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Bastidores

CDS-PP BarreiroAcerca da requalificação do centro do Barreiro

Fazer do Barreiro uma cidade séria. Observar que muito poucos estabelecimentos comerciais vão poder fazer frente e subsistir no enquadramento com o novo Fórum. Apenas os que se constituírem como uma alternativa de qualidade e especificidade o vão conseguir, partindo do principio que não haverá lugar a subsídio municipal e nesse caso coloca-se a pergunta… destinado a quem? Quem lá compra ou quem lá vende?

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CDS-PP Barreiro Acerca da requalificação do centro do Barreiro

Por Jornal Rostos

“CDS-PP a nossa opinião”

Atentos ao desenrolar das construções em torno da requalificação do centro do Barreiro, não podia-mos deixar de debater, também nós em praça pública, o efeito do planeamento para esta zona.

Nem o PCP local, que congrega a simpatia e militância da quase totalidade das “gerações sénior” e que viu seus filhos e netos a terem de procurar o seu trabalho em Lisboa, certamente com as suas preocupações focadas na acessibilidade na deslocação e no, inevitável mas tão difícil de alcançar, conforto das suas famílias; nem o PS local, que se constitui com as gerações moderadas e que sonhou construir em 4 anos o futuro de uma terra que ainda o vê como um estranho, procurando revelar a cada fôlego o que podia fazer melhor.
Não cremos que tenham realmente chegado a um impasse sobre o que pode ser avaliado em termos da edificação do centro e do modelo urbanístico e económico para essa área. Alguma coisa está mal quando se diz, por um lado, que o mercado 1º de Maio está mal assegurado e, por outro lado, que o parque para estacionamento não é um equipamento necessário.

Então se vão existir mil estabelecimentos comerciais, com as mais variadas tendências e valências e que vai possivelmente atrair consumidores de toda a área regional que circunda o Barreiro trazendo mais-valia para a nossa cidade na rede urbana em que se inscreve. Se vai possivelmente incluir um espaço comercial para os mesmos produtos a um preço seguramente inferior ao praticado no mercado 1º de Maio… de que estamos a falar? De termos uma casa de férias no andar de cima da nossa habitação fixa e dizermos que bastará para sempre apenas um lugar no parque de estacionamento que as serve… Se há, de facto, riscos evidentes não resolvidos pela gestão da estrutura que alberga o espaço para o mercado porque não foram notificados o corpo de gestão desse equipamento e/ou as autoridades competentes para a auditoria desse risco?

Fazer do Barreiro uma cidade séria. Observar que muito poucos estabelecimentos comerciais vão poder fazer frente e subsistir no enquadramento com o novo Fórum. Apenas os que se constituírem como uma alternativa de qualidade e especificidade o vão conseguir, partindo do principio que não haverá lugar a subsídio municipal e nesse caso coloca-se a pergunta… destinado a quem? Quem lá compra ou quem lá vende?
É sabido que é no centro que se encontra a maior parte dos serviços não comerciais, bancos, imobiliárias, repartições estatais e municipais, seguradoras, agências de negócios, para além dos estabelecimentos reconhecidos e com passado.
É natural que se façam representar nesse hipotético centro e aproveitando a mais-valia do novo Fórum como equipamento e pólo de atracção e visibilidade.
É natural que o planeamento para essa zona inclua zonas verdes, áreas de trânsito interdito, zonas de lazer e de recreio e pontos de encontro para todos os barreirenses. Não é suposto criar filas de trânsito intermináveis nos fins-de-semana e dias feriados, nem criar um verdadeiramente insustentável humor junto do edifício de maior susceptibilidade e respeitabilidade que lá se encontra - o próprio edifício da Câmara Municipal. A bem de todos nós.”
Esta é uma tomada de posição da Comissão Polítca Concelhia do Barreiro do CDS/PP.

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