Fernando Rosas - Bloco de Esquerda - SetúbalDefende no Parlamento trabalhadores do Arsenal do Alfeite
"O facto é que ninguém se esquece que esta foi precisamente a solução adoptada para as O.G.M.A. – transformação em S.A. na Empordef -, no contexto da qual nem faltaram idênticas e solenes garantias, sabendo-se hoje como isso desembocou na privatização da empresa em favor de grupos financeiros estrangeiros e até na sua incapacidade para satisfazer as necessidades da Força Aérea", afirmou o deputado bloquista.

Por Jornal Rostos
Fernando Rosas começou por denunciar que tudo correu mal no processo em curso da alegada reconversão do Arsenal do Alfeite: desde o facto de ter mantido os trabalhadores totalmente afastados do processo decisório, a ter faltado aos compromissos assumidos com a Comissão Parlamentar de Defesa, que tomou conhecimento da decisão do Governo pelos jornais.
Considerando o Arsenal do Alfeite como uma uma empresa estratégica da construção naval, ao serviço da Armada, Fernando Rosas considerou que a solução anunciada pelo Governo é a entrega a prazo a grandes interesses privados, e a perda de direitos para quem trabalha no Arsenal do Alfeite. A alternativa defendida pelo Bloco de Esquerda seria manter e revigorar o Alfeite como empresa pública de apoio à Armada e aberta aos demais mercados, como escola de excelência na formação profissional, como sector de ponta da construção naval.
A solução apresentada pelo Governo passa por menos cerca de 400 postos de trabalho, e empurra os trabalhadores para assinarem contratos individuais com a nova empresa, à margem de qualquer acordo colectivo e prescindindo do actual estatuto da função pública: ou seja, com diminuição objectiva dos seus direitos, regalias e a perda de benefícios sociais relevantes, como o comprova o já anunciado encerramento da creche que beneficia centenas de famílias de funcionários do Alfeite.
O deputado concluiu esta declaração política afirmando que o Bloco de Esquerda presta a sua solidariedade aos trabalhadores do Arsenal do Alfeite, que lutam contra a reestruturação anunciada e o seu lastro de privatização à vista, de despedimentos disfarçados, de perda de direitos e garantias frutos de uma longa, dura e ímpar tradição de luta do Arsenal. Pela defesa do sector público da construção naval, pela defesa dos direitos dos arsenalistas, e pela salvaguarda da economia nacional e da dignidade de quem trabalha.













