XVIII Congresso do Partido Comunista PortuguêsCarlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, reeleito para o Comité Central
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, foi reeleito para este órgão máximo, entre Congressos, do PCP. De referir, igualmente, que o autarca barreirense, integrou a Mesa da Presidência do Congresso do Partido Comunista Português.

Por Jornal Rostos
Para além de Carlos Humberto, José Caetano, ex- deputado da Assembleia Municipal do Barreiro, também integra o novo Comité Central do PCP.
De referir que Francisco Lopes, do distrito de Setúbal, integra o novo Secretariado do Comité Central, e, também, faz parte deste órgão a barreirense Luisa Araújo. O Secretariado foi aprovado por unanimidade.
Francisco Lopes, integra igualmente a Comissão Politica do Comité Central, órgão politico que conta, também com a presença do barreirense Jorge Pires e de Margarida Botelho, de Setúbal. A Comissão Politica foi aprovada no Comité Central com uma abstenção.
De referir, ainda, que a Comissão Central de Controlo conta com a participação do barreirense José Paleta.
Ficam desiludidos porque não houve “cenas de faca e alguidar”
“Os que vivem da coisa mediática, da divergência, da zanga, ficam desiludidos porque não houve “cenas de faca e alguidar” e “guerras de alecrim e manjerona”, antes grande convergência nas análises e nas votações. Percam preconceitos. Comparem a profundidade das análises, o conhecimento da realidade, as propostas, o projecto que nos anima e depois julguem. Talvez não entendam o valor que tem o envolvimento directo e participativo de mais de 26 mil militantes que agarraram no projecto como seu, discutindo e reflectindo com outros camaradas no que seria melhor para o Partido, para os trabalhadores, para o povo e para o País – propondo, questionando, sugerindo e decidindo.”- sublinhou Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP, na intervenção de encerramento do XVIII Congresso do PCP.
Uma política e uma alternativa de esquerda
“Temos a convicção e uma ideia muitos fortes: os trabalhadores, o povo português e Portugal não estão condenados a esta situação, a este estado de coisas, a este caminho sem saída justa e democrática. Que há dois caminhos: ou se aceita que esta política prossiga ou se faz a ruptura e a mudança necessária.
E se cresce o descontentamento, se se reduz a base social de apoio à actual política e ao Governo, está longe de ser clara a assunção da necessidade de ruptura e de uma nova política que responda aos problemas do país. Não nos limitamos à crítica – e, é curioso que há quem não a suporte, se julgue acima de qualquer caracterização crítica - eles, tão lestos a rotular e a criticar o nosso Partido. Reabilitar ou retocar, pôr remendo novo em pano velho, ou antes um posicionamento de ruptura com esta política? Através da luta dos trabalhadores, dos agricultores e pescadores, dos intelectuais e quadros técnicos, da juventude, das mulheres, dos reformados, dos pequenos e médios empresários, de todos os cidadãos, dos patriotas e democratas inquietos com o futuro do seu país e da democracia é que se dará a ruptura e a mudança, partindo dos seus problemas concretos, dos seus interesses e direitos legítimos, mas convergindo numa ampla frente social que se transforme em oposição política e a oposição política no apoio a uma força portadora de uma política e uma alternativa de esquerda – o PCP.” – acrescentou Jerónimo de Sousa
Sim, é possível…
“Sim, é possível uma outra política para a juventude no trabalho, na escola, na habitação, onde possam construir com estabilidade e felicidade o seu futuro.
Sim, é possível um ensino democrático, uma escola pública determinada pela formação integral do indivíduo e não sua formatação para mercantilizar em conformidade com os interesses do capital.
Sim, é possível um Serviço Nacional de Saúde universal geral e gratuito ao serviço dos portugueses e não ao serviço dos privados e do lucro.
Sim, é possível defender o nosso aparelho produtivo e a produção nacional, dinamizar o mercado interno, apoiar a nossa indústria, a nossa agricultura e as nossas pescas, o pequeno comércio pondo fim à liberalização e às privatizações e à economia de casino.
Sim, é possível acabar com o domínio do poder económico sobre o poder político.
