Luís Rodrigues – PSD SetúbalNão se pode continuar a encarar o Distrito de Setúbal como uma quinta isolada

Por Jornal Rostos
“Sabemos que a Península de Setúbal é a principal base de apoio do PCP. Sem o poder que detém nas autarquias locais deste território, a sua representatividade nacional estaria fortemente afectada.
Compreende-se que a componente eleitoral tenha nesta iniciativa do PCP um papel importante, não deixando no entanto de alertar a opinião pública para as promessas demagógicas e reiteradas do PS e do Governo.” – sublinhou o deputado Luís Rodrigues do Partido Social Democrata.
PCP reivindica tudo e mais alguma coisa com o mesmo grau de prioridade
“Sabendo o PCP que nunca terá a responsabilidade governativa, pode criar todas as ilusões utilizando a sua velha e desgastada táctica: o PCP reivindica tudo e mais alguma coisa com o mesmo grau de prioridade, ou seja, exige fazer tudo ao mesmo tempo, como se todos os investimentos de Portugal para os próximos anos estivessem concentrados hoje na Península de Setúbal.
Como isto não é possível, e o PCP sabe-o, este partido aproveita para depois acusar os diversos Governos pela não execução desses investimentos, dizendo que o PCP até os propôs na AR.” – acrescentou Luís Rodrigues na sua intervenção no Parlamento.
PCP atribui a outros todas as responsabilidades pelas maleitas deste território
“Por outro lado, é muito estranho que um partido que detém a larga maioria do poder nos municípios e freguesias de Setúbal desde o 25 de Abril, atribua a outros todas as responsabilidades pelas maleitas deste território.
Assim, não tendo as autarquias locais de Setúbal qualquer responsabilidade em encontrar soluções para o desordenamento do território, a degradação dos centros urbanos, a não erradicação de bairros de lata e de bairros clandestinos e para o congestionamento do tráfego nas vias municipais, entre outros problemas, então não vale a pena existirem.” – referiu Luís Rodrigues.
Governo do PS não tem encontrado soluções para os problemas
“No entanto, grande parte das preocupações aqui levantada têm razão de ser pois, os sinais de crise são por demais evidentes sem que o Governo do PS tenha, ao fim de mais de três anos de mandato, encontrado soluções para os problemas e um rumo para o País e para o Distrito de Setúbal.
O PS é reincidente nas promessas e um “mãos largas” nos anúncios, mas muito avarento na sua concretização.
Os argumentos para adiar e atrasar os investimentos são utilizados até à exaustão.
Quase no final do mandato o PS apenas tem sonhos para apresentar e pesadelos para oferecer.
Infelizmente, a realidade do bolso dos cidadãos e das empresas é muito diferente da imagem que o Governo pretende transmitir.” – sublinhou o deputado do PSD.
Não se pode continuar a encarar o Distrito de Setúbal como uma quinta isolada
“Concluindo, não se pode continuar a encarar o Distrito de Setúbal como uma quinta isolada do resto do mundo, separada por um qualquer muro no imaginário de alguns colectivismos já desaparecidos.
O PSD, sem regionalismos, defende uma estratégia de desenvolvimento do País e do Distrito de Setúbal que passe por definir objectivos ambiciosos, mas exequíveis, que passe por definir prioridades sérias e que passe também por adequar essa estratégia à realidade, não hipotecando as gerações futuras.” – salientou a finalizar a sua intervenção o deputado social democrata.













