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Bastidores

Organização Regional de Setúbal do Partido Comunista Português«Desemprego na região aumentou no último semestre de 2008»

. No distrito de Setúbal 31 mil desempregados em Novembro de 2008

“No país e na região é notório a continuação do agravamento da situação económica e social, com o aumento dos despedimentos colectivos e a perspectiva de encerramentos ou deslocalização de empresas. O desemprego na região aumentou no último semestre de 2008, estando inscritos nos centros de emprego mais de 31 mil desempregados em Novembro de 2008.” – sublinha um comunicado da Direcção da Organização Regional de Setúbal do Partido Comunista Português.

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Organização Regional de Setúbal do Partido Comunista Português «Desemprego na região aumentou no último semestre de 2008»

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral da Direcção da Organização Regional de Setúbal do Partido Comunista Português:

A Direcção da Organização Regional de Setúbal do Partido Comunista Português reuniu a 10 de Janeiro e procedeu à análise da situação política e social da região e preparou a sua actividade e iniciativa política no ano que agora se inicia.

Tendo abordado que, no Plano Internacional, os primeiros dias do ano foram marcados pela invasão de Gaza por parte de Israel, sob os designíos do Imperialismo e com a conivência do Governo Português. A DORS do PCP condena este acto do Governo de Israel e manifesta a sua solidariedade com o povo Palestiniano e apela às Organizações do Partido e a todos os democratas que dêem expressão na nossa região à luta do povo Palestiniano.

No país e na região é notório a continuação do agravamento da situação económica e social, com o aumento dos despedimentos colectivos e a perspectiva de encerramentos ou deslocalização de empresas. O desemprego na região aumentou no último semestre de 2008, estando inscritos nos centros de emprego mais de 31 mil desempregados em Novembro de 2008.

A situação na região é ainda mais agravada pela pretensão do Governo e do Capital que, invocando a crise, pretendem retirar direitos, reduzir ainda mais salários e remunerações, alterar o conceito de horário de trabalho, levando nomeadamente ao seu aumento, pôr em causa a organização e a acção sindicais, limitar as liberdades e direitos democráticos, tentando antecipar a aplicação de um Código do Trabalho que não está em vigor, promovendo assim o aumento das injustiças sociais e da exploração.

O início do ano é mais uma vez marcado pelo aumento do custo de vida, com o aumento nas despesas nos transportes – particularmente nas portagens, electricidade, água, gás e produtos alimentares, com destaque para o aumento do preço do pão. A subida de preços agrava desigualdades e injustiças sociais porque é mais sentida por quem vive do seu salário, reforma e pensões e entra em confronto com os mais de 4 mil milhões de euros de lucros que os 9 principais grupos económicos portugueses amealharam nos três primeiros trimestres de 2008.

Entretanto, o Governo PS, dizendo lamentar os que perdem ou não conseguem emprego e os que sobrevivem com baixos salários e miseráveis pensões, persiste nas políticas que são a causa destas situações e vai tomando medidas para apoiar os que mais têm, como é o caso da banca. Situação para a qual há muito o PCP tem vindo a alertar.

A DORS considera que a luta social e de massas pelo aumento dos salários e das pensões, pela defesa e valorização dos direitos, contra a precariedade, pelo emprego, em defesa dos serviços públicos, pelo reforço do tecido produtivo e pela mudança de política, é decisiva e necessária para a defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo mas também é essencial para enfrentar a crise e promover o desenvolvimento da Região e do País.
Até ao final do mês de Fevereiro decorrerá a campanha nacional do PCP, sob o lema "Sim é possível! uma vida melhor". Será uma acção de contacto, esclarecimento e mobilização dos trabalhadores e das populações, e constituirá uma resposta face ao brutal agravamento das condições de vida, à dramática situação económica do país, tendo por base a profunda convicção de que, através do reforço do PCP e da necessária da ruptura com a política de direita, é possível uma vida melhor.

A DORS do PCP sublinha que o ciclo eleitoral de 2009 – Europeias, Legislativas e Autárquicas –, a ter lugar num complexo contexto, vai obrigar a uma empenhada mobilização de todo o Partido, e é um importante momento para o debate de ideias, que potencie o alargamento da consciência política e social da necessidade de uma ruptura com a política de direita, bem como da consequente construção de uma alternativa de esquerda.

A CDU – coligação que conta com a presença e o papel destacado do PCP, do Partido Ecologista “Os Verdes” e da Intervenção Democrática – é também o espaço de participação e intervenção de milhares de independentes, aberto à convergência e participação de todos aqueles que, sendo atingidos pela política de direita do PS, reclamam uma vida melhor e estão empenhados na ruptura com esta política.
Constituindo importantes batalhas políticas, as eleições deste ano serão mais uma oportunidade para que as populações da nossa região expressem a sua condenação à política de direita e dêem força a quem, de forma determinada e consequente, a tem combatido – o PCP e os seus aliados -, e continuem a confiar na CDU para o aprofundamento de um processo de desenvolvimento local e regional que conta já com mais de três décadas, e que se demonstra no quotidiano um projecto com futuro.

É com confiança nas possibilidades de reforçar a presença e influência do PCP e da CDU no Parlamento Europeu, na Assembleia da República e em todos os órgãos autárquicos – Municipais e de Freguesia - que vamos enfrentar o ciclo eleitoral, alicerçados no trabalho desenvolvido pelos nossos eleitos e pela justeza das nossas posições e projecto.
A DORS do PCP, sublinhando o êxito que constituiu o XVIII Congresso do Partido, realizado a 29 e 30 de Novembro e 1 de Dezembro passados, discutiu a concretização da campanha “Avante por um PCP mais forte!” e decidiu medidas para o reforço orgânico do Partido, nomeadamente no que diz respeito ao trabalho de direcção e quadros, ao reforço da organização junto da classe operária e dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho, à dinâmica e ligação às massas e ao aumento da capacidade financeira do Partido.
A DORS do PCP considera que o reforço do PCP, no plano orgânico, social, político e eleitoral é o mais decisivo contributo para a ruptura com a política de direita que PS, PSD e CDS-PP desenvolveram com alternância e que conduziu o País à actual situação, bem como para a construção de uma política de esquerda, ao serviço do povo e do país.

Setúbal, 10 de Janeiro de 2009

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