Bloco de Esquerda – SetúbalNas autarquias do distrito de Setúbal Bloco de Esquerda é a única alternativa à alternância PCP/PS
“O distrito de Setúbal é uma região com fortes desigualdades sociais e económicas, com carências múltiplas que se repercutem na qualidade de vida das pessoas, com assimetrias que decorrem da dependência periférica de Lisboa nos concelhos do norte do distrito, e por zonas sobre enorme pressão especulativa e depredatória nos concelhos a sul, particularmente os litorais.” – sublinha a nova direcção distrital do Bloco de Esquerda de Setúbal.

Por Jornal Rostos
A organização distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda elegeu a nova Comissão Coordenadora para o biénio 2008/2010, em Assembleia Distrital, realizada nos Bombeiros Voluntários do Pinhal Novo.
Foi apresentada uma única lista ao sufrágio tendo como primeiros nomes Mariana Aiveca e Fernando Rosas.
“O distrito de Setúbal é uma região com fortes desigualdades sociais e económicas, com carências múltiplas que se repercutem na qualidade de vida das pessoas, com assimetrias que decorrem da dependência periférica de Lisboa nos concelhos do norte do distrito, e por zonas sobre enorme pressão especulativa e depredatória nos concelhos a sul, particularmente os litorais.” – sublinha a nova direcção distrital do Bloco de Esquerda de Setúbal.
Interesses imobiliários continuam a impor-se em detrimento da qualidade do ambiente urbano
Acrescenta que – “tais desigualdades reflectem-se desde logo no acesso ao emprego, no agravamento da pobreza, aos serviços públicos mais básicos como a saúde e a educação, às dificuldades de mobilidade, sem transportes públicos que sirvam de facto as necessidades das populações.
Também a desigual distribuição da população no distrito reflecte a ausência de políticas responsáveis de urbanismo e ordenamento do território. Os interesses especulativos e imobiliários continuam a impor-se em detrimento da qualidade do ambiente urbano e da vida das pessoas, como o demonstram os grandes projectos imobiliários que vão desde Sesimbra até ao Litoral Alentejano, fortemente comprometidos com o capital financeiro.”
Defendemos um desenvolvimento sustentável e melhor qualidade de vida
“Para um desenvolvimento mais justo e sustentável é necessário inverter a lógica centro-periferia. O avanço da habitação não corresponde às necessidades reais da população, nem tem em conta a rede de transportes existentes. A concentração e a dependência de Lisboa em termos de emprego obrigam a movimentos pendulares diários, que também implicam um forte impacto negativo no ambiente e na qualidade de vida das pessoas. Esta situação agrava-se com uma rede de transportes que é desarticulada, que funciona segundo a lógica do sector privado, demasiado cara para quem tem de fazer longos percursos ou usar vários transportes. As cidades devem ser planeadas com infra-estruturas e serviços, prevendo transportes colectivos, espaços públicos, viabilidade económica e sustentabilidade ecológica. É urgente impedir o avanço das cidades dormitórios. Para combater esta realidade, devemos promover o amplo debate e a mobilização cidadã sobre estas questões. Exigir a participação democrática, é exigir uma ampla discussão sobre obras que podem colocar em causa o ambiente e/ou a qualidade de vida das populações, mesmo que rotuladas de interesse nacional ou regional, como por exemplo, o novo aeroporto de Alcochete ou a nova travessia do Tejo.” – sublinha a nova direcção distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda.
O centro dos nossos combates
“A política do actual governo também tem agravado as desigualdades sociais porque é de ataque ao Estado Social. A ofensiva neoliberal sobre o Estado Social assenta na privatização e na extinção dos serviços públicos.
As consequências dessas políticas são visíveis e têm agravado problemas sociais como a pobreza, a exclusão social, a violência sobre as mulheres e as múltiplas discriminações de género. Os imigrantes e os seus descendentes são uma grande parte da população do distrito. Este sector da população continua em muitos casos guetizado, com dificuldades de acesso aos serviços públicos e ao trabalho com direitos.
O nosso desafio é o de construir uma agenda distrital com alternativas políticas, que respondam aos problemas e dificuldades, identificando territórios domínios e instituições onde as e os cidadãos são feridos na sua dignidade e ultrajados nos seus direitos. Alternativas que sejam mobilizadoras e que respondam aos problemas sentidos. O centro dessa intervenção passa pela defesa dos serviços públicos como condição da própria democracia.
O Distrito de Setúbal possui um enorme potencial de pessoas (desempregadas, assalariadas e precárias) que se sentem profundamente atraiçoadas com as promessas do PS e a sua actuação neoliberal. São essas franjas que temos obrigação de envolver e com elas fazer alianças muitas vezes “atacando juntos e marchando separados” para melhor responder às actuais políticas.” – salienta o BE.
Precisamos de ampliar, reforçar e crescer
“O trabalho com as estruturas locais do Bloco de Esquerda na elaboração de agendas de intervenção que respondam aos problemas específicos de cada zona, contribuindo desta forma para a consolidação do trabalho do Bloco e ganhar novos espaços junto das populações é um compromisso desta candidatura.
No nosso distrito o Bloco de Esquerda aprofundou o conhecimento da realidade local, esteve presente nos movimentos cidadãos fazendo eco das suas/nossas reivindicações e fez o seu caminho através de acções políticas que marcaram a agenda local e nacional. Iniciativas como a “Marcha pelo Emprego”, a campanha pela despenalização do aborto (onde conseguimos intervir em unidade com muitos/as pessoas de outros partidos e sem partido), os 100 anos da CUF, as jornadas ambientais e os encontros distritais autárquicos, são bons exemplos entre tantas outras iniciativas que marcaram positivamente. Sabemos porém que é possível ir mais longe. Por isso estaremos empenhados em envolver mais pessoas na dinâmica bloquista, em melhorar a comunicação interna/externa dando maior visibilidade à proposta política e em ampliar iniciativas que sejam espaços de debate público.” – refere a direcção Distrital do Bloco.
Bloco de Esquerda tem condições para se afirmar com uma verdadeira alternativa à alternância PCP/PS
“No distrito de Setúbal, em termos de política autárquica, só o Bloco de Esquerda tem condições para se afirmar com uma verdadeira alternativa à alternância PCP/PS. Denunciando também aquilo que tem sido a capitulação dessas duas forças políticas perante o avanço da especulação imobiliária.
Partiremos para as próximas eleições (legislativas, autárquicas, europeias) com ganhos no capital de confiança das populações e com o firme compromisso de apresentar listas e programas próprios. É fundamental, no entanto, que estes ganhos se concretizem em votos, o que requer, desde já, amplo esforço de ligação da estratégia política à coesão da organização.
O desafio é pois o de se aliar imaginação ao conhecimento concreto dos problemas; o trabalho de organização, ampliação e discussão participada e democrática.
O desafio é o de continuar a afirmar o Bloco como alternativa política no distrito de Setúbal.” – sublinha a finalizar a Direcção Distrital de setúbal do Bloco de Esquerda.













