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Bastidores

Simulacro no Distrito de SetúbalTesta Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico e acção da Protecção Civil

O Distrito de Setúbal acolheu, nos dias 21, 22 e 23 de Novembro, o Exercício PROCIV IV/2008. O simulacro de evento sísmico, promovido pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) decorreu, também, em simultâneo nos distritos de Lisboa e Santarém.

O sismo, baseado no terramoto de 1909, em Benavente, teve inicio às 15h:50 do dia 21, com um abalo sísmico de 6.7 na escala de Richter, a 6 Km SW de Benavente, e afectou os três distritos da Área Metropolitana de Lisboa. Por determinação do Comandante Operacional Nacional, Gil Martins, o estado de alerta passa a Laranja. Por esta altura, a estrutura de comando da ANPC é transferida para as instalações alternativas na base Aérea Nº 1 em Sintra.

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Simulacro no Distrito de Setúbal Testa Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico e acção da Protecção Civil

Por Jornal Rostos

Começam a chegar informações sobre os danos provocados pelo sismo. Em Porto Brandão, Almada, registou-se um desabamento de terras, que levou ao colapso de vários edifícios e cortou o acesso terrestre à localidade, que passa a estar acessível apenas por via aérea e marítima. Há registo de várias vítimas e danos materiais consideráveis e por indicação do Comandante Operacional Nacional, às 16h41, é activado o Plano de Risco Sísmico.
Pouco tempo depois, o Presidente da ANPC acciona o Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON) e activa o Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico da Área Metropolitana (PEERS-AML).
Às 17h00, o posto de Comando Distrital de Setúbal é instalado junto às instalações do Comando Distrital de Operações Socorro.

Rui Pereira encontra cenário de destruição em Porto Brandão

Enquanto o exercício decorria em simultâneo nos três distritos, o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e uma comitiva composta pelo Secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, o Presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Arnaldo Cruz, a Governadora Civil do Distrito de Setúbal, Eurídice Pereira, a Governadora Civil de Lisboa, Dalila Araújo, o Secretário-geral do SSI, Mário Mendes e o Director Nacional da PJ, Almeida Rodrigues, acompanharam de perto o simulacro, deslocando-se, às 19h30, a Porto Brandão, após um pequeno briefing do exercício, na ANPC.
Assim que a comitiva desembarcou em Porto Brandão, o Comandante Operacional Distrital (CODIS), Alcino Marques, fez o ponto de situação daquele exercício, que envolveu 171 elementos da Marinha, dos Fuzileiros, da GNR e dos Bombeiros Voluntários da Trafaria e 20 meios navais e terrestres, nomeadamente 2 Anfíbios, 1 Moto 4, 1 Lancha, 4 Botes, 8 Veículos de Combate.
A situação era dramática: 15 feridos, 13 dos quais graves e 2 mortos, várias estruturas colapsadas e destruídas e vários desalojados.
Por esta hora o Comandante Operacional Nacional acciona dois helicópteros pesados KAMOV, um para projecção de 10 elementos da Força Especial de Bombeiros e outro para acções de resgate de dois feridos graves.

Exercício testou Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico

O Presidente da ANPC garantiu que no final do simulacro a estrutura de Protecção Civil Nacional estaria mais preparada para qualquer eventualidade, até porque a realização do exercício obrigou a 56 reuniões bilaterais e 13 a 14 conjuntas de todos os intervenientes, o que acabou por aproximar as estruturas e permitiu que se conhecessem melhor as competências que cada uma. “Ao fim dos três dias, não só a ANPC, enquanto estrutura, mas todos estaremos mais capacitados das nossas insuficiências – esse é o objectivo maior – e naturalmente, estando mais capacitados das nossas insuficiências, teremos mais condições para completar os planos que existem, e teremos mais capacidades para acções de respostas mais competentes e mais prontas”, disse Arnaldo Cruz.

Durante o fim-de-semana os exercícios decorreram no Seixal, no cais de embarque, no centro histórico de Almada e no Barreiro, na Empresa LBC-Tanquipor, onde se deu uma ruptura de linha de abastecimento de tanque de amónio F2851 e derrame de hidrocarbonetos nas proximidades do cais da Tanquipor.

O PROCIV IV foi um exercício de evento sísmico na Área Metropolitana de Lisboa e concelhos limítrofes, onde em cada um dos distritos abrangidos desenvolveram-se um conjunto de cenários nos quais estiveram envolvidos meios reais e em que foram simuladas ocorrências, como desabamentos de infra-estruturas, deslizamentos de terra, rebentamento de condutas, emergência médica, incêndios industriais, urbanos, apoio social, gestão da informação e mortuária.

O Exercício PROCIV IV/2008 foi planeado pela ANPC em estreita colaboração com os Agentes de Protecção Civil e entidades técnicas e científicas e teve como principal objectivo a validação dos pressupostos operacionais contidos na versão do Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para a Área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes (PEERS-AML).

Este Exercício procurou, ainda, promover o treino da capacidade de resposta da ANPC, dos mecanismos de articulação com os Agentes de Protecção Civil e demais entidades integrantes do PEERS-AML e ainda dos sistemas de apoio à decisão no quadro das intervenções de protecção civil resultantes da ocorrência de um sismo.
No total estiveram envolvidas nos exercícios, além dos Agentes de Protecção Civil, mais de 60 entidades públicas e privadas e 2 600 operacionais.

Recorde-se que o Plano Especial de Emergência para o Risco Sísmico é um instrumento de suporte ao Sistema de Protecção Civil para a gestão operacional em caso de ocorrência de um evento sísmico na região acima referida.








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