No Distrito de Setúbal 1087 incêndios e 364 hectares de área ardidaDispositivo faz balanço positivo da época crítica dos fogos florestais
Estes dados foram hoje divulgados, no Governo Civil do Distrito de Setúbal, pelo Comandante Distrital de Operações de Socorro (CDOS), Alcino Marques, durante o último briefing semanal com os oficiais de ligação das várias instituições que compõem o dispositivo distrital de combate aos fogos.

Por Jornal Rostos
De acordo com a informação disponibilizada pelo CDOS, a maior parte dos incêndios registados no Distrito ocorreram em terrenos agrícolas (55 %), 43% em incultos e apenas 7% em espaço florestal. Já em relação à área ardida, 44 % deu-se em espaços agrícolas, 29 % em terrenos incultos e 27 % em florestais.
Entre os cinco maiores incêndios deflagrados no Distrito, três registaram-se em Santiago do Cacém, que continua a ser o Concelho com maior área ardida este ano, seguido de Palmela e Seixal.
O dispositivo distrital de combate a incêndios florestais foi composto na fase "Charlie" (de 1 de Julho a 30 de Setembro), considerada pela directiva operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil a mais crítica para a ocorrência de incêndios florestais, por 336 elementos, 78 viaturas e quatro meios aéreos.
Para além da actuação no Distrito, o dispositivo interveio numa série de incêndios em Beja, Évora, Castelo Branco e Santarém, num total de 222 homens no terreno e 61 veículos.
No derradeiro brienfing do período crítico de incêndios florestais, Alcino Marques indicou como factores de sucesso da operação de combate aos fogos de 2008 o ataque inicial musculado e apoiado com meios aéreos; a existência de um comando único; o investimento na formação dos combatentes; os meios tecnológicos e informáticos disponíveis; a maior sensibilização da população; o incremento de fiscalização; o envolvimento da sociedade civil e a colaboração das Organizações de Produtores Florestais.
Os oficiais de ligação, a pedido da Governadora Civil do Distrito de Setúbal, Eurídice Pereira, aproveitaram a ocasião para fazer algumas sugestões para melhorar o desempenho do dispositivo no próximo ano, como mais acções de sensibilização nas matas, a revisão do processo de recrutamento dos vigilantes para os postos de vigia; uma maior aposta na prevenção e a importância da entrega de todos os Planos de Defesa da Floresta por parte das autarquias.
No final do encontro, a Governadora Civil deixou uma palavra de agradecimento, em nome do Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a todos os presentes pelo esforço desenvolvido.













