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Bastidores

Vertiginoso desinvestimento no Hospital do MontijoCentro Hospitalar é uma forma encapotada de aniquilar a unidade local

- Recursos humanos estão a sair do Montijo e do Barreiro nada vem para o Montijo

A constituição de unidades familiares de saúde, a existência de médicos de proximidade por forma a racionalizar o recurso aos hospitais, a necessidade de cuidados paliativos num País com uma população crescentemente envelhecida, a urgência de um estudo sócio-populacional que determine as necessidades das valências hospitalares, foram algumas das matérias abordadas no debate sobre Saúde promovido pelo PSD Montijo.

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Vertiginoso desinvestimento no Hospital do Montijo Centro Hospitalar é uma forma encapotada de aniquilar a unidade local

Por Jornal Rostos

Casa cheia foi o que resultou do desafio do PSD para conversar sobre a Saúde. Algumas dezenas de munícipes participaram no fórum promovido pelo PSD Montijo, aproveitando a oportunidade para expor as suas preocupações ou apresentar razões de queixa sobre o funcionamento das respostas de saúde no concelho, em especial sobre o funcionamento do Hospital Distrital de Montijo.

Foram os casos de Teresa ou de Ademar, a primeira angustiada pela forma como o hospital tratou do falecimento da sua mãe, na sequência de internamento nessa unidade de saúde, e da falta de resposta, a um pedido de audiência, feito à Sr.ª directora do centro hospitalar Barreiro Montijo. Ademar, por seu turno, lembrou a forma profissional como foi recebido e operado, com sucesso, na unidade, há alguns anos atrás.
Outros optaram por lamentar o funcionamento cada vez mais incipiente do Hospital e o deficiente atendimento das “urgências”.
Outros ainda relembraram que nos anos 60 e 70, o hospital era uma referência em termos de profissionais de saúde e de resposta às populações.
Os oradores convidados, médicos e outros profissionais de saúde e políticos, designadamente o Deputado Luís Rodrigues que recentemente apresentou um pedido de esclarecimento ao Governo sobre a matéria, optaram por fazer um diagnóstico da situação existente, lançando pistas para o futuro.

A constituição de unidades familiares de saúde, a existência de médicos de proximidade por forma a racionalizar o recurso aos hospitais, a necessidade de cuidados paliativos num País com uma população crescentemente envelhecida, a urgência de um estudo sócio-populacional que determine as necessidades das valências hospitalares, foram algumas das matérias abordadas.
Inevitavelmente as intervenções acabaram por convergir no Hospital de Montijo e no Protocolo assinado há 21 meses entre a Presidente da Câmara Municipal do Montijo e o Ministro da Saúde, através da ARS de Lisboa e Vale do Tejo.
Todos concluíram que se tem verificado um vertiginoso desinvestimento no Hospital, e que o tão propalado Centro Hospitalar é uma forma encapotada de aniquilar a unidade local uma vez que os recursos humanos estão a sair do Montijo, e, do Barreiro, nada vem para o Montijo.

Alguns profissionais referiram mesmo que dentro em breve, devido ao esvaziamento verificado, não serão possíveis determinados actos médicos no hospital, por falta de recursos humanos adequados.
Há mais de um ano que foi pedido, ao Ministério da Saúde, a abertura de concursos de pessoal e até ao momento nada foi decidido.
Relativamente ao Protocolo, tudo parece estar por cumprir, sendo entendimento unânime, de entre os presentes que o mesmo não passa de mais uma manobra de diversão para disfarçar o aniquilamento do hospital.
A Vereadora do PSD e Candidata à Câmara, Lucília Ferra, anunciou que o PSD vai acompanhar a situação, exigir para já, o total cumprimento do Protocolo sob pena de, em caso de incumprimento, o mesmo ter constituído uma FRAUDE aos Montijenses. Uma vez restabelecido o normal funcionamento é tempo de lutar por um Novo Hospital, agora imperioso por via dos impactos da construção do novo Aeroporto.

Simão Cortiço

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