Governo Civil de Setúbal presenteRui Pereira e Jaime Silva lançam desafios mais ambiciosos à Protecção Civil

Por Jornal Rostos
“Face ao esforço de quem está no terreno, pensamos que devemos ser mais ambiciosos e é o momento de pedir aos técnicos para reverem as metas que estipulámos para 2012 e 2018. Temos que estar à medida da ambição. Os dados, ainda, indicam que os incêndios são causas que podem por em risco a floresta. Este é o desafio que trago aqui hoje”, disse Jaime Silva, justificando o pedido pelo facto de termos ultrapassado os objectivos e metas fixadas para 2018, isto é, ter uma média de 100 mil hectares de área ardida.
Na sala Almada Negreiros do CCB, na presença dos Governos Civis, da GNR e da ANPC, o Ministro da Administração Interna destacou que o ano passado, com pouco mais de 31 mil hectares ardidos, e este ano, com cerca de 14 mil, fazem de 2007 e 2008 os dois melhores anos de sempre.
“Portugal sem fogos depende de todos é hoje assumido pela sociedade civil no seu conjunto porque se interiorizou que a floresta é um bem de primeira grandeza. Todos compreendemos que os incêndios florestais constituem um gravíssimo problema de segurança. Evitá-los é fazer valer um direito de todos os cidadãos e cumprir uma vertente maior do Estado: a segurança”, começou por dizer o Ministro da Administração Interna.
Rui Pereira lembrou que hoje as políticas públicas neste domínio são de alto rendimento e dão resultados. “Hoje temos um sistema coerente que se inicia no plano político, onde criámos uma Secretaria de Estado da Protecção Civil, no domínio técnico criámos a Autoridade Nacional de Protecção Civil, que tem conseguido congregar o esforço de diversos agentes de diferentes naturezas, e o Governo criou, também, um Comando Nacional e Comandos Distritais unificados que têm assumido, também, o êxito desta luta”, disse, referindo-se também à criação dos Canarinhos e da empresa pública de meios aéreos. Apesar de este ano se terem registado mais ocorrências que no ano passado, Rui Pereira manifestou a sua satisfação pelos valores de área ardida serem inferiores a 2007. “Estes resultados são bons, mas queremos fazer mais e melhor. Contamos convosco, com todos os agentes da Protecção Civil para o conseguir”, concluiu.













