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Bastidores

Direcção Regional do PCP SetúbalPS opta por uma visão caótica, subordinada à lógica das multinacionais

. PS e PSD chumbam projecto de Resolução apresentado pelo PCP na Assembleia da República

“Começa mal o Governo, ao impor à região medidas «preventivas» para a construção do novo aeroporto que são um verdadeiro acto de expropriação de competências às autarquias locais e que, abrindo campo a decisões discricionárias por organismos do poder central, estabelecem restrições excessivas e desproporcionadas à vida das populações locais.” – sublinha o Executivo da DORS do PCP.

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Direcção Regional do PCP Setúbal PS opta por uma visão caótica, subordinada à lógica das multinacionais

Por Jornal Rostos

O Grupo Parlamentar do PCP propôs na Assembleia da República a discussão do projecto de resolução sobre a estratégia de desenvolvimento do distrito de Setúbal que, sublinha o Executivo da DORS do PCP “discutiu e apresentou amplamente às instituições da região.”

Grandes linhas de desenvolvimento estratégico

“Trata-se de um projecto de resolução que, partindo de uma profunda e detalhada análise da situação e da realidade do distrito, da sua diversidade, potencialidades e problemas, propõe um conjunto de
objectivos e grandes linhas de desenvolvimento estratégico nas áreas das acessibilidades e transportes, da valorização territorial e ambiental,
da construção e requalificação do parque escolar, da educação e qualificação profissional, do reforço da rede de cuidados de saúde, da promoção da protecção social, do desenvolvimento do aparelho produtivo, da inovação e da qualidade, do desenvolvimento turístico, da dinamização do sector primário e da valorização do potencial estuarino.” – sublinha o Executivo da DORS do PCP.

Proposta do PCP que o Governo PS recusou durante décadas

Segundo refere o Executivo da DORS do PCP - “Trata-se de enquadrar e aproveitar o impacto de importantes infra-estruturas, integradas na proposta do PCP, que o Governo PS recusou durante décadas, numa obstinação que incluiu a utilização de
declarações insultuosas e ridículas como as proferidas pelo ministro Mário Lino sobre o «deserto da Margem Sul». Atitude que teve de ser corrigida frente à determinação das reivindicações das populações da região e ao acerto da estratégia regional contida no PEDEPES.”

Investimentos não podem ser pretexto para o corte ou a limitação do investimento

“A implantação do aeroporto, a alta velocidade ferroviária, a ponte Barreiro – Chelas, a plataforma logística do Poceirão e os investimentos que comportam não podem ser pretexto para o corte ou a limitação do investimento que garanta o equilíbrio no desenvolvimento dos concelhos.
Não podem ser, como muitas vezes tem acontecido no país, vias rápidas que levam a riqueza para bem longe das populações que deviam servir.
Começa mal o Governo, ao impor à região medidas «preventivas» para a construção do novo aeroporto que são um verdadeiro acto de expropriação de competências às autarquias locais e que, abrindo campo a decisões discricionárias por organismos do poder central, estabelecem restrições excessivas e desproporcionadas à vida das populações locais.” – sublinha o Executivo da DORS do PCP.

PS opta por uma visão caótica, subordinada à lógica das multinacionais

“Ao recusar na Assembleia da República este projecto de resolução, o PS opta por uma visão caótica, subordinada à lógica das multinacionais e
dos grandes grupos económicos e financeiros, em vez de se integrar numa visão global sobre os problemas a resolver, potencialidades a aproveitar, integrando pequenos e grandes projectos, investimento público e privado, nacional e estrangeiro, com o Estado a assumir as suas responsabilidades. Na verdade, o PS furtou-se ao debate político concreto e construtivo que o assunto exigia, fugindo simplesmente à apreciação das propostas concretas que o PCP apresentou e rejeitando-as com o voto contra, mais uma vez ao lado do PSD.” – acrescenta o comunicado do Executivo da DORS do PCP.

PS recusa o desenvolvimento integrado do distrito

“O PS, com esta posição, recusa o desenvolvimento integrado do distrito, ao serviço da sua população e recusa uma perspectiva de participação democrática e qualificada assente no envolvimento das estruturas
regionais, autarquias e associações de municípios, entidades económicas e empresariais, organizações sindicais, estruturas associativas do mais diverso tipo.
O PCP não desistirá de intervir com empenho e determinação pelo desenvolvimento da região e do país, e continuará a defender a concretização desta iniciativa integrada, cuja importância é decisiva
para esse objectivo, considerando que só o incremento do tecido produtivo e a criação de postos de trabalho podem garantir as condições necessárias a um efectivo desenvolvimento económico e social.” – sublinha a finalizar o Executivo da DORS do PCP.

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