Festa do Avante – SeixalMobilizar os trabalhadores contra as inaceitáveis propostas de alteração ao Código do Trabalho

Por Jornal Rostos
“Juntos quisestes fazer desta moldura humana, a transbordar de juventude, a imagem mais genuína deste acontecimento político e cultural que deve ser entendido no antes, durante e depois da Festa, neste resgate e vivência dos valores da amizade, da fraternidade, da solidariedade e esperança, ao arrepio dos valores prevalecentes do egoísmo, do salve-se quem puder, do individualismo e do conformismo.” – sublinhou Jerónimo Sousa.
Sonho colectivo de transformação social
O Secretário-Geral do PCP referiu - “Como fazem?”, “como conseguem?” – perguntam-nos, acrescentando – “Não encontramos resposta mais certa - que é o fascinante espelho e resultado do Partido que temos e do grande colectivo que somos, colectivo construído e edificado num fazer e refazer permanente em torno de um projecto, de um ideal que, tal como a Festa do “Avante!”, cada um o sente como seu e sua e simultaneamente nosso e nossa, ao serviço dos trabalhadores e do povo português.”
“Que força é esta amigos? De facto só se entende se se entender o Partido Comunista Português, a sua forma de estar na vida e na política, este sonho colectivo de transformação social.” – sublinhou Jerónimo Sousa.
Ficássemos com a despesa e devolvêssemos as receitas ao Estado
“Porque não suportam a natureza, a identidade e o seu projecto transformador, a sua independência, inclusive a sua independência financeira do grande capital, dos seus favores e pagamentos. Tivemos como prelúdio a repetição de inventonas, algumas delas até requentadas e “igualinhas” às do ano passado.
Aprovaram uma Lei dos Partidos para impor um modelo único (o seu modelo) a todos os Partidos e a ingerência do Estado na sua vida interna.
Aprovaram uma Lei de Financiamento dos Partidos que se por um lado permite financiá-los abundantemente, por outro inclui normas direccionadas exclusivamente contra o PCP e em particular contra a Festa do Avante!.
Quem vive à conta do Orçamento e, directa ou indirectamente, da ajuda amiga dos poderosos, não precisa, antes combate e tenta proibir, a iniciativa própria e a recolha de fundos do PCP.
E, se tais Leis por si justificam a sua revogação e alteração, há quem, nomeado para o efeito, seja “mais papista que o papa”, entre pela via da insolência da interpretação abusiva com exigências provocatórias e disparatadas que, em última análise, no balanço da Festa, levariam a que ficássemos com a despesa e devolvêssemos as receitas ao Estado.” – referiu na sua intervenção o Secretário-Geral do PCP.
Mobilizar os trabalhadores contra as inaceitáveis propostas de alteração ao Código do Trabalho
“Não os anima apenas o vezo anticomunista e antidemocrático mas uma perseguição que visa impedir a realização da Festa tal como ela é.
Que melhor resposta podemos dar que não seja aquela de uma Festa aberta a todos os que vierem por bem, que libertos de preconceitos queiram conhecê-la, que queiram conviver e desfrutar deste espaço solidário, agindo nós como serenidade e transparência.
É que eles e outros não suportam que, ao contrário das suas expectativas, análises e profecias, o Partido se reforçou, cresceu e avançou desde o XVII Congresso, que demonstrou que sim era possível um PCP mais forte e cuja ideia central no plano orgânico para o XVIII Congresso há-de ser: Adiante!.
Não suportam que este Partido, ao contrário das proclamações de aceitação das inevitabilidades e fatalidades face a uma política classista e injusta, se afirme como força da oposição e alternativa, que mobilizou esperanças e vontades para as lutas em defesa de causas, interesses e direitos dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos reformados, das camadas e classes antimonopolistas, das populações, dos que não têm voz. Que mobilizou e vai mobilizar os trabalhadores contra as inaceitáveis propostas de alteração ao Código do Trabalho que visam o retrocesso e o aumento da exploração dos trabalhadores lançando a partir da Festa do “Avante!” e até Outubro uma campanha de esclarecimento, mobilização e luta contra as alterações de retrocesso no Código do Trabalho, contra a precariedade, por melhores salários.” – acrescentou o líder do PCP.
Confiança de que é possível um Portugal mais justo
“Partido a quem não perdoam a sua concepção e carácter patriótico e internacionalista que, lutando no seu país, pelo seu país e pelo seu povo, é solidário com todos os povos que resistem e lutam contra as injustiças e pela independência e soberania, pelo direito de serem eles próprios a determinar e decidir do seu devir colectivo.
Partido que, num esforço militante a toda a prova, ergueu esta Festa enquanto simultaneamente prepara, sem comparação com qualquer outro Partido nacional, o seu XVIII Congresso, envolvendo os seus militantes em centenas de reuniões, plenários e assembleias para discutir as teses, fazer propostas, dar contribuições e eleger delegados sob o lema Por Abril, pelo Socialismo – um Partido mais forte!
Eis as razões que nos levam a confiar em mais uma grande Festa do “Avante!”.
Eis os fundamentos desta confiança inabalável no nosso Partido. Confiança que se ancora nos justos anseios e direitos dos trabalhadores e do povo português. Confiança de que é possível um Portugal mais justo, de progresso e com soberania, confiança que reside e se inspira na acção e na luta de milhões de seres humanos que acreditam e lutam para que seja possível um mundo melhor.
Agora vamos viver a festa!” – referiu Jerónimo Sousa, na sua intervenção que marcou, ontem, a abertura da Festa do Avante, na Atalaia, Seixal.
Reportagem na SAPO













