Vítor Ramalho – PS SetúbalProposta de Resolução do PCP “é uma oportunidade falhada”
funcionando como porta de entrada e de saída da Europa, será cada vez mais a plataforma motora do próprio desenvolvimento do país e da afirmação dele no mundo”
O deputado socialista sublinhou, igualmemte - “os elevados níveis de qualidade de desenvolvimento do distrito, o que o Governo seguramente agradece.”

Por Jornal Rostos
O Deputado Vítor Ramalho, eleito pelo PS, pelo círculo eleitoral de Setúbal, na Assembleia da República, no decorrer do debate sobre Projecto de Resolução apresentado pelo PCP, sobre a estratégia de desenvolvimento para o Distrito de Setúbal (PDIPS e PDIAL), referiu que – “O distrito de Setúbal foi, todos o sabemos, um distrito-problema. Vai deixar de o ser. Mais! Já está a deixar de o ser.
Pela sua localização geográfica, pela centralidade, pela relação euro-atlântica,
funcionando como porta de entrada e de saída da Europa, será cada vez mais a plataforma motora do próprio desenvolvimento do país e da afirmação dele no mundo”
Investimentos públicos e público-privados
Segundo Vítor Ramalho sublinhou na Assembleia da República – “Os investimentos públicos e público-privados projectados, desde a 3ª travessia do Tejo, passando pelo aeroporto internacional, prosseguindo pela maior plataforma logística do país no Poceirão, e do metro ao sul do Tejo, até ao alargamento da fábrica da Portucel, bem como o novo enquadramento turístico na Costa Alentejana, o maior do país neste domínio, que se estende complementarmente a Alcácer do Sal, terminando no IP8 que liga Sines a Beja, de par com a reestruturação dos portos, para já não falar no troço do TGV que ligará o Poceirão a Caia, e o incremento em curso na plataforma industrial,
falam por si.”
PCP sentado incomodamente numa mera maioria conjuntural autárquica
“O PCP sabe disso tal como sabe por efeito dos resultados de sucessivas eleições legislativas ganhas confortavelmente pelo PS que o coração dos cidadãos do distrito bate ao ritmo da esquerda, uma esquerda tolerante e universalista, que o PS protagoniza.
É isso que preocupa o PCP, sentado incomodamente numa mera maioria conjuntural autárquica, que aliás é afectada sempre que os eleitores afluem às urnas em número superior ao que é infelizmente normal ocorrer em eleições autárquicas. Foi assim em Setúbal, como foi em Grândola, em Alcácer ou no Barreiro.” – sublinhou o deputado do Partido Socialista.
A direita, do CDS ao PSD, não conta para este campeonato
“Obviamente que a direita, do CDS ao PSD, não conta para este campeonato. Nunca tiveram a gestão de uma Câmara no distrito. Vaticino que vai continuar a ser assim.
Quanto ao BE, apesar dos resultados autárquicos alcançados nas últimas eleições, como por exemplo, em Sesimbra, de 10,6%, não elegeu nenhum vereador. O que quer dizer que estes votos foram perdidos.” – acrescentou o deputado socialista.
Proposta de Resolução é uma oportunidade falhada
“Voltemos à resolução do PCP. Nós, PS, entendemos, ao contrário dos proponentes, que tudo aquilo que sirva o distrito e as suas gentes, venha de onde vier é de aplaudir. E mais! Queremos conjugar esforços. Sempre o dissemos. Não somos sectários.
Só que esta Proposta de Resolução é uma oportunidade falhada para esse objectivo. Os planos, dois, que se pretendem criar para o litoral alentejano e para a península de Setúbal integram na maior parte dos casos objectivos que são pura e simplesmente de âmbito nacional, os específicos do distrito como os investimentos acima referidos foram lançados – e bem – pelo actual governo e a criação de mais estruturas de alegado acompanhamento, não fazem qualquer sentido.” – referiu Vítor Ramalho, na sua intervenção na Assembleia da República.
Elevados níveis de qualidade de desenvolvimento do distrito
“E não fazem porque no que respeita ao litoral alentejano a AMLA já terminou um projecto articulado e como é referido no próprio preâmbulo da Resolução, são inúmeros os instrumentos de planeamento existentes, para além do QREN. Incluindo o do Plano Estratégico que envolve todos os municípios, integrando 239 entidades públicas e privadas.
Por todas estas razões, o PS votará obviamente contra, não sem que reconheça que o PCP fez anotar no preâmbulo – e bem – os elevados níveis de qualidade de desenvolvimento do distrito, o que o Governo seguramente agradece.
Desejaríamos que o nosso voto fosse outro. E não seria se antes o PCP tivesse colocado à consideração dos demais partidos uma ideia que fosse consensualizadora de desígnios comuns para bem do distrito, porque os há.” – sublinhou a finalizar Vítor Ramalho, deputado socialista e líder distrital.













