PS SetúbalComo é possível estarem a realizar-se obras na Av. Luísa Todi sem que os Setubalenses conheçam o projecto
É com estranheza, estupefacção e incredulidade que observamos o decurso de algumas acções da actual gestão Camarária.” – refere um comunicado de Luis Gonelha, presidente da Comissão Politica Concelhia de Setúbal do Partido Socialista.

Por Jornal Rostos
“No âmbito do projecto Polis de Setúbal, cuja ambição materializada no contrato de constituição da Sociedade Setúbal Polis, feito pelo anterior executivo socialista em 2001, está longe do efectivamente realizado pelas gestões do partido Comunista nos últimos seis anos, como é possível, após o chumbo da proposta apresentada para a Avenida Luísa Todi em Julho de 2007 e a aprovação condicionada de uma outra proposta em Agosto, estarem hoje, a realizar-se obras na Av. Luísa Todi, sem que os Setubalenses conheçam, na integra, o projecto da obra que se está a realizar e sem que esta esteja devidamente aprovada na sua plenitude pelos órgãos competentes da autarquia?” – refere um comunicado da Comissão Politica concelhia do Partido Socialista de Setúbal.
Adiamento da abertura ao público de um espaço que está concluído desde Dezembro de 2007
“Como é possível que no decurso dessas obras se cometam atentados ambientais, de abate de dezenas de árvores, sem que exista motivo ou justificação aparente para tal?
Como é possível anularem-se as duas artérias que permitiam cruzar a Avenida de um lado para o outro, entre a rotunda dos golfinhos e o Externato Diocesano, obrigando agora todos os veículos, nomeadamente os de Emergência Médica e Bombeiros, a percorrer todo esse troço para poderem aceder ao lado contrário?
Igualmente, no âmbito do Projecto Polis, como é possível construir um parque urbano, numa zona de lazer de raiz, com uma localização excepcional, na zona do antigo parque de campismo (Toca do Pai Lopes), sem se ter previsto a construção de instalações sanitárias? E sem se terem preparado os concursos de gestão dos espaços de restauração, provavelmente a verdadeira causa para o adiamento da abertura ao público de um espaço que está concluído desde Dezembro de 2007?
Como é possível terem-se construído edificações nesse parque, sem se ter estudado o uso apropriado a lhes dar e para que servirão? Para além de não ter sido prevista a qualificação das acessibilidades, como estava previsto no projecto inicial, a este Parque Urbano, tornando-o longínquo do usufruto por parte dos Setubalenses.” – acrescenta o comunicado do PS:
Projecto sem qualquer sustentabilidade de financiamento para construir um centro cultural
“Por outro lado é com espanto que assistimos ao peditório público para recolher a contribuição dos cidadãos na reabilitação do Cine-Teatro Luísa Todi. Como é possível gastar toda a verba do contrato de reequilíbrio financeiro e aumentar significativamente o endividamento do município nos últimos seis anos e solicitar-se ao Munícipes que contribuam com ajuda financeira para esta obra?
Quais são as responsabilidades da Câmara neste constante queixume de incapacidade para cumprir com os seus deveres para com os cidadãos? É que em simultâneo, a autarquia anuncia a sua intenção de adquirir o Quartel do 11, por várias centenas de milhares de euros, quando há seis anos desperdiçou a possibilidade de executar em parceria com o governo a instalação de uma escola de hotelaria no local, seduzindo os cidadãos, como agora se veio a verificar, para um projecto, sem qualquer sustentabilidade de financiamento, para construir, aí, um centro cultural.” – sublinha a finalizar o comunicado de Luis Gonelha, presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Setúbal.