Sim, é possível recuperar a nossa soberania económica e manter a soberania nacional dando combate e recusando uma Europa neoliberal, monetarista, federalista, propondo uma Europa de nações livres e iguais, uma Europa dos trabalhadores e dos povos.
Sim, é possível um país defensor da paz e da cooperação com todos os povos e países.” – sublinhou o líder do PCP.
Os tempos que aí vêm abrem-nos reais potencialidades de acção
“A situação actual e os tempos que aí vêm abrem-nos reais potencialidades de acção e avanço mas colocam-nos ao mesmo tempo dificuldades e obstáculos. Não esperemos facilidades, mais uma vez o PCP vai ser sujeito a duras provas.
O grande capital e os seus representantes políticos não olham com indiferença para o nosso Partido e a nossa luta.
Têm os partidos que representam os seus interesses, o PS, o PSD e o CDS-PP e promovem aqueles que numa oposição de palavras não põem em causa o seu sistema de injustiça e exploração.” – afirmou Francisco Lopes, na sua intervenção no Congresso do PCP.~
A força capaz de defender e afirmar os interesses dos trabalhadores
“Sabem que o PCP é a força capaz de defender e afirmar os interesses dos trabalhadores e do povo, a força que pode pôr em causa os interesses da oligarquia que se apossou do País, controla o poder económico e o poder político e limita profundamente o regime democrático.
Sabem que passará sempre pelo PCP o caminho do futuro, que a todo o custo querem impedir.
Por isso procuram silenciar-nos, deturpam as nossas posições e projecto, lançam campanhas de diversão e calúnia, limitam a liberdade de propaganda e acção política, condicionam a liberdade de organização e acção dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho, aprovam leis sobre os partidos e o financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais e promovem a sua aplicação.” – acrescentou o dirigente de Setúbal, Francisco Lopes.
«Sim é possível! um PCP mais forte»
“Lançámos o movimento geral de reforço do Partido «Sim é possível! um PCP mais forte» e estes anos provaram que não só era necessário, como era possível um PCP mais forte. O colectivo partidário conseguiu demonstrá-lo com avanços significativos.
Fomos mais fortes na intervenção.
Da homenagem ao camarada Álvaro Cunhal, ao comício do Pavilhão Atlântico, da Marcha Liberdade e Democracia às acções de todos os dias, o Partido cumpriu o seu papel, numa notável acção colectiva. E somos mais fortes na organização.
Somos mais fortes com a responsabilização de milhares de quadros, a nova dimensão das acções de formação política e ideológica, a participação, intervenção e militância de milhares de membros do Partido.
Somos mais fortes no seguimento da campanha de esclarecimento da situação dos inscritos e da aplicação pela primeira vez dos critérios do XVII Congresso que nos permitiu contabilizar 58.928 membros, aqueles que têm ficha actualizada, e dar passos para melhorar o contacto e a sua organização.” – referiu na sua intervenção Francisco Lopes.
O reforço do Partido é tarefa decisiva
“Somos mais fortes com adesão ao Partido nos últimos quatro anos de mais 7 200 militantes, o maior número entre Congressos nas duas últimas décadas e somos mais fortes com o fluxo de adesão das camadas mais jovens ao Partido: 4.300 novos militantes com menos de 40 anos aderiram ao Partido desde o XVII Congresso.
Somos mais fortes, com a realização de mais de 660 assembleias das organizações, o maior de número de sempre, revelando vitalidade, participação e uma incomparável vida democrática.
Somos mais fortes com a integração de mais 2 mil militantes nas organizações a partir das empresas e locais de trabalho.
Somos mais fortes no trabalho de propaganda, na divulgação da imprensa partidária, na ligação às massas.
Não iludindo problemas e insuficiências que se mantêm e se manifestam, trata-se dum significativo avanço e de um importante estímulo para prosseguir no caminho de um Partido ainda mais forte.
O reforço do Partido é tarefa decisiva. Essa é uma ideia central e por isso se propõe que o XVIII Congresso lance com uma concepção global e integrada, a acção geral de fortalecimento do Partido sob o lema «Avante! por um PCP mais forte!»” – salientou Francisco Lopes.













