Neste sentido surge a Cidade do conhecimento e do entretenimento
Tendo como objectivo atenuar o fosso social existente entre as diferentes classes e culturas, nasce o tópico da Cidade intergeracional.” – sublinha a JSD.
POLIS não serve os interesses dos Setubalenses
De acordo com o comunicado da JSD de Setúbal - “Focando a essência do Programa Polis resta-nos afirmar que em Setúbal, este é um embuste. Não servindo os interesses dos Setubalenses!
Resume-se apenas a três pontos: Praça José Afonso, Parque Urbano da Albarquel e Avenida Luísa Todi. Vejamos, concretamente:
Praça José Afonso - É um fracasso total! Com dois anos de existência, poucos e fracos foram os eventos realizados no “auditório” lá construído. Pior! O mais comum é ser montado um palco ao lado do mesmo onde ocorrem as actividades.
Parque Urbano da Albarquel - Outro fracasso do Polis. Uma das obras mais interessantes e inovadoras incluídas neste projecto era uma ciclo-via ao longo de todo o parque até a praia da Albarquel foi retirada do projecto. Esta ciclo-via permitia um belo “passeio” de bicicleta à beira rio, juntando o exercício físico à natureza, permitindo aos Setubalenses qualidade de vida. De qualquer modo, era importante que esta ciclo-via se prolongasse até a cidade, e esperemos que um dia, em breve, isso seja possível.
Avenida Luísa Todi - Este ponto, particularmente, é bastante penalizador para a cidade de Setúbal, que em nada beneficiará a vida dos Setubalenses. Apenas “ fornecerá um “sentimento de novidade”, que rapidamente se esgotará quando os vários problemas deste projecto colidirem com o dia a dia da nossa população. Senão vejamos: o estacionamento mais perto da baixa será deslocado para a zona dos “bares” (pensamento dos Setubalenses: “será que vale a pena ir à baixa, se calhar vale mais ir ali ao centro comercial...”), Como solução, o executivo decide criar um estacionamento vertical, que, com certeza, será bem mais caro do que dar uma moedinha ao arrumador ou por na máquina do estacionamento de rua. E como não tal bastasse, estreita-se as faixas de rodagem da avenida, e até se retira o trânsito na zona dos bares para este passar para a marginal (docas), que é onde supostamente se devia apostar em termos turísticos. Muitas outras pequenas obras, como uma ciclo-via aos zigue-zagues pelo meio de avenida, serão feitas, mas que em muito pouco (ou nada) beneficiam a população! Foi este o projecto aprovado, não pela CMS, mas apenas pela maioria CDU.”
Será que os meios justificam os fins?
“Por tudo isto é vergonhoso que tal projecto ocorra numa cidade outrora terceira do país e que agora se debate por um modesto décimo sétimo lugar. Mas, entende-se a razão pela qual o actual executivo tem necessidade em apresentar aos seus cidadãos obra pública, é o modo de lhes “atirar areia para os olhos”, ainda para mais com a data de conclusão “obrigatória” do projecto até Setembro de 2008, com o perigo do dinheiro da União Europeia poder ser devolvido.
Agora a pergunta que fica é : “Será que os meios justificam os fins?” – refere a finalizar o comunicado da JSD Setúbal.













