Mário Lino inaugurou em Almada extensão a Cacilhas do Metro Sul do TejoGoverno vai estender o metro ao Fogueteiro, Barreiro e até ao Lavradio
Mário Lino inaugurou extensão a Cacilhas
“O Governo não vai parar o desenvolvimento do MST. O projecto teve uma primeira fase e agora não se vai parar. Já estamos a estudar a segunda fase, para estender o metro ao Fogueteiro (segunda fase), para estender ao Barreiro, terceira fase, e ainda vamos prolongar até ao Lavradio com a rede de Alta Velocidade que atravessa a ponte sobre o Tejo." - sublinhou Mário Lino

Por Jornal Rostos
"Mas vamos começar a estudar com profundidade aquilo que tem a ver com a oportunidade, o interesse e a análise económica e financeira do prolongamento até à Costa de Caparica. É outra aspiração que não está sequer no contrato de concessão, mas queremos que este projecto se mantenha em desenvolvimento”, acrescentou o Ministro Mário Lino esta manhã.
O Metro Sul do Tejo implicou um investimento de cerca de 400 milhões de euros, 74 dos quais subsidiados por fundos comunitários, cerca de 270 pelo Orçamento de Estado e 55 pela empresa concessionária, Metro Transportes do Sul. “Acho que foram 400 milhões de euros bem empregues, em que o custo envolvido neste projecto é claramente inferior aos benefícios que dele podemos retirar. E esta é uma das principais razões que nos devem levar a tomar decisões políticas sobre projectos de investimentos. É saber se os benefícios que trazem para o País, para as populações, para as actividades económicas, para a atracção de investimento, para a criação de emprego, para aumentar a mobilidade, para a qualidade de vida e para o ambiente são maiores que os custos. E este é seguramente um desses projectos. Por isso estou muito satisfeito por estar aqui”, disse o Ministro.
Mário Lino referiu ainda que o MST é um “projecto estruturante”, que se “insere na política de transportes que envolve o território da Península de Setúbal e a Área Metropolitana de Lisboa, e que permite uma melhoria substancial da qualidade e da capacidade do transporte colectivo, garantindo a fiabilidade dos horários, optimizando a acessibilidade interna, e é um projecto que veio reforçar a aposta no ambiente”.
O Ministro das Obras Públicas reforçou a aposta do Governo no investimento público e reafirmou a prossecução de projectos como a Terceira Travessia do Tejo e o novo aeroporto de Lisboa.
“Numa altura de crise mundial em que os Estados são chamados a assumir maiores responsabilidades para animar a economia, para combater o desemprego e criar investimentos, ainda mais irresponsáveis são as acusações de que queremos fazer coisas, de que o Estado não devia estar a fazer investimentos. Não é essa a nossa postura. O Estado tem, neste momento, uma maior responsabilidade em ajudar a economia a funcionar. E por isso vamos manter toda a nossa política de investimento público, e mais, nós vamos aumentar a nossa política de investimento público, como um dos vectores para dar resposta nacional à crise económica e financeira, como estão a fazer outros países da União Europeia”, finalizou.
Com a conclusão da primeira fase do projecto, o MST tem agora três linhas: Corroios-Cacilhas, Cacilhas-Universidade e Corroios-Pragal, num total de 17 paragens: Cacilhas, 25 de Abril, Gil Vicente, S. João Baptista, Almada, Bento Gonçalves, Ramalha, Cova da Piedade, Parque da Paz, António Gedeão, Laranjeiro, Santo Amaro, Pragal, Boa Esperança, Fomega, Monte de Caparica e Universidade.
O traçado das três linhas permitirá a integração do metropolitano na rede de transportes existentes, possibilitando as ligações com os transportes públicos rodoviários (TST), transporte público fluvial (Transtejo) e comboios (Fertagus).
Recorde-se que a primeira fase do projecto foi desenvolvida em três etapas: a primeira (entre Corroios e a Cova da Piedade) inaugurada a 30 de Abril de 2007, a segunda (Cova da Piedade-Pragal-Universidade) a 15 de Dezembro de 2007, e a terceira, que entrou hoje em funcionamento.
A cerimónia de inauguração da extensão do MST até Cacilhas contou com a presença da Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e da Governadora Civil do Distrito de Setúbal, Eurídice Pereira, assim como a presidente da Câmara Municipal de Almada.













