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Bastidores

Seminário “Indústrias de Alto Risco e Segurança Industrial” no BarreiroDistrito de Setúbal deverá sofrer uma reconfiguração na área do socorro

Os novos investimentos previstos para o Distrito vão obrigar, em breve, a uma reconfiguração na área do socorro.
A ideia foi expressa pela Governadora Civil do Distrito de Setúbal, Eurídice Pereira, e pelo Secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, durante o Seminário “Indústrias de Alto Risco e Segurança Industrial”, que se realizou no Auditório Augusto Cabrita, no Barreiro.

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Seminário “Indústrias de Alto Risco e Segurança Industrial” no Barreiro Distrito de Setúbal deverá sofrer uma reconfiguração na área do socorro

Por Jornal Rostos

O evento, promovido pelo Governo Civil do Distrito de Setúbal, em colaboração com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), inscreve-se no grande objectivo estratégico que o Governo Civil definiu no Plano de Actividades para 2008: “Reduzir a ocorrência de catástrofes e minimizar as ocorrências”, conforme lembrou a Governadora Civil do Distrito, Eurídice Pereira. “Este objectivo estratégico tem três finalidades: contribuir para o conhecimento profundo dos factores de risco inerentes ao território; contribuir para a disseminação e divulgação destes a todos os agentes da Protecção Civil e cidadãos; e contribuir para o cumprimento adequado da legislação em vigor, visando a diminuição das consequências das catástrofes. Assim, a promoção e implementação de acções de formação e reflexão constituem-se como aposta para quem tem responsabilidades na área da Prevenção e Socorro neste Distrito”, afirmou, lembrando à plateia que estão implementadas no Distrito “20 das 50 indústrias de maior risco do País, o que representa que só neste território estão concentrados 40% dos riscos industriais nacionais”.

Pensar em novas infra-estruturas para o Centro Distrital de Operações de Socorro

Ainda assim, ressalvou Eurídice Pereira, “a estrutura legislativa que dá corpo à Protecção Civil no Distrito tem sabido dar resposta às adversidades e às situações que merecem acção pronta e eficaz”. A Governadora Civil de Setúbal aproveitou a ocasião para expor, aos presentes, aquelas que serão no futuro as incumbências dos decisores na área da Protecção Civil, considerando os fortes investimentos na região. “O Distrito de Setúbal terá muito em breve projectos de grande envergadura que obrigarão a uma reconfiguração na área do socorro, adequada à realidade futura. Refiro-me ao novo aeroporto, à ponte Chelas Barreiro, à Plataforma Logística do Poceirão, ao traçado do TGV, à Plataforma Petroquímica de Sines, aos projectos turísticos do Litoral Alentejano e de Sesimbra. Este conjunto de investimentos, alguns em curso, irão revolucionar este Distrito e, ao valor acrescentado em termos económicos e de emprego, deve corresponder uma capacidade operacional de socorro. Ao invés de nos afligir, deve esta perspectiva de futuro, estimular-nos e pensar em novas infra-estruturas para o Centro Distrital de Operações de Socorro, no reforço de equipas permanentes e nas potencialidades de QREN para uma resposta em matéria de Protecção Civil”, explicou. Para o efeito, Eurídice Pereira disse que a breve prazo, “vai procurar reunir-me com os responsáveis máximos do Governo para que se comece a olhar para o futuro numa perspectiva de diferenciação positiva para as funções” enunciadas. “É o momento de começarmos a trabalhar para aquilo que vai surgir”, reforçou.

Começar a pensar-se para esta região num plano específico

Sobre este assunto, o Secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, concordou com a necessidade de se criar um plano exclusivo para o território.
É preciso “começar a pensar-se para esta região num plano específico, mais adequado, que abranja não só o concelho do Barreiro, mas eventualmente outros. Ainda temos de ver qual a escala em que será abordado e qual a figura de âmbito territorial adequada”, esclareceu, ressalvando que fica a aguardar por uma proposta da Governadora Civil sobre esta matéria. Este plano, disse, “não é só necessário, mas é um dever” e nele devem-se envolver “fortemente as empresas, que têm aqui grandes responsabilidades e grandes interesses” e “os corpos de bombeiros”.
No final do encontro, o Secretário de Estado fez votos para que este tipo de iniciativas decorram com regularidade e que nos próximos seminários sejam, também, abordados outros riscos que existem no Distrito de Setúbal.

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