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Bastidores

Governo Civil de SetúbalAposta na melhoria do dispositivo de combate a incêndios

O Distrito de Setúbal registou desde 1 de Janeiro até ao final da Fase Delta, dia 15 de Outubro, 350 hectares de área ardida, isto é, 10 por cento da média dos anos anteriores, revelou na sexta-feira passada a Governadora Civil do Distrito de Setúbal, Euridice Pereira, acrescentando que desse total de área ardida apenas sete hectares referem-se a terreno florestal.

Alcino Marques, Comandante Distrital de Operações de Socorro sublinha que -“os concelhos do Norte do Distrito, que têm maior área, nomeadamente o Seixal, Almada, Montijo, Moita e Setúbal, são os que têm maior número de ocorrências, embora com menor área ardida. São incêndios problemáticos, em áreas onde há industrias e habitações, daí que, normalmente, esses incêndios envolvam um número de elementos muito reforçado para criar perímetros de segurança nessas zonas”.

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Governo Civil de Setúbal Aposta na melhoria do dispositivo de combate a incêndios

Por Jornal Rostos

O Distrito de Setúbal registou desde 1 de Janeiro até ao final da Fase Delta, dia 15 de Outubro, 350 hectares de área ardida, isto é, 10 por cento da média dos anos anteriores, revelou na sexta-feira passada a Governadora Civil do Distrito de Setúbal, acrescentando que desse total de área ardida apenas sete hectares referem-se a terreno florestal.
Dados que, segundo Eurídice Pereira, tornam estes resultados “muito positivos”. Durante a cerimónia de balanço dos incêndios florestais e avaliação do dispositivo Distrital, que decorreu no salão nobre do Governo Civil, a Governadora Civil de Setúbal apontou como factores de sucesso para estes resultados a boa articulação e envolvimento entre todos os agentes de Protecção Civil; a elevada eficácia do dispositivo na primeira intervenção; o ataque inicial musculado, com recurso aos Canarinhos; a eficácia da vigilância e prevenção; o aumento do raio de acção dos meios aéreos e o pré-posicionamento dos meios.

Em 2009 vai ser lançando outro concurso para fornecimento de viaturas

Apesar de constatar que o dispositivo distrital foi adequado, Eurídice Pereira alertou que na área da Protecção Civil não se pode descansar e por isso está a preparar, juntamente com a Autoridade Nacional de Protecção Civil, um conjunto de propostas para melhorar o dispositivo, nomeadamente garantir o funcionamento dos postos de vigia 24 sob 24 horas através de um sistema de videovigilância; dotar os veículos com GPS e georeferenciação; estender as equipas de primeira intervenção para todo o ano, à semelhança de outros distritos do país; e apetrechar das corporações de bombeiros. Nesse sentido, será aberto em breve um concurso para aquisição de viaturas, cinco das quais para o Distrito de Setúbal. As viaturas, segundo Eurídice Pereira, serão entregues no próximo ano, “sendo certo que já está decidido que em 2009 vai ser lançando outro concurso para fornecimento de viaturas para 2010”, explicou.

Distribuição da área ardida

De acordo com o Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS), Alcino Marques, num total de 350 hectares de área ardida, registaram-se 1650 ocorrências.
Até dia 15 de Outubro, o Seixal foi o concelho que assinalou maior n.º de incêndios, representando 17 por cento do total de ocorrências registadas no Distrito, seguido de Almada (14 por cento) e Palmela (12 por cento). Por outro lado, o Sul do Distrito continua a registar a área ardida mais significativa, como é exemplo o concelho de Santiago do Cacém, com 29,65 por cento, seguido de Palmela (10,64 por cento) e Seixal, com 9,79 por cento. Segundo Alcino Marques, “os concelhos do Norte do Distrito, que têm maior área, nomeadamente o Seixal, Almada, Montijo, Moita e Setúbal, são os que têm maior número de ocorrências, embora com menor área ardida. São incêndios problemáticos, em áreas onde há industrias e habitações, daí que, normalmente, esses incêndios envolvam um número de elementos muito reforçado para criar perímetros de segurança nessas zonas”. Já os Concelhos do Sul do Distrito, explicou o CODIS, “são concelhos muito grandes, com áreas enormes, onde o tempo de intervenção é sofrível relativamente à média do Distrito”, que se situa entre os 7 e 8 minutos.

Do total de incêndios que deflagraram no Distrito, a maioria, 50 por cento ocorreram em terrenos agrícolas, 43 por cento em incultos e 7 por cento em espaço florestal.

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