Saltar para o conteúdo
Bastidores

PCP - Setúbal - Jerónimo de Sousa no Plenário Regional do PCP na Baixa da BanheiraPara promover o debate em torno das Teses do XVIII Congresso

“No XVIII Congresso há que prosseguir crescendo, organizando, e lutando por uma vida melhor para os trabalhadores, o povo e o País”

No passado dia 5 de Outubro realizou-se um Plenário Regional de Quadros do PCP, no Fórum José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, que contou com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.

O plenário surgiu com o intuito de promover o debate em torno das Teses do XVIII Congresso do PCP e, no seu encerramento, Jerónimo de Sousa apelou à participação de todos os militantes para debater a situação no País e do mundo e do papel do partido: “No XVIII Congresso há que prosseguir crescendo, organizando, e lutando por uma vida melhor para os trabalhadores, o povo e o País” e sublinhou que o Congresso do PCP é “preparado e realizado em movimento, ligado à vida, aos problemas dos trabalhadores e do povo”.

5 min de leitura
PCP - Setúbal - Jerónimo de Sousa no Plenário Regional do PCP na Baixa da Banheira Para promover o debate em torno das Teses do XVIII Congresso

Por Jornal Rostos

Sob o lema “Por Abril, pelo Socialismo, um Partido mais forte”, a Organização Regional de Setúbal do PCP promoveu um debate de preparação do XVIII Congresso do PCP, que se vai seguir em todas as organizações concelhias e sectoriais, para discussão das teses e eleição de delegados ao Congresso, bem como debates e outras iniciativas de aprofundamento da discussão.

Preparação do Congresso está “profundamente ligada à vida, aos problemas e às lutas dos trabalhadores e das populações”

A intervenção de abertura do Plenário foi feita por Margarida Botelho, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e responsável pela Organização Regional de Setúbal que sublinhou que a preparação do Congresso está “profundamente ligada à vida, aos problemas e às lutas dos trabalhadores e das populações”, ao que comenta: “Não fechamos para Congresso” e acrescenta: “Preparamos o Congresso reforçando a organização do Partido, promovendo o funcionamento das organizações de base, estimulando o estudo, a reflexão e a formação de cada um, construindo trabalho colectivo, afirmando o Partido, o seu ideal, o seu projecto, as suas propostas” e remata: “Como sempre, cabe aos militantes do Partido decidir que Partido querem”, “Estamos certos que, no XVIII Congresso, voltarão a decidir bem: que este é o Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, em luta pelo socialismo e pelo comunismo”.

Teses – “a acção política, a ligação às massas e o alargamento da influência do Partido”

Sobre as Teses do Congresso refere que assentam numa questão transversal: “o Partido”. Nesse sentido, considerou que a questão central se prende com “a acção política, a ligação às massas e o alargamento da influência do Partido”, ao que acrescenta: “É necessária a divulgação das propostas e do Programa do Partido, do ideal e do projecto comunista.”

Congresso do PCP - “preparado e realizado em movimento, ligado à vida, aos problemas dos trabalhadores e do povo”

O encerramento do plenário coube a Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, que sobre o próximo Congresso do
PCP sublinhou que será “preparado e realizado em movimento, ligado à vida, aos problemas dos trabalhadores e do povo”. Da primeira fase de preparação, “mais de 800 reuniões e plenários realizados”, entende que “já se verificou uma significativa contribuição de milhares de militantes” e acrescenta: “Neste segunda fase com o agendamento de mais de mil plenários, assembleias e outras iniciativas, estamos a criar as condições para o êxito do nosso XVIII Congresso”. O que entende ser “uma marca distintiva” do PCP, “do seu funcionamento democrático e da democracia interna, exemplo concreto de como cimentamos e reforçamos o nosso grande colectivo partidário”.

Pedra angular - “A questão do Partido, dos seu reforço de organização e intervenção”

Relativamente às Teses do Congresso, considera que se expressam no lema do XVIII Congresso: “Por Abril, pelo Socialismo - um Partido mais forte” e que partem “sobre a situação internacional, a situação nacional, sobre a luta de massas e a acção do PCP, sobre o Partido que somos”. Considera assim que “a questão do Partido, dos seu reforço de organização e intervenção constitui uma pedra angular, central e transversal a todas as teses”.

“Crescemos e avançámos! Com mais de 7 mil novos militantes”

Considera que o partido está mais forte: “Crescemos e avançámos! Com mais de 7 mil novos militantes, 33% com menos de 35 anos, 900 dos quais jovens raparigas. Responsabilizámos só em 2006 mais de 1400 quadros, 712 deles com menos de 35 anos. Realizaram-se 630 assembleias de organização. Realizámos um exigente trabalho na campanha de contactos e actualização de ficheiros que levou ao apuramento rigoroso de cerca de 59 mil militantes.” E considerou: “Não desvalorizemos estes êxitos mas não subestimemos as dificuldades e debilidades que persistem, designadamente na situação financeira do Partido e no reforço da organização e intervenção nas empresas e locais de trabalho.”

Situação nacional – “um país mais injusto e desigual, mais endividado e mais dependente”

A nível internacional, considera que a melhor contribuição que o PCP pode dar “é travar a luta no plano nacional na sua concepção patriótica e internacionalista e pelo socialismo.” Sobre a situação nacional, expressou: “Consideramos que hoje temos um país mais injusto e desigual, mais endividado e mais dependente, resultante de uma política de direita que mudando de executantes se arrasta e mantém há 30 anos a esta parte”.

“No XVIII Congresso há que prosseguir crescendo, organizando, e lutando por uma vida melhor para os trabalhadores, o povo e o País”

Sobre a luta de massas, Jerónimo de Sousa entende que “se confirma a sua actualidade e validade, enquanto factor fundamental para travar a política de direita, afirmar e defender direitos e transformar a sociedade”. Chamou ainda a atenção dos militantes para a importância da luta pelos “direitos e salários dos trabalhadores”, tendo em conta a “ruptura com esta política”. E recordou a Marcha Liberdade e Democracia e expressou: “No XVIII Congresso há que prosseguir crescendo, organizando, e lutando por uma vida melhor para os trabalhadores, o povo e o País.”

Andreia Catarina Lopes

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção