Saltar para o conteúdo
Bastidores

Hospital de SetúbalMPT exige esclarecimentos sobre partos na água em ambiente hospitalar

O Deputado do MPT requereu ao Ministério da Saúde que informe se “tem alguma previsão de quando passarão os hospitais públicos a estar dotados de estruturas e equipas que possibilitem a realização de trabalho de parto e/ou parto efectivo (expulsão) em meio aquático”
Por outro lado interroga : “Em que fase se encontra o projecto sobre trabalho de parto na água apresentado há mais de dois anos pela equipa de enfermeiros obstetras do Hospital de São Bernardo à administração do Centro Hospitalar de Setúbal, EPE?”

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

“No início de Julho realizou-se, em Portugal, o primeiro parto na água em ambiente hospitalar, mais concretamente no Hospital da Ordem da Lapa (Porto).
Para além de permitir uma convalescença muito mais rápida, esta técnica – usada há mais de 30 anos na Bélgica e comum noutros países da UE – provoca menos lacerações no corpo da mulher e permite ao recém-nascido uma experiência menos traumática.
O casal envolvido optou por uma estrutura privada porque o Hospital Pedro Hispano (público, em Matosinhos) demonstrou abertura mas não possuía equipa formada nesta área, o que merece alguma reflexão sobre a preparação do serviço de saúde público para proporcionar às grávidas a opção de trabalho de parto, ou parto efectivo, em meio aquático.
Porém, tal acontece muitas vezes por mera passividade.” – refere um requerimento apresentado na Assembleia da República pelo Deputado Luis Carloto Marques, do MPT, eleito pelas listas do PSD, no Círculo Eleitoral de Setúbal.

“Segundo informações veiculadas pela Lusa em Janeiro, uma equipa de enfermeiros obstetras do Hospital de São Bernardo (Setúbal) apresentou à administração daquele estabelecimento, em meados de 2006, um projecto sobre os meios técnicos e humanos e as alterações estruturais que seriam necessárias efectuar na unidade de saúde para que o trabalho de parto fosse levado a cabo na água, dado que o mesmo tem reconhecidos benefícios para a grávida e para o bebé.
Interpelado pela Agência Lusa sobre o andamento do processo, o Centro Hospitalar de Setúbal, EPE, limitou-se a responder que a proposta entregue ano e meio antes estava em análise.” – salienta Luis Carloto Marques.

O Deputado do MPT requereu ao Ministério da Saúde as seguintes informações: “O Ministério da Saúde tem alguma previsão de quando passarão os hospitais públicos a estar dotados de estruturas e equipas que possibilitem a realização de trabalho de parto e/ou parto efectivo (expulsão) em meio aquático? Em que fase se encontra o projecto sobre trabalho de parto na água apresentado há mais de dois anos pela equipa de enfermeiros obstetras do Hospital de São Bernardo à administração do Centro Hospitalar de Setúbal, EPE?”

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção