O CONGRESSO FEDERATIVO DO PS DE SETÚBALPor Vítor Ramalho
Nós, PS, somos a esquerda tolerante e responsável, e é assim que nos devemos assumir.
Temos que recriar a esperança. Temos que trabalhar para a mudança. Não há desafio mais aliciante.
Nós PS, somos capazes.

Por Jornal Rostos
No dia 8 do corrente mês de Novembro realizou-se em Setúbal o Congresso Federativo do PS.
Este seguiu-se às eleições do cargo de Presidente da Federação, suportado por uma moção de orientação politica global, bem como dos delegados ao Congresso. Em várias concelhias e secções os candidatos a delegados, integraram várias listas, a reflectirem sensibilidades diferentes do nosso partido, embora congregadas na mesma moção.
A moção foi aprovada sem votos contra no Congresso e os órgãos eleitos, para a Comissão Politica Distrital e para as Comissões de Jurisdição e Económico-financeira, obtiveram uma muito expressiva percentagem de votos favoráveis.
As listas votadas no Congresso, reflectiram as referidas sensibilidades, como é próprio de um partido livre de mulheres e homens livres.
Encerrado este ciclo, é tempo de começarmos a trabalhar para o futuro, reunindo brevemente a Comissão Politica Distrital e elegendo nela os órgãos estatutários entre os quais o secretariado.
Como disse na moção de que fui primeiro subscritor e pela qual fui eleito o passado é passado.
Trabalhar para o futuro significa honrar e saber honrar os militantes e o PS no distrito, reforçar a credibilização, aprofundar o ideário e o debate das ideias, a ligação à sociedade, defender as causas do socialismo democrático e fazer convergir esforços para as batalhas que se apresentam.
Desde logo e a curto prazo as eleições para o Parlamento Europeu, para as Legislativas e para as Autárquicas.
Não duvido que todos os militantes e simpatizantes do PS têm plena consciência da extensão e profundidade da crise financeira e económica que se verifica no mundo, com repercussões muito sérias no nosso país.
Não devemos meter a cabeça na areia, mas há razões de sobra para termos esperança no futuro, se trabalharmos para ele.
Isso depende só de nós.
O PS deve saber distinguir nesta conjuntura e muito bem o essencial do acessório. Invocar o PS é ter presente que são os militantes e simpatizantes que fazem o PS. Daí a responsabilidade acrescida de todos, nesta grave conjuntura internacional em distinguirmos e sabermos distinguir o que está em jogo.
Não podemos defraudar o futuro. Devemos estar à altura dos desafios, que são sérios e profundos, como penso, e que temos pela frente.
Nós, PS, somos a esquerda tolerante e responsável, e é assim que nos devemos assumir.
Temos que recriar a esperança. Temos que trabalhar para a mudança. Não há desafio mais aliciante.
Nós PS, somos capazes.
Sei que esta perspectiva é também a sua.
Vamos trabalhar para agarrar o futuro!
Bem haja!
Setúbal, 12 de Novembro 2008
O Presidente da Federação,
(Vitor Ramalho)













