Mulheres Socialistas de SetúbalNão aceitamos que se olhe para Portugal de forma miserabilista e fatalista
“O Distrito de Setúbal contará em breve com o Aeroporto Internacional de Lisboa, com a Ponte Chelas/Barreiro, com a plataforma logística do Poceirão, com o TGV, com a passagem do IP8 a auto-estrada, com o fim da obra do metro ao sul do Tejo, com o alargamento da Portucel e da plataforma industrial de Sines, com os empreendimentos turísticos no litoral alentejano, que mudarão para sempre e apagarão de vez os momentos menos felizes de épocas não muito longínquas do Distrito de Setúbal” – refere a saudação das mulheres socialistas.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal:
Saudação à Liberdade
Mensagem das Mulheres Socialistas de Setúbal pelo 25 de Abril
O Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal saúdam a liberdade, saúdam a democracia, neste período de comemoração da revolução de Abril e do Dia dos Trabalhadores(as).
Saudamos também os 35 anos do Partido Socialista que, visionariamente se constituiu na Alemanha a 19 de Abril de 1973, um ano antes da Revolução dos Cravos, criando assim condições, com apoio internacional, para realizar a batalha decisiva nas ruas contra uma ditadura mascarada que se forjava nas sombras da democracia e que Soares e Zenha astutamente, com o povo, souberam impedir.
Os 34 anos da Revolução de Abril foram fundamentais para o desenvolvimento de Portugal inserido num contexto mais alargado que é o espaço europeu. Quem conheceu Portugal na década de 70 e conhece Portugal hoje, não pode deixar de ficar impressionado com as mudanças operadas, mudanças essas que têm uma projecção impar na vida dos cidadãos e das cidadãs.
Em 1974 vivíamos num país de mínimos sociais, hoje vivemos, apesar das dificuldades sentidas, num país de bem estar, num país onde os níveis de exigência são elevados, num país onde a maioria dos cidadãos, com maior ou menor dificuldade, têm acesso aos bens de consumo (casa, carro, telemóvel, férias), num país onde existe protecção social.
Toda esta conquista, todo este caminho fez-se num contexto democrático, com a participação das diferentes forças políticas, com especial destaque para o PS que, através da conquista da liberdade nas ruas, através da adesão à União Europeia, através da entrada para a moeda única, através da aprovação do Tratado de Lisboa durante a última Presidência Portuguesa da União Europeia, através da responsabilidade democrática, tornou Portugal naquilo que hoje é, um país europeu, um país desenvolvido entre os mais desenvolvidos do mundo.
Nós não aceitamos que se olhe para Portugal de forma miserabilista e fatalista, porque nos orgulhamos do percurso democrático alcançado, um percurso progressista. Somos membros de direito da Europa Comunitária, criámos o rendimento Mínimo Garantido, criámos o Complemento Solidário para Idosos, pusemos as contas públicas em ordem, realizámos o acordo histórico do Salário Mínimo, despenalizámos a Interrupção Voluntária da Gravidez, introduzimos a Lei da Paridade, fizemos aprovar a alteração da Lei do Divórcio e faremos mais em nome do progresso, do desenvolvimento, da solidariedade, do sonho da liberdade de Abril.
A alteração ao Código do trabalho que está na ordem do dia vem também ela marcar a agenda do progresso em Portugal. Queremos um Código do Trabalho que defenda os trabalhadores e as trabalhadoras, porque este não é um valor à esquerda da esquerda socialista, este é um valor intransigente dum Portugal que se quer democrático, competitivo, criador de bem-estar social.
Mas também queremos um código do trabalho que promova o investimento, que defenda os postos de trabalho, que afirme o mercado português. Porque sem postos de trabalho não há direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. É necessário flexibilizar a legislação laborar que é a mais rígida da Europa, mas em simultâneo garantir a defesa dos direitos de quem trabalha.
A revolução dos cravos que acordou Portugal há 34 anos de anos trazendo esperança e confiança no futuro concretiza-se todos os dias, com todos nós, homens e mulheres portugueses.
Também hoje, aqui no nosso Distrito, o Governo Socialista está a concretizar Abril.
O Distrito de Setúbal contará em breve com o Aeroporto Internacional de Lisboa, com a Ponte Chelas/Barreiro, com a plataforma logística do Poceirão, com o TGV, com a passagem do IP8 a auto-estrada, com o fim da obra do metro ao sul do Tejo, com o alargamento da Portucel e da plataforma industrial de Sines, com os empreendimentos turísticos no litoral alentejano, que mudarão para sempre e apagarão de vez os momentos menos felizes de épocas não muito longínquas do Distrito de Setúbal.
O futuro é hoje.
Com orgulho e sempre com o 25 de Abril na memória, dizemos
Viva o 25 de Abril
Viva o Distrito de Setúbal
Viva Portugal













