Fórum Distrital de Setúbal de Segurança RodoviáriaGoverno Civil pretende “marcar com a devida visibilidade” os sete pontos negros no Distrito de Setúbal
De acordo com Eurídice Pereira, durante o mesmo período, registaram-se, ainda, 864 feridos graves, 51 dos quais no Distrito, valores que representam menos seis vítimas mortais e trinta e dois feridos graves no Distrito, em relação ao período homólogo do ano passado.

Por Jornal Rostos
Mas, apesar de Portugal ter obtido resultados acima dos objectivos definidos no Plano Nacional de Prevenção Rodoviária e de ter registado um decréscimo significativo no impacto mais dramático da sinistralidade rodoviária, “o Governo pretende, até 2015, situar-se entre os 10 Estados-Membros da União Europeia com as taxas de sinistralidade mais baixas”, salvando 2700 vidas, explicou Eurídice Pereira, lembrando que o Governo Civil do Distrito de Setúbal assumiu a luta contra a sinistralidade como uma missão de serviço público, a que ninguém não pode ficar alheio.
A segurança na estrada depende de todos
“A segurança na estrada depende de todos. A estrada tem de ser um palco privilegiado de civismo, no respeito pela vida humana. A realidade nua e crua é a de que cada um de nós é potencial alvo da sinistralidade se não percebermos que o caminho é o da paz na estrada”, disse.
Marcar “com a devida visibilidade” os sete pontos negros registados em 2007
Eurídice Pereira revelou, ainda, que o Governo Civil pretende, dentro em breve, marcar “com a devida visibilidade” os sete pontos negros registados em 2007 no Distrito de Setúbal. “Com isto aposta-se na informação do condutor, mas fundamentalmente induzi-lo a uma reflexão que colabore no seu modo de agir”, explicou.
O Fórum Distrital de Segurança Rodoviária pretendeu divulgar a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR) e recolher vários contributos para o documento final da mesma e a sua posterior implementação. Para isso foram convidados a participar no debate as Forças de Segurança do Distrito, as Associações de Bombeiros, Escolas Secundárias e de Ensino Superior, as Escolas de Condução, as Autarquias e serviços desconcentrados.
Nas duas últimas décadas morreram nas estradas portuguesas 40 mil pessoas
A expectativa da ANSR é que em 2015 Portugal se situe numa posição confortável entre os 27 países da União Europeia, apresentando indicadores de sinistralidade ao nível da Austrália e Luxemburgo, países que em 1975 integravam o conjunto que ultrapassava os 300 mortos por milhão de habitantes e que hoje se situam abaixo da média europeia.
De acordo com Paulo Marques, presidente da ANSR, são 10 os objectivos estratégicos e 28 os objectivos operacionais da ENSR, estando “neste momento 14 grupos de trabalho a trabalhar na definição das acções chave com o objectivo de chegarmos a 2015 com 102 mortos por milhão de habitantes”.
João Queirós, representante do Instituo Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), que está a elaborar o documento, lembrou ainda que nas duas últimas décadas morreram nas estradas portuguesas 40 mil pessoas, um número que equivale, por exemplo, ao total da população do Barreiro.













