Na Assembleia da República - Bruno Dias - PCP SetúbalExige a reabertura dos SAP de Corroios e Seixal
No decorrer da discussão da Petição nº 417/X -Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal – que reivindica a reabertura dos serviços de Atendimento Permanente de Corroios e do Seixal no Concelho do Seixal”, o deputado Bruno Dias, do Partido Comunista Português, no Plenário da Assembleia da República, salientou que : “Para o Governo, estes milhares de pessoas são um “quase”, um pormenor estatístico.
No Concelho do Seixal (diz o Governo na sua resposta ao PCP), há 41.278 utentes sem médico de família – e isto, mesmo depois do encerramento dos SAP e das “limpezas de ficheiros”.
Perante a evidente falta de transportes públicos nesta área, o Governo encerra serviços de proximidade e as pessoas vivem pior!”

Por Jornal Rostos
“Em primeiro lugar, queremos saudar vivamente as Comissões de Utentes do Concelho do Seixal; e destacar esta notável participação dos utentes da saúde e das populações, lado a lado com os eleitos do Poder Local. Foi uma resposta inequívoca de protesto e de luta, que incluiu esta Petição com 40 mil subscritores. Aqui, não foram os patrões dos hipermercados que mandaram recolher assinaturas – foram as populações que se mobilizaram e se fizeram ouvir, exigindo a imediata reabertura dos SAP de Corroios e do Seixal.
O que se impõe é que o Governo de uma vez por todas ouça estas vozes e ponha cobro a esta situação inaceitável. Mas o Governo e a maioria PS fazem-se de cegos e surdos.” – referiu o deputado Bruno Dias, na sua intervenção na Assembleia da República.
Não é a fechar as portas aos serviços que os médicos hão de aparecer
“Aliás, o Grupo Parlamentar do PS até já aqui afirmou que nenhum SAP foi encerrado em Portugal. Hoje o PS ainda vai dizer que os SAP de Corroios e Seixal não eram SAP! O PS dirá de resto que o problema é a falta de médicos. E nós, que andamos há anos a alertar para isso, sublinhamos que não é a fechar as portas aos serviços que os médicos hão de aparecer...
Seguramente, o PS dirá ainda que os utentes destes serviços até ficaram melhor depois destes encerramentos! É o argumento habitual. Mas como o descaramento não tem limites, o Governo na resposta à Deputada Relatora escreve esta coisa extraordinária: «a quase totalidade dos utentes do Centro de Saúde do Seixal passou a ter médico de família atribuído, ficando a existir 4.787 utentes sem médico» - acrescentou o deputado do PCP.
.
No concelho do Seixal há 41.278 utentes sem médico de família
“Para o Governo, estes milhares de pessoas são um “quase”, um pormenor estatístico. No Concelho do Seixal (diz o Governo na sua resposta ao PCP), há 41.278 utentes sem médico de família – e isto, mesmo depois do encerramento dos SAP e das “limpezas de ficheiros”. Perante a evidente falta de transportes públicos nesta área, o Governo encerra serviços de proximidade e as pessoas vivem pior!
O encerramento destes SAP foi “comunicado” na véspera, com uma folha de papel na porta. Veja-se como o Governo “dialoga” com o poder local: numa reunião no dia 10 de Julho, apresenta a “proposta” do encerramento e concorda em manter a questão em aberto. No dia 17 à noite, as portas do SAP aparecem fechadas!
Em Agosto, perante o protesto, o Governo anunciou que as consequências dos encerramentos dos SAP iriam ser «monitorizadas e avaliadas». Um mês depois, a ARS tentou convencer autarcas e utentes da “boa” razão dos encerramentos, e incapazes de o provar, prometeram apresentar os dados em falta... até hoje! Passou um ano. Confrontado pelo PCP, o Governo diz que os dados estão na ARS! É uma vergonha!” – referiu o deputado Bruno Dias.
O que se impõe não é o encerramento e diminuição de serviços – é a abertura e a melhoria de serviços
“O que se impõe não é o encerramento e diminuição de serviços – é a abertura e a melhoria de serviços! A reabertura destes SAP é uma medida urgente. Assim como a colocação de médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, administrativos. Assim como a construção do Hospital do Seixal, que permita aliviar (e não sobrecarregar, como agora) as urgências do Hospital Garcia de Orta.
Mas com orientações e decisões destas, bem podem mudar os nomes e rostos: é cada vez mais evidente que esta política de direita é prejudicial à saúde.” – sublinhou a finalizar a sua intervenção o deputado Bruno Dias.













